Psicologia da saúde

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         Os psicólogos da saúde se direcionam pára a compreensão da forma como os fatores biológicos, comportamentais e sociais influenciam a saúde e a doença. Podem estar centrados na promoção da saúde e prevenção de doença, trabalhando com os fatores psicológicos que fortalecem a saúde e que reduzem o risco de adoecer, podem disponibilizar serviços clínicos a indivíduos saudáveis ou doentes em diferentes contextos e, podem ainda, estar envolvidos em pesquisa e investigação, no ensino e formação.
A intervenção em Centros de Saúde e Hospitais deve levar em consideração uma tripla dimensão de intervenção: os pacientes, seus familiares e os profissionais de saúde. 

O setting terapêutico na realidade hospitalar é peculiar: o psicólogo deve adaptar sua atuação visto que os espaços e condições hospitalares são muito diferentes do setting da atuação clínica em consultório (Ismael, 2005). O espaço físico não é privativo ao atendimento psicológico, como o valorizado na teoria e modelo de consultório. O atendimento pode ser interrompido a qualquer momento por médicos, enfermeiros e técnicos, que estão cumprindo seus deveres e suas funções. Além disso, pode ser necessário atender ao paciente no meio de outros vários pacientes, se for em uma grande enfermaria. Nesses casos, há impossibilidade de se manter sigilo.
Diante desses aspectos, a postura do psicólogo é importante pára a sua inserção no hospital – deve ser flexível com o objetivo de contornar as dificuldades e reconhecer que seu trabalho sofrerá interrupções, adiantamentos e cancelamentos fora de sua esfera de controle, pois a prioridade das ações médicas tem que ser respeitada. O psicólogo ainda deve conhecer a doença do paciente a quem ele presta atendimento, além de sua evolução e prognóstico.
Acompanhar a evolução do paciente quanto aós aspectos emocionais que a doença traz é o objetivo principal do trabalho. Mas o psicólogo pode ainda utilizar de grupos educativos, que facilitam a conscientização do paciente e família no contexto da doença e das formas de tratamento, e trabalhos em equipe no sentido de facilitar a relação equipe/paciente/família.

Ambulatório
No ambulatório clínico é realizada uma investigação especializada e elucidativa, tratamento e, caso necessário, indicação pára internação. Dessa forma, a investigação pode revelar um resultado definitivo e esclarecedor a uma das duas hipóteses diagnósticas (positiva ou negativa), fazendo com que o paciente tenha respostas diversas quanto à ansiedade que envolve o momento. Geralmente o paciente de ambulatório vem ao psicólogo depois que é orientado pelo médico a se submeter a um acompanhamento psicológico, uma vez observado algum problema emocional a ser cuidado. O grande desafio do psicólogo é fazer o paciente aceitar a doença e não lutar contra ela, ajudando-o a conviver com ela sem sofrimento adicional.
O psicólogo que atua em ambulatório de um hospital somente proponha acompanhamento psicológico àqueles pacientes cujo problema emocional principal guarde estreita ligação com sua patologia orgânica. Entretanto, diante da escassez de atendimentos clínicos ambulatoriais disponíveis pára a população, o que se vê nos ambulatórios dos hospitais são atendimentos psicoterápicos que visam aliviar o sofrimento psíquico independente da patologia física que o paciente possa carregar consigo.


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