Adam Smith, Liberalismo Econômico e Mercantilismo
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Adam Smith: Principal Teórico do Liberalismo Econômico
Adam Smith foi o mais importante teórico do liberalismo econômico. Sua obra seminal, A Riqueza das Nações (Uma Investigação Sobre a Natureza e a Causa da Riqueza das Nações), é um marco na história da economia política.
Princípios do Pensamento de Smith
- Acreditava que a iniciativa privada deveria agir livremente. A competição livre levaria a preços baixos, inovações tecnológicas e redução do custo de produção, permitindo vencer os competidores.
- Smith tomou como problema econômico central o trabalho, entendido como “trabalho ajudado pelo capital”, ou seja, a atividade produtiva.
- A riqueza de uma nação é determinada pela proporção em que o produto desse trabalho se reparte entre os consumidores.
- A eficácia do trabalho provém essencialmente da divisão do trabalho, defendendo a especialização (exemplo: a fabricação de alfinetes).
- A divisão do trabalho depende de duas condições: a extensão do mercado e a abundância de capitais. A política mais favorável para a ampliação dos mercados é a da liberdade de comércio.
A Mão Invisível e o Equilíbrio de Mercado
Em sua visão harmônica do mundo real, Smith acreditava que, se a livre concorrência atuasse, uma “mão invisível” levaria a sociedade à perfeição. Assim, o preço das mercadorias deveria baixar e os salários deveriam subir.
Com o sistema de preços determinando as quantidades a serem produzidas e vendidas, gera-se automaticamente o equilíbrio econômico. No preço correspondente ao equilíbrio, as quantidades demandadas pelo público correspondem às quantidades ofertadas pelas empresas, não havendo excesso de produtos não vendidos nem escassez.
O mercado funciona como se houvesse uma “mão invisível” regulando o equilíbrio entre as quantidades ofertadas e demandadas.
Papel do Estado
Smith defendia a desregulação. O papel do Estado deveria ser restrito a três funções principais:
- Defender a nação.
- Promover justiça e segurança.
- Realizar obras sociais.
A intervenção do Estado na economia tendia a alocar mal o capital e contribuía para a baixa do bem-estar social. Smith fundamentou sua descrição da ordem econômica nas leis que regem a formação, a acumulação, a distribuição e o consumo da riqueza, constituindo a base do conceito clássico da economia.
Mercantilismo: Práticas Econômicas (Séculos XV a XVIII)
O Mercantilismo foi um conjunto de práticas e ideias econômicas desenvolvidas na Europa durante o Antigo Regime, caracterizado pela intervenção governamental. O objetivo principal era alcançar o máximo desenvolvimento econômico através do acúmulo de riquezas.
Características Principais do Mercantilismo
- Metalismo (ou Bulionismo): O ouro e a prata eram vistos como a principal riqueza de uma nação. Incentivava-se a exploração de territórios conquistados (ex: Espanha explorou toneladas de ouro das sociedades indígenas da América).
- Industrialização: O governo estimulava o desenvolvimento de indústrias em seus territórios, pois exportar manufaturas garantia bons lucros.
- Protecionismo Alfandegário: Os reis criavam impostos e taxas para estimular a indústria nacional e restringir a saída de moedas para outras metrópoles.
- Pacto Colonial: As colônias deveriam fazer comércio apenas com suas metrópoles, garantindo que estas vendessem caro e comprassem barato.
- Balança Comercial Favorável: Buscava-se que entrasse mais moeda do que saísse, mantendo o país em boa situação financeira.
Impactos do Mercantilismo
O sistema ajudou as grandes nações europeias a constituírem suas economias nacionais, mas foi contra a formação de economia nacional nas colônias, complicando o crescimento econômico de certas nações e gerando graves desequilíbrios internacionais.
O principal defeito do mercantilismo foi atribuir valor excessivo aos metais preciosos na concepção de riqueza. Contudo, sua contribuição foi decisiva para estender as relações comerciais do âmbito regional para a esfera internacional, constituindo uma fase de transição entre o feudalismo e o capitalismo moderno.