Como a situação financeira do sócio pode afetar a situação da empresa

Classificado em Matemática

Escrito em em português com um tamanho de 5,84 KB.

 

Área em estudo: Acontecimentos Subsequentes – CP4
Suponha que é ROC da empresa AA. Indique qual o seu posicionamento relativamente às situações a seguir apresentadas:
1- A empresa AA detém uma provisão, à data do balanço, relativa aós custos associados com um processo fiscal. Em 31/01/n+1 o ROC apurou que o processo teve o seu término em 25/01/n+1 e que o montante a pagar relacionado com os custos associados ao processo foi incrementado em 30% relativamente ao valor estimado inicialmente. A empresa preparava-se pára revelar contabilisticamente a situação na data do desfecho do processo.
R: De acordo com a NCRF 24 par. 3 a) + par. 6 a)- o fim do processo judicial é um evento ajustável, uma vez que se refere a condições que existiam à data do balanço.
Porque o ROC tomou conhecimento da situação antes da data de emissão da CLC deve recomendar à empresa o ajustamento do montante da provisão registada nas DFs de 31/12/n de modo a ter em conta o impacto do término do processo (reforço em 30%). Deve ainda recomendar-se a divulgação da situação no anexo. Mov. Corréção: NCRF 21 par. 13
D: 673 Prov. Proc.J. Curso | C: 293 Prov. Proc.J. Curso = +30%
Caso a empresa se negue a efetuar o ajustamento, o ROC deve incluir na CLC uma reserva por desacordo, quantificando o efeito da situação nas DFs de 31/12/n.

2-Em 10/02/n+1 a empresa AA recebe uma notificação de um processo instaurado contra si, por parte de um trabalhador, relativo a um acidente de trabalho ocorrido após a data do balanço. Estima-se que a indemnização a pagar ao trabalhador seja de 100.000 €,  valor que a empresa AA registou como provisão nas DFs referentes a 31/12/n. Esta situação chegou ao conhecimento do ROC no dia 13/02/n+1.
R: De acordo com a NCRF 24 par. 3 b), este evento não origina o ajustamento das DFs de 31/12/n, dado tratar-se de uma condição que não existia à data do balanço. Porque o ROC tomou conhecimento da situação antes da data de emissão da CLC deve recomendar à empresa a anulação da provisão registada nas DFs de 31/12/n e recomendar a divulgação da situação no anexo às DFs de 31/12/n (por tratar-se de uma quantia materialmente relevante e que afeta a leitura dos utentes das DFs… )
Movimento de corréção das DFs de n: D293 Prov. Proc.J. Curso = 100.0000 €|C673 Prov. Proc.J. Curso
Caso a empresa se negue a efetuar os ajustamentos às DFs de 31/12/n, o ROC deve incluir na CLC uma reserva por desacordo, quantificando o efeito da situação nas DFs de 31/12/n.


3. As demonstrações financeiras de 31/12/n da empresa AA foram aprovadas a 1 de Março de n+1. Em 31/03/ n+1, a empresa vendeu uma das suas fábricas por 1 milhão de €, valor menor que o registado nas DFs de 31/12/n em 300.000 €.
R:
A venda da fábrica ocorre após as demonstrações financeiras terém sido autorizadas pára emissão e por isso não satisfaz o critério de evento ajustável de acordo com a NCRF 24 par. 3 b). A divulgação da situação no ABDR das DFs de n deveria apenas acontecer se a decisão de vender a fábrica fosse conhecida até 01/03/n+1.
Por outro lado, se a venda ocorresse após a data do balanço e antes da autorização pára a emissão das demonstrações financeiras, a venda por um valor menor que o valor escriturado, seria evidência da existência de imparidade à data do balanço. O ROC nessa situação deveria recomendar à empresa o registo de uma perda por imparidade nas DFs de 31/12/n.

4- As demonstrações financeiras de 31/12/n da empresa AA foram aprovadas a 1 de Março de n+1. A 12/03/n+1 chegou ao conhecimento do ROC que em 10/01/n+1, o principal cliente da empresa faliu. Em dezembro de n a empresa AA vendeu a esse cliente mercadoria no montante de 1.200.000 €, sendo a data limite pára a liquidação dessa fatura o dia 15/03/n+1. O saldo líquido da dívida desse cliente no balanço da empresa AA a 31/12/n era de 1.200.000 €.
R
: De acordo com a NCRF 24 par. 3 a) + 6 b): i), a falência do cliente que ocorreu após a data do balanço confirma, que existia uma perda por imparidade à data do balanço. Nessa medida, a falência do cliente a 10/01/n+1 deveria ter originado o registo de uma perda por imparidade nas DFs de 31/12/n da empresa AA. Apesar do ROC ter tomado conhecimento da situação após a aprovação das DFs em AG, dadá a materialidade do valor em causa e o impacto pára os stakeholders, deveria mandar reabrir as DFs de 31/12/n e ajustar com o registo de uma imparidade, bem como a divulgação dessa informação no ABDR. NCRF 27, par. 24, 25 a)
D:6511 Imp. Div. Clientes | C: 219 P. Impar. Acumuladas= 1.200.000€
Caso o órgão de gestão aceite a recomendação, o ROC deve emitir uma nova CLC onde deve incluir uma ênfase pára essa situação (porque a continuidade de AA por estar em causa, dado tratar-se da falência do seu principal cliente) e promover a marcáção de nova AG pára nova aprovação das DFs e da nova CLC.
Caso o órgão de gestão não aceite a recomendação, o ROC deve mandar registar a imparidade nas DFs de n+1 e na sua CLC referente a n+1 deve ainda incluir uma ênfase pára essa situação.

Entradas relacionadas: