Abordagens para a Gestão e Eficiência Organizacional

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A necessidade de mudança e de aumentar a competitividade suscitou o aparecimento de diversas abordagens destinadas a solucionar a crise organizacional:

1. Just in Time (JIT)

Conjunto de princípios e técnicas inspirados na organização industrial japonesa, orientados para a simplificação de processos, redução de custos e melhoria da qualidade dos produtos. O JIT foi o primeiro impacto que abalou o edifício industrial pensado por Adam Smith, racionalizado por Taylor e implementado por Ford. Pela primeira vez, a ênfase é colocada no resultado e não na atividade.

2. Automação e CIM

Substituição do trabalho humano por tecnologia, de forma a aumentar a produtividade.

3. Reestruturação ou Reforma do Trabalho

Alargamento de funções que se traduz na agregação de diversas tarefas e no enriquecimento de funções. Consiste no alargamento vertical do trabalho, significando aumento de autonomia e responsabilidade.

4. Downsizing

Emagrecimento da organização pela redução dos custos com pessoal, com o objetivo de tornar as empresas mais simples, rápidas e equilibradas. Consequências: Eliminação de cargos desnecessários e redução da força de trabalho, que levam a novos trabalhadores forçados (pessoas que fazem tudo para manter o emprego).

5. Conceito de Qualidade

  • Controle de Qualidade: Ligado ao produto ou serviço, alargado ao processo de fabricação e à empresa inteira.
  • Garantia de Qualidade: Foco na conformidade e padrões.
  • Gestão da Qualidade Total (TQM): Envolve todas as pessoas da organização num movimento de melhorias para o cliente.

6. TQM (Total Quality Management)

Movimento associado à filosofia e à cultura japonesa, embora de origem americana. Definição: Aplicação de métodos quantitativos e de recursos humanos para melhorar produtos e serviços, satisfazendo as necessidades dos consumidores. Nos anos 80, o TQM limitou-se ao Japão, EUA e aos quatro tigres asiáticos; na década de 90, expandiu-se à Europa e América do Sul.

Nomes importantes: W. Edwards Deming, J. M. Juran, Philip B. Crosby, Armand Feigenbaum e Kaoru Ishikawa.

7. Trilogia de Juran

  1. Melhoria da qualidade: Reconhecer necessidades, promover formação, avaliar progressão e divulgar resultados.
  2. Planejamento da qualidade: Identificar consumidores e determinar suas necessidades.
  3. Controle da qualidade: Avaliar o desempenho atual, comparar com objetivos e reduzir desvios.

8. Fatores que definem a qualidade

  • Confiança: Capacidade de providenciar o produto de forma consistente.
  • Responsabilidade: Associada à rapidez.
  • Segurança: Gerada pelo staff.
  • Empatia: Atenção do staff.
  • Tangibilidade: Relativa à aparência.

9. Elementos para um programa de qualidade

  1. Desenvolvimento da qualidade como estratégia.
  2. Coleta de dados do consumidor.
  3. Gestão interna da qualidade.
  4. Instrumentos de qualidade (fluxograma, diagrama causa-efeito, Pareto, performance, cronograma).

10. Reengenharia

Segundo Hammer e Champy: É o repensar fundamental e a reestruturação radical dos processos empresariais para alcançar melhorias drásticas em indicadores críticos (custos, qualidade, atendimento e velocidade). A preocupação central são os processos, mais do que os produtos.

Nota: Muitos autores consideram a reengenharia um "Neotaylorismo" focado apenas na diminuição de custos, sem uma visão de futuro.

11. Reinvenção

Movimento que, nos EUA, marca a reforma administrativa. Significa a importação de princípios e processos para substituir a gestão burocrática pela gestão empresarial.

Osborne e Gaebler defendem a inovação com menos recursos: incentivo à competição, redução de regras, foco no cliente como consumidor e prioridade na prevenção. O paradigma gerencial critica o excesso de formalismo nas burocracias públicas, que ignoram resultados em prol do cumprimento cego de regras.

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