Adesão à Higienização das Mãos e Prevenção de Infecções

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Adesão à Higienização das Mãos: Desafios e Importância na Prevenção de Infecções Hospitalares

Apesar de todas as evidências demonstrarem a importância das mãos na cadeia de transmissão das infecções hospitalares e os efeitos dos procedimentos de higienização na diminuição destas taxas, muitos profissionais têm uma atitude passiva diante do problema.

Apesar da disponibilidade dos produtos para a lavagem das mãos e da existência de cartazes divulgando todas as etapas da técnica, os profissionais não realizaram o procedimento conforme as recomendações. Isso evidencia a necessidade da implementação de atividades ludopedagógicas e de motivação para intensificar a adesão dos profissionais a esta ação tão simples e grandiosa.

Contexto Histórico e Relevância da Prática

A prática de lavagem das mãos foi recomendada há 140 anos por Semmelweis (1818 – 1865), sendo considerado hoje o "Pai do Controle de Infecções". Ele comprovou a importância da lavagem das mãos na prevenção da febre puerperal, sendo suas descobertas fundamentais para essa temática (DRIGALSKI, 1964).

A lavagem das mãos é uma prática de assepsia simples que continua sendo a principal forma de prevenir e controlar as infecções, sem ônus significativos para as instituições. Além disso, gera benefícios extensíveis àqueles envolvidos no processo de cuidado, devendo configurar-se como um hábito que todos os profissionais de saúde devem realizar antes e depois de qualquer procedimento, seja ele invasivo ou não (GENZ, 1998).

A importância da lavagem das mãos no controle da transmissão de infecção nosocomial, segundo Santos (2000 apud MENDONÇA, 2003), baseia-se na capacidade das mãos abrigarem microrganismos e de transferi-los de uma superfície para outra, por contato direto (pele com pele) ou indireto (através de objetos).

Benefícios e Exigências Legais

O controle de infecções nestes serviços, incluindo as práticas da higienização das mãos, além de atender às exigências legais e éticas, concorre também para a melhoria da qualidade no atendimento e assistência ao paciente.

Os benefícios destas práticas são inquestionáveis, desde a redução da morbidade e mortalidade dos pacientes até a diminuição de custos associados ao tratamento dos quadros infecciosos (BRASIL, 2007).

A legislação brasileira, por meio da RDC 50/2002, estabelece as ações mínimas a serem desenvolvidas com vistas à redução da incidência das infecções relacionadas à assistência à saúde e as normas e projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.

O Problema da Não Adesão e Objetivos do Estudo

Assim, não é incomum observar a realização da técnica de lavagem das mãos de forma rápida e desatenta, o que pode aumentar a incidência no quadro de infecções hospitalares, principalmente para os profissionais que prestam atendimento a pacientes mais vulneráveis.

Entendendo a importância da lavagem das mãos e a complexidade que a realização incorreta ou a não realização da mesma traz como implicações para as instituições, profissionais e pacientes, o estudo teve por objetivo:

  1. Caracterizar o perfil dos profissionais que lidam diretamente com os pacientes em clínica;
  2. Observar a técnica de lavagem das mãos na rotina da equipe multiprofissional;
  3. Conhecer a importância da lavagem das mãos para os mesmos.

Metodologia e Aspectos Éticos

O critério de inclusão dos sujeitos de observação deste estudo residiu na condição de estabelecerem contato direto com o paciente ou com os dispositivos utilizados em seu processo de cuidado.

De acordo com o que foi estabelecido pela instituição para a realização da pesquisa, a coleta de dados ocorreu em um período de 4 dias, observando profissionais distintos em uma média de três horas de observação nos turnos alternados (quatro manhãs e duas tardes).

De acordo com a Resolução nº 196 de 10 de outubro de 1996, em respeito aos preceitos éticos da pesquisa com seres humanos, cabe registrar que, antes de iniciar a coleta de dados, foi solicitado que os participantes assinassem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), autorizando a observação dos mesmos. Portanto, os participantes sabiam que estavam sendo observados e poderiam deixar de participar da pesquisa quando assim desejassem (BRASIL, 1996).

Apesar da disponibilidade dos equipamentos e produtos para a lavagem das mãos e da existência de cartazes mostrando todas as etapas do processo da lavagem das mãos, os profissionais não realizaram o procedimento conforme as recomendações da técnica.

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