Teorias humanistas da personalidade

Classificado em Psicologia e Sociologia

Escrito em em português com um tamanho de 24,86 KB.

 
O que é a psicologia?
   Campo de estudo por vezes definido como a ciência da mente, outras como a ciência do comportamento. Interessa-se pelo que os organismos fazem, como e porque o fazem. 
   No campo da psicologia, os fenómenos que esta considera do seu domínio abrangem uma extensão imensa. Uns confinam c/ biologia e outros fazem fronteira c/ ciências sociais como a antropologia e a sociologia.
   Os psicólogos recorrem ao método científico pára validarem as suas teorias. 

Método científico: processo sistemátiço de validação de teorias e conceitos.

Teorias: conjunto organizado de princípios sobre as relações entre construtores (variáveis). 
   Ciência: 
   Vem substituir a intuição e o senso comum na análise dos fenómenos humanos e organizacionais, por uma atitude de estudo sistemátiço q/ assume a compreensibilidade sobre a relação existente entre os fenómenos humanos e os fenómenos organizacionais. 

   Ciência vs. Senso comum: 
Ciência: 
•Clareza e definição do conhecimento

•Coerência lógica 

•Procura de explicação sistemática 

•Sujeita-se ao confronto crítico c/ factos 

Senso comum:
•Conhecimento vago e impreciso

•Incoerência e por vezes pouca lógica

•Ausência de necessidade de explicação 

•Durabilidade por não haver confronto  

A psicologia social (PS) e outras áreas de estudo: 
A psicologia social:
•Centra-se no individuo 
•Estuda comportamentos típicos 
•Estuda a influência de fatores sociais 
•Estuda os processos cognitivos no comportamento social
Sociologia: 
•Centra-se nas estruturas sociais
Psicologia clinica:
•Estuda as disfunções 
Personalidade: 
•Estuda as diferenças estáveis entre os indivíduos 
Psicologia cognitiva: 
•Estuda os processos mentais de raciocínio, memória e perceção

Processos cognitivos: processos do conhecimento (inteligência) 

O que motiva as pessoas a trabalhar? 
Objetivos no Estudo Sistemátiço dos Comportamentos na Situação de Trabalho
   Entender a relação existente entre a satisfação da necessidade e o esforço desenvolvido pára a satisfazer e procurar uma consistência nos comportamentos de trabalho pára além das diferenças individuais. Estabelecer relações de causa-efeito e aumentar a previsibilidade dos desempenhos. 


Este é um modelo com diferentes níveis hierárquicos. Pára atingir um nível, tenho de realizar outro. À medida que vamos realizando as necessidades de um nível, vêm outras e vamos querer realiza-las. Isto traduz-se em funcionamento motivacional enquanto trabalho. 

Teorias da Psicologia
   A Psicanálise nasce com Freud, na Áustria, a partir da prática médica. Recupera pára a psicologia a importância da afetividade e postula o inconsciente como objeto de estudo, contrariando que a psicologia seja só a ciência da razão e da consciência. 

O Behaviorismo, que nasce com Watson e tem um grande desenvolvimento nos Estados Unidos, em função das suas aplicações práticas, tornou-se importante por ter definido o objeto da psicologia, a partir da noção de comportamento (behavior). 
   A Gestalt, que tem o seu berço na Europa, surge como uma negação da fragmentação das ações e processos humanos, realizada pelas tendências da Psicologia científica do séc. XIX, formulando a necessidade de se compreender o homem como uma totalidade. A Gestalt é a tendência teórica mais ligada à filosofia. 

(Psicanálise) 
   Freud ousou colocar os “processos misteriosos” do psiquismo, as suas “regiões obscuras”, i.E., as suas fantasias, sonhos, esquecimentos e a interioridade do homem como problemas científicos. A investigação sistemática desses problemas levou Freud à criação da Psicanálise. 
   O termo psicanálise é utilizado p/ se referir a: 
•Uma teoria
•Um método de investigação 
•Uma prática profissional 
Teoria: caracteriza-se por um conjunto de conhecimentos sistematizados sobre o funcionamento da vida psíquiçá. 
Método de investigação: caracteriza-se pelo método interpretativo, q/ busca o significado oculto daquilo q/ é manifesto por meio de ações e palavras ou pelas produções imaginárias, como os sonhos, delírios, associações livres e atos falhados. 
Prática profissional: refere-se à forma de tratamento q/ busca o autoconhecimento ou a cura.

   A psicanálise também é um instrumento importante p/ análise e compreensão de fenómenos sociais relevantes: as novas formas de sofrimento psíquicó, o excesso de individualismo no mundo contemporâneo, a exacerbação da violência etc. 

A descoberta do inconsciente 
   Freud perguntava-se: “Qual poderia ser a causa dos pacientes esquecerem tantos factos da sua vida interior e exterior?”. 
   Isto resulta de um esquecimento de algo penoso p/ individuo. Penoso não significa, necessariamente, algo mau, podia ser algo bom q/ se perdera ou fora muito desejado. 

O processo de se esquecer é o resultado de um mecanismo de defesa.

Conteúdos psíquicos “localizados” no inconsciente: 
Resistência: força psíquiçá q/ se opunha a tornar consciente, a revelar um pensamento. 
Recalcamento: processo psíquicó q/ visa encobrir/fazer desaparecer da consciência, uma ideia ou representação insuportável e dolorosa q/ está na origem do sintoma. 

3 subsistemas da personalidade humana
   Entre 1920-1923, Freud remodela a teoria do aparelho psíquicó e introduz os conceitos de id, ego e superego, p/ se referir aós 3 sistemas da personalidade. 
ID: É a parte mais primitiva da personalidade de onde derivam as outras duas. Encerra todas as pulsões biológicas (comer, beber, eliminar, obter prazer sexual etc.). A lei do ID é o princípió do prazer – satisfação agora e não depois. Esforços cegos do ID p/ alcançar o prazer não conhecem distinção entre a fantasia e a realidade, entre o desejar e o ter. 
   Quer satisfazer os impulsos básicos sem olhar a nada e quer fazer de imediato, “quer e pronto”, não é racional. 

EGO: Deriva do ID e mantem-se ao seu serviço, mas o ego obedece ao princípio da realidade. Tenta satisfazer o id (obter prazer) mas fá-lo de modo pragmátiço, de acordo com o mundo real e respetivas exigências reais. 

SUPEREGO: Representa as regras e castigos interiorizados. A formação do superego coloca o ego numa posição difícil, pois os dois senhores (id e superego) emitem muitas vezes ordens contraditórias. Ex: o id pede coisas, q/ se o ego ceder, o superego puni-lo-á. 
   O superego é o “polícia da mente”, é aquele q/ repreende. Quanto mais sofisticado e civilizado for o Homem, mais afastado dos seus instintos básicos ele está (Homem c/ disciplina). 

   O ego e, posteriormente, o superego são diferenciações do id, o q/ demonstra uma interdependência entre esses 3 sistemas, retirando a ideia de sistemas separados. O id refere-se ao inconsciente, mas o ego e o superego têm também aspetos ou “partes inconscientes”. 

Mecanismos de defesa:
   Estes constituem óperações de proteção do ego p/ assegurar a nossa própria segurança. Representam também uma forma de adaptação. Permitem q/ alguns conteúdos inconscientes cheguem ao nível consciente, de forma disfarçada. 
» Recalcamento: retirar ideias, afetos ou desejos perturbadores da consciência, pressionando-os p/ inconsciente. O individuo “não vê”, “não ouve” o q/ ocorre. Existe a supressão de uma parte da realidade. Este aspeto, q/ não é percebido pelo individuo, faz parte de um todo e ao ficar invisível altera o seu sentido (do todo). 
» Projeção: atribuir sentimentos ou impulsos inaceitáveis p/ si mesmo, a outra pessoa. O individuo projeta algo de si no mundo externo e não percebe q/ áquilo, q/ foi projetado, é algo seu. 
» Racionalização: encontrar motivos lógicos e racionais, aceitáveis p/ pensamentos e ações inaceitáveis. O individuo constrói uma argumentação intelectualmente convincente e aceitável, q/ justifica os estados “deformados” da consciência. 
Conflito inconsciente na vida normal: 
   Freud chegou a esta teoria através do estudo de indivíduos c/ patologias, mas concluiu q/ a mesma oposição de forças inconscientes, também se encontra na vida de pessoas normais. 
   Os conflitos internos estão sob controlo, suscitam menos ansiedade e não produzem efeitos de incapacidade, mas estão presentes. 
Psicanálise: Aplicações e contribuições sociais: 
   A carácterística principal do trabalho psicanalítiço é o deciframento do inconsciente e a integração dos seus conteúdos na consciência. Isto porque, são estes conteúdos q/ determinam a conduta dos homens e dos grupos – dificuldades p/ viver, mal-estar, sofrimento. 
   A psicanálise atribui problemas q/ tivemos enquanto crianças a situações quando somos mais velhos: atos falhados e sonhos.
» Atos falhados: quando estamos a falar e nos enganamos, dizemos o oposto do que queremos.
» Sonhos: pára Freud, o sonho era a tentativa de realização de um desejo. Durante o sono as forças restritas (ego e superego) encontram-se muito enfraquecidas, o que deixa sair (o id) pensamentos e imagens de gratificação.     
   O desejo não se exprime diretamente, é censurado. Só aparece simbolicamente e/ou disfarçado. 

(Behaviorismo)
   O behaviorismo dédica-se ao estudo das interações entre o indivíduo e o ambiente, entre o ambiente (estímulo) e as ações do indivíduo (respostas).
   O reportório de comportamentos pré-relacionados é suplementado por contínuas novas relações, produzidas pela experiência e os comportamentalistas/behavioristas procuram perceber como ocorriam estas novas ligações. 
   Pára o behaviorismo somos o que o “meio” faz de nós. Adaptamo-nos ao “meio ambiente”. Os behavioristas mais radicais (Watson), negam os aspetos mais inatos.
» Teoria: estímulo-resposta.

Leis de aprendizagem: 
» Habituação: é a forma mais simples de aprendizagem; tem tendência p/ diminuição de resposta aós estímulos familiares; tem uma função adaptativa. 
   Com a habituação, deixamos de reagir a um estímulo porque já nos habituamos a ele. Sem ela estaríAmós exaustos, pois existem milhares de estímulos, havendo uns aós quais não respondemos devido a esta teoria. 
» Condicionamento clássico: Pavlov estuda os comportamentos reflexos – ou respondente, é o que geralmente chamamos de “não-voluntário” e inclui as respostas que são provocadas por estímulos provenientes do ambiente. 
Experiência do cão:

E(I)                                        R(I)
comida                                    saliva                                             


     Estímulo incondicionado



E(N)                                        X 
campainha


          Estímulo neutro


 Condicionamento operante: (behaviorismo de Skinner) – é constituído pelos reforços: positivo/negativo e pela punição. 
Os reforços aumentam a frequência do comportamento. 
   A punição diminui a frequência do comportamento.
Fórmulas: 
Comportamento operante + reforço positivo/negativo       aumento da frequência do comportamento.
Comportamento operante + punição      diminuição da frequência do comportamento.
Reforço: 
Positivo: há consequências físicas positivas (consequências boas) ex.: elogiar pelo comportamento; chorar (bebé) p/ conseguir o q/ quer; receber dinheiro/elogios em troca de algo bom (arrumar o quarto). 
Negativo: não há consequências físicas negativas mas aumenta a “má atitude” (consequências indiretas) ex.: portar-se mal e não ser repreendido; sair às escondidas e não ser apanhado; chegar atrasado e não ser chamado à atenção; roubar e não ser apanhado. 

Punição: há consequências físicas negativas. Punem o comportamento/ deixamos de agir daquela maneira. Ex.: chorar (bebé) e ralharem c/ ele; ser repreendido; ser chamado à atenção. 

   Ambos os condicionamentos são formas de aprendizagem c/ estímulo-resposta. 

(Gestalt)
   Esta teoria foi criada por Max Wertheimer, Wolfgang Köhler e Kurt Koffka. Estes iniciaram os seus estudos pela perceção e sensação do movimento. Os gestaltistas procuravam compreender quais os processos psicológicos envolvidos nas ilusões de ótica, quando o estímulo físico é percebido pelo sujeito como uma forma diferente da que ele tem na realidade. 
» Perceção: a perceção é o ponto de partida e um dos temas centrais desta teoria. As experiências com a perceção levaram os teóricos da Gestalt a questionar um princípió implícito na teoria behaviorista – que há relação de causa e efeito entre o estímulo e a resposta. Pára os gestaltistas, entre o estímulo que o meio fornece e a resposta do indivíduo encontra-se o processo de perceção. O que o indivíduo percebe e como percebe, são dados importantes pára a compreensão do comportamento humano. 
   O confronto Gestalt/Behaviorismo pode ser resumido na posição em que cada uma das teorias assume diante do objeto da Psicologia – o comportamento – pois tanto a Gestalt como o Behaviorismo definem a Psicologia como a ciência que estuda o comportamento. 
   O behaviorismo, dentro da sua preocupação com a objetividade, estuda o comportamento através da relação estímulo-resposta, procurando isolar o estímulo que corresponderia à resposta esperada e desprezando os conteúdos de “consciência”, pela impossibilidade de controlar cientificamente essas variáveis. 
   A Gestalt irá criticar esta abordagem, por considerar que o comportamento, quando estudado de maneira isolada de um contexto mais amplo, pode perder o seu significado (compreensão) pára o psicólogo. Na visão dos gestaltistas, o comportamento deveria ser estudado nos seus aspetos mais globais, levando em consideração as condições que alteram a perceção do estímulo. 
» Reorganização percetiva: quando eu vejo uma parte de um objeto, ocorre uma tendência à restauração do equilíbrio da forma, garantindo o entendimento do que estou a percecionar. 
» Boa-forma: a Gestalt encontra nos fenómenos da perceção, as condições pára a compreensão do comportamento humano. A maneira como percebemos um determinado estímulo irá desencadear o nosso comportamento. 

Se nos elementos percebidos não há equilíbrio, simetria, estabilidade e simplicidade, não alcançaremos a boa-forma.
O elemento que é objeto da nossa compreensão deve ser apresentado em aspetos básicos, que permitam a sua descodificação, ou seja, a perceção da boa-forma. O fenómeno da perceção é norteado pela busca de fechamento, simetria e regularidade dos pontos que compõem uma figura (objeto).
O comportamento é determinado pela perceção do estímulo e, portanto, estará submetido à lei da boa-forma.

» Meio geográfico e meio comportamental: o meio geográfico é o meio enquanto tal, o meio físico em termos objetivos. O meio comportamental é o meio resultante da interação do indivíduo com o meio físico e implica a interpretação desse meio através das forças que regem a perceção (equilíbrio, simetria, estabilidade e simplicidade). 

» Insight 
   A psicologia da Gestalt vê a aprendizagem como a relação entre o todo e as partes, onde o todo tem um papel fundamental na compreensão do objeto percebido. 
   O termo “insight” designa uma compreensão imediata, enquanto uma espécie de “entendimento interno”. 


Personalidade
   Engloba um conceito vago e de definição difícil, pois não é algo palpável. É composta por múltiplas teorias da Personalidade e abrange uma variedade de conceitos e métodos de avaliação. 
   Um dos problemas de estudo da personalidade é a sua própria definição. Se definida de forma muito abrangente, torna-se difícil desenvolver um sistema de avaliação. Se definida de forma mais restrita, pode-se estar a colocar de parte aspetos considerados relevantes por alguns autores. 


Abordagem nomotética vs. Abordagem ideográfica
   Será necessário definir leis (abordagem nomotética) que regem o funcionamento da personalidade, ou, centrar-se sobre o individuo na sua unicidade e globalidade (abordagem ideográfica)?
» abordagem nomotética: estuda o que os indivíduos têm em comum. Permite identificar traços ou tipos de personalidade e contribuir pára a elaboração de uma estrutura de personalidade. Pode suscitar leis gerais. 
» abordagem ideográfica: analisa o indivíduo na sua globalidade, tendo em conta todos os componentes que entram em interação. Privilegia os estudos de caso numa perspetiva dinâmica. 

Disposição vs. Situação 
   A forma tomada pelo comportamento dependerá do funcionamento interno do sujeito (modo disposicional) ou das suas carácterísticas próprias da situação em que se encontra (modo situacional)? 

Estabilidade vs. Instabilidade 
   Conservaremos sempre a mesma estrutura de personalidade ou estará esta sujeita a uma evolução no decurso dos diferentes percursos de vida? 
   (instabilidade) Super (1957) defende a ideia de uma reorganização das esferas da personalidade em função dos períodos de vida. Abordagens diferentes, defendem a hipótese de uma relativa Estabilidade. 

Auto-avaliação vs. Heteroavaliação 
   Terá o indivíduo acesso à análise do seu próprio comportamento (auto-avaliação) ou deverá submeter-se à análise de um terceiro (heteroavaliação)?
   Auto-avaliação: é considerada um procedimento plausível pára os defensores da análise fatorial da personalidade e por aqueles que aderem à corrente fenomenológica.
   É impensável pára os behavioristas, psicólogos sociais, psicanalistas.

Abordagens da personalidade: 
Dimensional: procura identificar os traços de personalidade e as dimensões das diferenças da personalidade. 
Tipológica: identifica os tipos (categorias) de indivíduos. 

Traços: dimensão contínua entre 2 polos, situando-se os indivíduos entre eles. 
A descrição das carácterísticas do indivíduo é feita segundo um modelo fatorial: o indivíduo é avaliado relativamente a uma série de traços de personalidade, sendo descrito num perfil. 
Tipo: corresponde a uma categoria. As carácterísticas são organizadas em categorias mutuamente exclusivas e os indivíduos são situados num tipo pela relação de semelhança do seu comportamento com o comportamento típicó dessa categoria. 


Traços vs. Estádios  
   Os traços são carácterísticas relativamente estáveis e permanentes do indivíduo. 
 Os estádios são carácterísticas mais transitórias e passageiras, que surgem em situações pontuais. 

Formas de avaliação da Personalidade
   » observação sistemática: são objeto de observação o comportamento geral das pessoas, traços de personalidade, comportamentos específicos (agressividade) e as interações, isto é, em que medida o comportamento da pessoa tem a ver com determinada situação ou determinado indivíduo. 
» entrevista: recolha de dados relativos à história do indivíduo e aós comportamentos verbais relativos à sua auto-descrição e não verbais. 
» instrumentos de comunicação pessoal (self-report): verbalização de um indivíduo acerca de uma conduta própria, sendo fruto da introspeção ou da observação pessoal. 
» testes psicológicos: recolha de dados em situações controladas, que permitem comprar o sujeito com outros indivíduos.

Perspetivas teóricas
Perspetiva construtivista                                              Perspetiva associacionista                                                                                                      Perspetiva mista/Abordagem da memória de pessoas

Perspetiva construtivista: a representação da realidade é determinada pelos processos cognitivos e afetivos do avaliador. 
a.Abordagem configuracional: a formação de impressões é um processo holístico; nem todos os traços têm o mesmo peso na avaliação final.
b.Estudos sobre carácterísticas do avaliador q/ influenciam a interpretação dos índices: expetativas, estado de humor, contexto. 
Perspetiva associacionista: representação da realidade é determinada pelas carácterísticas e comportamentos do alvo.
a.Abordagem da integração da informação: formação de impressões consiste em proceder a uma média ponderada dos traços/adjetivos q/ se identificam no alvo.
Perspetiva mista/ abordagem da memória de pessoas: conciliação das 2 perspetivas. As impressões podem ser guiadas conceptual/ ou por inferências a partir dos dados; processamento automátiço ou processamento controlado, dependendo da motivação do avaliador e fatores contextuais. 
a.Modelo contínuo de formação de impressões: processo contínuo, desde a criação de impressões a partir de teorias e conceitos preexistentes a processos de combinação linear.
» Utilização da sequência completa de etapas depende da motivação pára processar a informação. 

Fatores q/ afetam a exatidão da impressão
1.Efeito de precedência: a primeira inf cria no sujeito uma direção q/ vai exercer um efeito nos últimos termos 
2.Efeito de recência: quando a primeira inf é neutra, ou quando o objetivo inicial não é formar uma impressão, a avaliação pode basear-se na ultima informação
3.Efeito de Halo: tendência p/ percecionar carácterísticas coerentes com a primeira impressão formada sobre a pessoa
4.Distorção da positividade: predisposição p/ fazer avaliações positivas
5.Distorção da negatividade: relevância da informação negativa, sobretudo em caso de avaliações afetivas ou morais. 







Entradas relacionadas: