Esquecimento da memória sensorial

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4.)Conhecer a posição de alguns autores sobre a origem da agressividade:Pára Freud a agressividade faz parte no nosso organismo. A nossa vida psíquiçá, o nosso desenvolvimento seriam orientadas por pulsões. O fundador da psicanálise distingue dois grandes tipos de pulsões: a pulsão de vida, Eros, e a pulsão de morte, Thánatos. A agressividade teria, assim, uma origem biológica, seria uma energia que tem de ser descarregada. Mas pára Lorenz a agressão é inerente a todos os organismos, a energia agressiva faz parte integrante da natureza humana. Seria um impulso específico que, face a um dado contexto, conduziria á agressão. A agressividade era encarada como um comportamento inscrito geneticamente sob a forma de um programa que era desencadeado em determinadas situações face a estímulos adequados. Teria um valor de sobrevivência pára a espécie humana, sendo fundamental pára a sua preservação. Diferentemente dos outros animais, o ser humano não possuía mecanismos reguladores eficazes no controlo da agressividade. Por outro lado pára Dollard a agressão e explicada pelo facto de um sujeito ter sido frustrado, isto é, existiria uma ligação inata entre um estímulo – a frustração – e o comportamento de agressão. A agressão funcionaria como um meio de afastar tudo o que impedisse o sujeito de atingir os seus objectivos. Mas por último Bandura defende que o comportamento agressivo resulta de um processo de aprendizagem que se baseia na observação e na imitação de comportamentos agressivos.


6.)Definir estereótipos e preconceitos: Estereótipo é o conjunto de crenças que dá uma imagem simplificada das carácterísticas de um grupo ou dos membros dele. São crenças a propósito de carácterísticas, atributos e comportamentos dos membros de determinados grupos, são formas rígidas e esquemáticas de pensar que resultam dos processos de simplificação e que se generalizam a todos os membros do grupo. «Os brasileiros são alegres», «As mulheres têm um sexto sentido apurado», «Os indianos são inteligentes».

Preconceito é a atitude que envolve um pré-juízo, pré-julgamento, na maior parte das vezes negativo, relativamente a pessoas ou grupos.

Embora o preconceito também esteja assente na categorização social, difere do estereótipo porque pára além de atribuir as carácterísticas ao grupo, ainda as avalia, emitindo, na maior parte dos casos, juízos negativos a esse respeito.

No entanto, é possível relacionar os dois conceitos na medida em que o estereótipo fornece os elementos cognitivos de um grupo e o preconceito lhes acrescenta a componente afectiva, crítica, valorativa.

8.)Relacionar discriminação e autoestima: A discriminação social tem graves influências na auto-estima dos afectados. Estudos revelam que os grupos discriminados frequentemente acabam por partilhar juízos negativos sobre si próprios. Assim, ao serem vítimas de preconceitos, as pessoas tendem a interiorizar as razões da discriminação e a concordar com elas, perdendo auto-estima e amor-próprio em prol da opinião depreciativa comum. 



7.) Relacionar estereótipos, preconceitos e discriminação(escolhamultipla): Os estereótipos têm uma função sociocognitiva, uma vez que o categorizar a realidade social permite-nos encarar eficazmente o mundo em que nos encontramos inseridos, definindo o que esta bem e o que esta mal, o que é justo e injusto. Uma outra função dos estereótipos é de ordem socioafectiva, que se relaciona com o sentimento de identidade social. Efectivamente, reconhecemo-nos enquanto pertencentes a grupos com os quais nos identificamos. Parte do que somos relaciona-se com o facto de pertencermos a determinados grupos sócias, o que nos leva a distinguirmo-nos dos outros que pertencem a outros grupos: desenvolvemos o sentimento de “nos” por oposição aós “outros”. Permite a um grupo definir-se, positiva ou negativamente, por relação a um outro. Os estereótipos, ao caracterizarem o grupo dos “ outros”, reforçam a identidade do nosso grupo. Ao desenvolver uma imagem negativa em dos outros grupos, os estereótipos contribuem pára reforçar a identidade positiva do grupo a que pertence. Talvez devido a esta função se explique por que razão é que os estereótipos que se partilham depreciem os grupos a que não pertence. O preconceito é uma atitude que envolve um pré-juízo, um pré-julgamento, na maior parte das vezes negativo, relativamente a pessoas ou grupos sociais. O nosso comportamento pode reflectir-se numa opinião que verbaliza um desejo. O preconceito pode reflectir-se num comportamento mais activo concretizando actos de discriminação. A discriminação designa o comportamento dirigido aós indivíduos vidados pelo preconceito. Na base da discriminação está o preconceito, que sendo uma atitude sem fundamento, injustificado, dirigida a grupos e aós seus membros, geralmente desfavorável, pode conduzir á discriminação. Contudo, não se pode confundir discriminação com preconceito: enquanto este é uma atitude, a discriminação é o comportamento que decorre do preconceito. Então, o tipo de discriminação esta ligado ao preconceito que lhe esta subjacente.


9) Caracterizar a mente como um conjunto integrado de processos cognitivos, emocionais  e conativos:           O cérebro é a base fisiológica da mente, mas o seu conhecimento especializado não é suficiente pára esclarecer os processos que nela ocorrem. Outrora, a mente era perspetivada como uma série de componentes cognitivas ou intelectuais, independentes umas das outras. Tinha-se uma composição muito restrita de mente, associando-a a funções meramente cognitivas, nada tem a ver com o corpo, com a sensibilidade e com as emoções. As conclusões dos estudos feitos pelos neurocientistas atestam que a mente é um sistema de interações organizadas de modo complexo. Estas conclusões conduzem também a um conceito mais alargado de mente, agregando processos intelectuais, afetivos e conativos que constituem uma unidade global integral. Os Processos cognitivos estsão ligados ao saber e ao pensar, tendem pára atividades mentais implicadas na compreensão, no processamento e na comunicação do saber, tendem pára a objetividade e pára a impessoalidade, em virtude de pressuporem a existência do mundo exterior, os estados mentais resultantes da nossa cognição podem ser mais ou menos aferidos por referência aós objetos e às situações. Os Processos emocionais estão ligado ao sentir: tem haver com os aspetos afetivos, agradáveis ou desagradáveis, que acompanham a vivência das situações, tendem pára a subjetividade e pára a individualidade; por consistirem em vivências do sujeito, torna-se inviável a sua comparação com padrões existentes fora da pessoa. E por últimos os Processos conativos que estão ligados ao Fazer: tendem a aspetos ativos associados às motivações e às intenções que dinamizam o sujeito pára a ação, aós aspetos vocacionados pára ação, associam-se à vontade e expressando-se em comportamentos; são a base das respostas aós estímulos do meio, do fábrico de objetos e instrumentos, da modificação da realidade e da melhoria das nossas condições de vida.


10.)Relacionar sensação e perceção: a sensação e a perceção são processos que dependem um do outro. Só depois de atuar a sensação é que a perceção pode interpretar os estímulos do exterior. A sensação é o modo como os sentidos, tanto podem ser afetivos, visuais, tateis, e audíveis. A sensação é a maneira como os nossos órgãos sensacionais captam/recebem os estímulos do exterior. Após a captação desses estímulos externos, permite-nos q as informações sejam transmitidas ao cérebro. A interpretação sensação é feita pela perceção. A perceção é um processo ativo de organização e interpretação das informações sensoriais, não se limita ao registo da informação sensorial implica a atribuição de sentido. A perceção é uma atividade cognitiva. Essa atividade cognitiva é influenciada por diversos fatores: a capacidade sensorial, por isso a perceção depende da sensação, a idade, as experiências anteriores e o conhecimento prévio. Podemos concluir que a sensação e a perceção conjugam-se sequencialmente na apreensão e construção mental do mundo envolvente.

11) Explicar o processo percetivo: O nosso processo percetivo é construído por sistemas sensoriais: visão, olfato, audição, tato, paladar e ainda pelo sentido do equilíbrio e o sentido dos movimentos corporais. Estes sistemas sensoriais são sensíveis a determinados tipos de estímulos.

Embora a receção sensorial seja diferente pára os diferentes órgãos dos sentidos, no processo percetivo existe 3 elementos: estímulo físico, a sua tradução em impulsos nervosos, a resposta á mensagem como perceção.

12.)Reconhecer a perceção como uma construção mental:As perceções não são cópias do mundo á nossa volta. A perceção não reproduz o mundo como um espelho, o cérebro não regista o mundo exterior como um fotógrafo tridimensional: constrói uma representação mental ou imagem da realidade.
Na perceção visual, que é a grande fonte de informação sobre o mundo, há todo um processo biológico complexo em que o estímulo visual é transformado, não se projetando no nosso cérebro como um slide num ecrã. Os estímulos luminosos, que sensibilizam a nossa retina, são codificados em impulsos nervosos, que são transmitidos pelos nervos óticos às áreas visuais do córtex, que os processam como uma representação.´
É no nosso cérebro que se vão estruturar e organizar as representações do mundo, é no cérebro que se dá sentido ao que vemos e ouvimos. Por isso se diz que é no cérebro que se ouve, se vê, se sente o frio, o calor, os cheiros, os sabores. A informação proveniente dos órgãos sensoriais é tratada pelo cérebro. É nesta estrutura do sistema nervoso que ganha sentido e significado.

13.)Enumerar fatores que contribuem pára o carácter subjetivo da perceção: A nossa perceção do mundo é subjetiva, na medida em que percebemos o meio que nos rodeia em função dos nossos conhecimentos adquiridos, necessidades, interesses, valores, expectativas e experiências passadas. É importante perceber que não percecionamos de uma forma neutra e objetiva, mas antes individual, parcial e subjetiva. E é devido a esta última carácterística que a perceção nos permite antecipar acontecimentos e prever comportamentos, o que nos permite prepararmo-nos pára eles.
Por outro lado, a motivação e os estados emocionais de cada um têm grande influência na perceção que o indivíduo tem da realidade numa dadá situação, por exemplo, o nervosismo e o medo implicam, regularmente, uma distorção e ampliação de factos que nos é incontrolável.
Também o interesse que os acontecimentos e assuntos nos despertam é importante pára a perceção já que os estímulos percetivos são selecionados pela nossa atenção e, por isso, tendemos a adquirir mais conhecimentos nas áreas que mais nos fascinam.

Por fim, a subjetividade nota-se nas expectativas. Estas afetam as nossas perceções levando-nos, frequentemente, à ilusão e consequente desilusão.

14.)Explicar algumas manifestações da constância percetiva: A visão que temos do mundo não é uma reprodução da realidade mas uma interpretação – constância percetiva. Na Constância de tamanho, percecionamos o tamanho de um objeto ou de uma pessoa independentemente da distância a que se encontra. Orá, o mesmo objeto, apresentado a diferentes distancias, forma na retina imagens com diferentes tamanhos: quanto mais longe está, mais pequeno aparece. É no cérebro que interpretamos os dados que recebemos. Na Constância da forma, um objeto nunca forma a mesma imagem retiniana: a luz é diferente, a incidência e o angulo do olhar diferentes também, a distância muda constantemente. O reconhecimento envolve sistemas elaborados em que intervêm a experiencia anterior do sujeito, as memorias armazenadas, as aprendizagens do sujeito. Por exemplo, nós percecionamos a porta como retangular, mas quando a abrimos ela perde essa forma. Na constância do brilho e da cor, mantemos constantes o brilho e a cor dos objetos, mesmo quando as circunstâncias físicas nos dão outra informação. Percecionamos uma casa branca em plena luz do sol e mantemos constante a cor, á noite, percecionamos o sangue sempre vermelho, a neve sempre branca, independentemente da quantidade de luz.

16.)Explicar os processos mnésicos: É a incapacidade de recordar, de recuperar dados, informações, experiências que foram memorizados. Podemos ter um esquecimento regressivo que ocorre quando surgem dificuldades em reter novos materiais e recordar conhecimentos, fatos e nomes aprendidos recentemente. Este tipo de esquecimento é especialmente sentido por pessoas de certa idade e pode ser devido á degenerescência dos tecidos cerebrais. O esquecimento motivado é qd esquecemos o que, inconscientemente, nos convém esquecer. Os conteúdos traumatizantes, penosos, as recordações angustiantes seriam esquecidos pára evitar a angústia e a ansiedade, assegurando, assim, o equilíbrio psicológico. É através do recalcamento que os conteúdos do inconsciente seriam impedidos de aceder ao ego, á consciência. Esses conteúdos esquecidos não podem ser recuperados através de um ato de vontade. E por último temos a interferência das aprendizagens, ou seja, as novas memórias interferem com as memórias mais antigas. Mais do que desaparecer, o que acontece é o material que não conseguimos recordar é ter sofrido modificações, geralmente por efeito de transferências de aprendizagens e experiências posteriores. Muitas vezes pensa-se que se esqueceu determinado conteúdo quando, o que se passa, é que sofreu tantas transformações que não o reconhecemos.


15: Reconhecer a importância da memória: A memória retem acontecimentos, ideias, encontros, datas de aniversário. É o suporte dos processos de aprendidos, ou seja a sobrevivência à vida humana. A memória assegura-nos a nossa identidade pessoal.

17: Memória de curto e longo prazo: A memória divide-se em 2 tipos de memória, ou seja, memória a curto prazo e a memória a longo prazo. A memória a longo prazo subdivide-se em outras duas partes, a não declarativa e a declarativa. A memória a curto prazo tb se divide em 2 partes . Divide-se em imediato e de trabalho. A memória imediata é aquela q consigo memorizar algo dependendo o tempo em q estamos a visualiza-lá. Por exemplo: qd eu olho fixamente p um número de telefone, se estiver a olhar pára ele consigo memorizar 7 dígitos. A memória a curto prazo de trabalho é aquela que memorizamos algo até ao momento que nos interessa . Por exemplo qd estudamos pára certos testes memorizamos/decoramos certos conceitos, que assim que sair do teste esquecemo-nos dessa informação, mas por vezes posso mandar estas informações pára a memória a longo prazo.

18.)Caraterizar memória não declarativa e memória declarativa: A memória não declarativa é uma memória automática. Há comportamentos que dependem desta memória: andar de bicicleta, como apertar as sapatilhas, lavar os dentes, pentear o cabelo. São comportamentos do dia a dia que com o exercício, o hábito, a repetição tornam esta atividade automática e reflexa.  A memória declarativa implica a consciência do passado, do tempo, reportando-se a acontecimentos, fatos, pessoas. Dentro dela distinguem-se dois subsistemas: A memória episódica envolve recordações, como os rostos dos teus familiares, amigos e ídolos, as tuas músicas preferidas, fatos e experiências pessoais. Reporta-se a lembranças da tua vida pessoal, é portanto uma memória pessoal que manifesta uma relação íntima entre quem recorda e o que se recorda, e a memória semântica refere-se ao conhecimento geral sobre o mundo, por exemple as leis da química, os fatos históricos, as fórmulas da matemática, a gramática. Onde não há localização de tempo.


19) Reconhecer a memória como um processo ativo que reconstrói os dados que recebe:A memória é um processo ativo e dinâmico na medida em que não reproduz fielmente áquilo que armazenou. A memória reconstrói os dados, o que implica que dê mais relevo a uns, distorça outros ou mesmo os omita. Por outro lado, quando os acontecimentos são muito emotivos, a memória deixa escapar pormenores que depois são substituídos/reconstruídos pelo cérebro. Quem conta um conto, acrescenta um ponto e, assim, quanto mais se reproduz o que aconteceu, mais elaborada e complexa vai ficando a história, chegando a um ponto em que muitos factos não passam de imaginação.
No entanto, as representações que temos são sempre tão claras como se fossem plenas reproduções da realidade, o que faz com que este processo ativo e dinâmico nos passé completamente despercebido. Por este motivo, o mesmo acontecimento pode ser descrito de formas bastante diferentes por diferentes pessoas. Não mentém, apenas têm diferentes interpretações resultantes de diferentes sentimentos, emoções e atenção.


20) Mostrar que o esquecimento é um processo inerente à memória: Memorizar e esquecer são processos inerentes ao normal funcionamento do psiquismo. A memória é um processo cognitivo, é o suporte dos processos aprendidos, ou seja, a sobrevivência a vida humana. A memória assegura-nos a nossa identidade pessoal. Retm acontecimentos, ideias, datas. É o fator básico da identidade pessoas. Se perdêssemos a memória deixaríAmós de ser quem somos, asste património torna-nos únicos. A memória a curto prazo é subdividida em 2 partes a memória imediata e a de trabalho. A memória a longo prazo é dividida em 2 partes também a semântica e a epsisódica. A memória a longo prazo não declarativa é aquela que é automática, algo que não conseguimos declarar/contar verdadeiramente como ela foi.  O esquecimento é o poder de incapacidade de recordar , de recuperar dados, informações, experiências vividas q ao longo da nossa vida foram memorizadas. É por esquecermos que continuamos a reter informação. O esquecimento tem como função selecionar as informações q lhe interessam, tem uma função seletiva e adotiva. O esquecimento pode ser efetuado por doenças, mas as causas do esquecimento estudadas foram o esquecimento regressivo, ou seja, processo normal, faz parte do envelhecimento do cérebro que perde a capacidade de relembrar tudo o que já passou. O esquecimento motivado, que segundo Freud, seria através do recalcamento que os conteúdos do consciente seriam impedidos de aceder à consciência. É um processo do qual pensamos, desejamos, sentimos e recordamos, as recordações dolorosas são afastadas da consciência com o objetivo de reduzir a tensão provocada por conflitos internos, e também temos o esquecimento por interferência de aprendizagem, ou seja, as novas memorias interferem com a recuperação das memorias antigas, nestas memorias antigas quando não nos conseguimos lembrar de tudo, fazemos então modificações em um determinado assunto, momento, devido geralmente ao efeito de transferências de aprendizagens e experiencias posteriores.  Às vezes até nos parece que esquecemos algum acontecimento devido às alterações nele sofrido.  Assim concluíMós que o esquecimento tem um papel fundamental na memória.

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