Administração Financeira: Gestão, Riscos e Análise
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Administrador Financeiro e Organização da Administração Financeira
A administração financeira afeta empresas de todos os tipos e afeta diretamente a vida de todas as pessoas. No âmbito empresarial, o porte e a importância da função financeira na organização dependem do seu tamanho. Quanto maior e mais complexa a organização, mais desenvolvida precisa ser a administração financeira, que deverá possuir uma visão integrativa da empresa e de seu relacionamento com o meio externo. A partir dos anos 1990, a teoria de finanças centrou suas atenções na gestão de riscos. A análise de risco-retorno passou a dominar o processo de tomada de decisões financeiras nas organizações.
Microempresa
Microempreendedor Individual: pessoa que trabalha por conta própria e se legaliza como pequeno empresário optante pelo Simples Nacional, com receita bruta anual de até R$ 60.000,00. Perfil: deve ter domínio sobre o mercado e tudo aquilo que diz respeito à empresa, com visão ampla.
Médio Porte
Perfil: formação em administração ou áreas afins, visão estratégica, domínio sobre o negócio e mercado. Possui capacidade de delegar.
Grande Porte
Perfil: formação em administração ou áreas afins, capacidade de delegar, visão estrutural e sistêmica, capacidade de análise de mercados e perfil arrojado.
Conhecimentos para Gestão de Finanças Pessoais
Que conhecimentos ou interesses uma pessoa deve ter para gerir de forma eficiente suas finanças pessoais?
- a) Bom senso na definição de metas;
- b) Conhecimentos de matemática financeira;
- c) Conhecimentos de legislação;
- d) Conhecimentos do mercado financeiro – tomada de crédito;
- e) Conhecimentos do mercado financeiro – investimentos;
- f) Dedicação aos estudos;
- g) Dentre outros.
Funções da Administração Financeira nas Organizações
Nas organizações, a administração financeira assume basicamente as seguintes funções:
- Planejamento financeiro: procura acompanhar a rentabilidade dos investimentos, selecionando os ativos mais rentáveis e condizentes com os negócios e com os valores da empresa. Também procura medir necessidades de expansão e monitora os resultados para identificar ajustes necessários.
- Controle financeiro: acompanha e avalia todo o desempenho financeiro da empresa. Essa função, também chamada de controladoria, faz um comparativo entre o previsto (orçado) e o realizado, propondo as medidas corretivas necessárias.
- Administração de ativos: preocupa-se em gerir os investimentos, buscando a melhor relação em termos de risco e retorno. Acompanha também o “casamento” entre entradas e saídas de caixa. Essa função é associada à gestão de capital de giro.
- Administração de passivos: preocupa-se em gerir a forma como a empresa é financiada. Essa função é associada ao gerenciamento da composição do financiamento (capital próprio e capital de terceiros), buscando a melhor estrutura em termos de liquidez, custos e riscos.
A administração financeira coordena, monitora e avalia todas as atividades e fluxos financeiros da empresa por meio de relatórios, sistemas de gestão e orçamentos.
Decisões de Investimento e Financiamento
São exemplos de decisões de investimento:
- a) Quando a empresa decide alocar recursos adquirindo um novo e mais moderno maquinário, que vai aumentar a produção em termos de quantidade e qualidade do produto final;
- b) Quando a empresa decide abrir uma nova fábrica ou investir em pesquisa e desenvolvimento para gerar novos produtos.
Decisões de financiamento: preocupam-se com a captação de recursos, com a escolha e melhor oferta de como financiar as operações da empresa. Procura definir a melhor combinação entre capital próprio (dos sócios) e capital de terceiros. Na prática, as empresas têm várias fontes de captação, como fornecedores, bancos e acionistas.
Equilíbrio e Rentabilidade
Lembre-se de que, para classificação contábil, consideram-se de curto prazo (circulante) operações de até um ano e de longo prazo (não circulante) operações com mais de um ano. A rentabilidade, nesse contexto de administração de curto prazo, é a relação entre as receitas e os custos gerados pelo uso dos ativos de uma empresa na sua atividade. Ou seja, pode-se gerar maior rentabilidade (maior lucro) aumentando-se as receitas ou diminuindo-se os custos.
Uma empresa só gera valor para os proprietários quando o lucro operacional, apurado em determinado momento, for maior que o custo total de capital da empresa. O equilíbrio financeiro de uma empresa pressupõe que ela tenha recursos de caixa (disponibilidades) para o pagamento das obrigações no momento do vencimento das mesmas. Deve haver um equilíbrio entre ativos e passivos, ou seja, as entradas de caixa (maturidade das decisões de investimento) devem coincidir com as saídas de caixa para pagamento das fontes de financiamento (maturidade das decisões de financiamento).
Fatores para Tomada de Decisão
Para a tomada de decisões financeiras, estes dois fatores devem ser considerados:
- a) Fator econômico: tem como base a relação entre o retorno do investimento e o custo de captação;
- b) Fator financeiro: identificado pelo “casamento” entre a capacidade de geração de caixa dos negócios e o fluxo de desembolsos exigidos pelo passivo.
Tipos de Risco
- Risco econômico: também chamado de risco operacional ou do negócio. É inerente à própria atividade da empresa e às características do mercado em que ela está inserida. Esse risco não depende da forma como a empresa é financiada, dizendo respeito exclusivamente às decisões de investimento. Exemplos: sazonalidade do mercado, tecnologias, concorrência, qualidade dos produtos, etc.
- Risco financeiro: é o risco associado às decisões de financiamento, ou seja, à capacidade de a empresa honrar os compromissos financeiros assumidos. Empresas com alto nível de endividamento apresentam alto risco financeiro. Já empresas com baixo nível de endividamento apresentam reduzido risco financeiro.
Diagnóstico e Análise Financeira
O diagnóstico financeiro deve avaliar a capacidade da empresa para gerar resultados de forma a:
- Remunerar os investidores – sua rentabilidade, ligada ao fator econômico;
- Ter a capacidade de honrar seus compromissos financeiros – seu equilíbrio financeiro;
- A eficiência com que a empresa administra suas atividades operacionais.
Análise Econômica da Empresa
A análise econômica tem como objetivo avaliar se a empresa aplica seus recursos de forma eficiente, se faz bom uso dos recursos financeiros que lhe foram confiados pelos proprietários e credores.
Análise Financeira da Empresa
Dizemos que uma empresa está em equilíbrio financeiro quando tem capacidade de pagar os seus compromissos no momento do vencimento.
Demonstrações Financeiras
- Balanço Patrimonial: demonstração financeira estática e sintética destinada a evidenciar, qualitativa e quantitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial e financeira da empresa (Lei nº 6.404/76); constituído pelo Ativo, pelo Passivo e pelo Patrimônio Líquido. ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO.
- Demonstração do Valor Adicionado (DVA): implementada como complemento à Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Tem o objetivo de demonstrar a riqueza gerada pelas entidades e sua distribuição entre funcionários, governo, acionistas e credores.
- Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL): instrumento complementar, o que justifica a sua não obrigatoriedade de publicação.
- Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA): evidencia alterações ocorridas no saldo da conta de lucros ou prejuízos acumulados no PL (BP e DRE). Discrimina: o saldo do início do período e os ajustes de exercícios anteriores; as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período.
- Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC): segmentada em três grandes áreas: i) Atividades Operacionais; ii) Atividades de Investimento; iii) Atividades de Financiamento.
São dados e informações que complementam as demonstrações financeiras para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício, fornecendo informações sobre determinada conta, saldo ou transação.
Técnicas de Análise
Análise Horizontal: é realizada a partir de um conjunto de balanços e demonstrações de resultados consecutivos. Análise Horizontal Encadeada: calculada em relação a uma demonstração financeira básica (geralmente a mais antiga da série – técnica dos números-índices). Todas as contas do ano-base são iguais a 100 e, através da regra de três, calculam-se os valores para os anos seguintes.
Análise Horizontal (Continuação): é realizada a partir de um conjunto de balanços e demonstrações de resultados consecutivos. Análise Horizontal Encadeada: calculada em relação a uma demonstração financeira básica (geralmente a mais antiga da série – técnica dos números-índices). Todas as contas do ano-base são iguais a 100 e, através da regra de três, calculam-se os valores para os anos seguintes.
Análise Vertical: baseia-se em valores percentuais das demonstrações financeiras; calcula-se o percentual de cada conta em relação a um valor-base.
- 1- Ativo: fornece indicadores para a avaliação da estrutura do ativo e de financiamento, analisa a política da empresa em relação a estoques, duplicatas a receber e imobilizado.
- 2- Passivo: permite visualizar a política financeira de obtenção dos recursos.
- DRE: calcula-se o percentual de cada conta em relação às vendas (receita operacional líquida), avaliando a participação de cada elemento na formação do lucro ou prejuízo da empresa.
A análise vertical parte do princípio de que o elemento mais importante representará os 100% e os demais são relacionados a este. No caso do Balanço Patrimonial, por convenção, é o Ativo Total que equivale a 100%, assim como o Passivo Total (Passivo + PL).
Exemplo:
- Ativo Total: R$ 11.523.500,00 ----- 100%
- Ativo Circulante: R$ 5.527.500,00 ----- X
- X = 47,97% (ou aproximadamente 48%). O ativo circulante representa 48% do ativo total.