Aconselhamento Político e Tomada de Decisão
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Limitações da Teoria da Decisão Racional
As diferentes "racionalidades" que poderiam conduzir a uma teoria de decisão racional e compreensiva (em voga nos anos 60 e 70) não garantem a certeza na recomendação política. Isto acontece porque:
- A ação política raramente é consensual.
- Não há uma hierarquização clara de metas e objetivos.
- É impossível antever todas as alternativas políticas.
- É impossível antever todas as consequências de cada alternativa.
- É impossível antever a maximização dos resultados.
Critérios de Decisão para a Escolha Racional
Apesar das limitações, podemos usar critérios para uma escolha mais racional:
- Eficácia: Foco nos resultados.
- Eficiência: Consideração dos custos associados.
- Equidade: Distribuição justa de efeitos e esforços entre diferentes grupos, considerando a racionalidade social e as concepções de justiça.
- Adequação: Relação entre a eficácia e a satisfação das necessidades, valores e oportunidades que originaram o problema.
- Grau de Resposta: Capacidade de resolução do problema.
Vantagens do Aconselhamento Político
- Incorporação de Perspectivas Diversas: Trazer diferentes partes para o processo de decisão permite que novas perspectivas e valores sejam considerados, valorizando a experiência da administração pública.
- Redução de Conflitos: Processos intensivos de aconselhamento criam pontes entre perspectivas diferentes, reduzindo a conflitualidade e aumentando a compreensão mútua.
Aconselhamento no Sector Público vs. Sector Privado
As questões de aconselhamento e tomada de decisão surgem tanto no sector público como no privado, embora existam diferenças importantes.
Sector Público
O sector público diferencia-se pela:
- Natureza política: Envolve negociação, compromisso e conflito entre cidadãos, grupos e administrações.
- Natureza colectiva dos objetivos: Os objetivos refletem as preferências da sociedade ou o interesse público, gerando conflitos entre critérios de eficiência, eficácia e equidade.
- Natureza dos bens públicos: O sector público tende a produzir bens colectivos e semi-colectivos como defesa, segurança pública, iluminação, transportes, proteção ambiental, conservação energética, proteção social e educação.
Tanto o sector público como o privado produzem estes três tipos de bens.