Alienação e suas consequências na sociedade capitalista
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Trabalho Alienado
Alienação vem do Latim 'alienare', 'toma algo alheio a alguém', isto é, 'tomar algo pertencente a outro'. Hoje. Esse termo é usado em diferentes contextos com significações distintas: Em Direito, designa a transferência da propriedade de um bem a outra pessoa. Em Psicologia, refere-se ao estado patológico do indivíduo que se tornou alheio a si próprio. Na linguagem filosófica contemporânea, corresponde ao processo pelo qual os atos de uma pessoa são dirigidos ou influenciados por outros e se transformam em uma força estranha colocada em oposição superior e contrária a quem a produziu. A alienação afeta milhões de trabalhadores nas sociedades capitalistas modernas, onde a produção econômica transformou-se no objetivo do homem, em vez de o homem ser o objetivo da produção. Esse processo acentuou-se no século XIX, quando o trabalho na maioria das indústrias começou a tornar-se cada vez mais rotineiro, automatizado e especializado ao ser subdividido em múltiplas operações. Os empresários industriais visavam, com isso, economizar tempo e aumentar a produtividade. A principal consequência desse processo é que a fragmentação do trabalho conduz a uma fragmentação do saber, pois o trabalhador perde a noção de conjunto do processo produtivo. A situação desgastante de rotina acaba com o envolvimento afetivo e intelectual que o trabalhador teria com seu trabalho, e essa relação vai se tornando fria, monótona e apática. Isso ainda pode ser observado em muitas indústrias atuais, onde a função do operário reduziu-se ao cumprimento de ordens relativas à qualidade e à quantidade da produção. Tudo transcorre sem que o operário tenha comando sobre o resultado final do seu trabalho nem controle algum sobre a finalidade do que fabrica. Sempre repetindo as mesmas operações mecânicas, o trabalhador produz bens estranhos à sua pessoa, aos seus desejos e às suas necessidades. Ao executar a rotina do trabalho alienado, o ser humano vai se submetendo ao sistema de produção, sem desfrutar dos benefícios amplos da sua atividade. No plano econômico, o trabalho alienado produz para satisfazer as necessidades do mercado e não propriamente do trabalhador. O trabalho alienado costuma ser marcado pelo desprazer, pelo embrutecimento e pela exploração do trabalhador. Atingido pelo processo de alienação, o ser humano perde contato com seu eu genuíno, com sua individualidade. Transformado em simples mercadoria, sente-se como uma 'coisa' que precisa alcançar sucesso no 'mercado das personalidades': sucesso financeiro, profissional, intelectual, social, sexual, político, esportivo. O tipo de sucesso perseguido depende do mercado em que a pessoa quer 'vender' sua personalidade.
Relação Produção-Consumo
Karl Marx observou que produção é ao mesmo tempo consumo, pois quando o trabalhador produz algo, além de consumir matéria-prima e os próprios instrumentos de produção, que se desgastam ao serem utilizados, ele também consome suas forças vitais nesse trabalho. Por outro lado, completa Marx, consumo é também produção, pois os homens se produzem através do consumo. Isso se verifica de forma mais imediata na nutrição, processo vital pelo qual consumimos alimentos para 'produzir nosso corpo. Porém, o consumo nos produz não apenas no plano físico, mas também nos aspectos intelectual e emocional, como ser total. Há, portanto, uma relação dialética entre consumo e produção. Isso fica ainda mais evidente quando se considera que a produção cria não só bens materiais e não materiais, mas também o consumidor para esses bens.
Cultura do Consumo
Esses dois aspectos (a exclusão da maior parte das pessoas da possibilidade de consumir e a permanente busca por mais lucro) estão entrelaçados a tal ponto que o filósofo francês contemporâneo Jean Baudrillard considera que a lógica do consumo se baseia exatamente na impossibilidade de que todos consumam. De acordo com a análise, o consumo funciona como uma forma de animar a diferença entre os indivíduos. Um exemplo simples é o fato de que alguém possuir um automóvel de luxo só tem sentido se poucos indivíduos o puderem ter. O objeto adquirido funciona, assim, como um signo da diferença de status. Nas palavras de Baudrillard, 'o prazer de mudar de vestuário. De objetos, de carro, vem sancionar psicologicamente constrangimentos de diferenciação social e de prestígio'. A propaganda trata de assegurar essa distinção ao associar marcas e grifes a comportamentos e padrões inacessíveis à maioria da população e, mais que isso, impossíveis de serem alcançados em escala mundial, devido ao impacto que isso significaria em termos do meio ambiente. Essa impossibilidade é, evidente, escamoteada. Esse tipo de consumo alienado é movido pelo desejo do consumidor de sentir-se uma 'exceção' em meio à multidão. E como se a posse de um objeto satisfizesse a perda da própria identidade. Os mestres da propaganda sabem disso e se empenham em oferecer produtos, que se sucedem numa rapidez impressionante, como substitutos para essa insatisfação que o indivíduo sente em relação a si próprio. Isso se traduz na busca ansiosa por adquirir o que se deseja; ignora-se a possibilidade de se desejar o que já se adquiriu. Em outras palavras, o consumidor alienado age como se a felicidade consistisse, apenas, numa questão de poder sobre as coisas, ignorando o prazer obtido com aquilo que verdadeiramente ama. Assim, no consumo alienado não existe uma relação direta e real entre o consumidor e o verdadeiro prazer da coisa adquirida. O consumidor compra rótulos e grifes. Escova os dentes com o 'sabor refrescante' do creme dental. Fuma movido pelos carrões e emoções sugeridos pelo anúncio. Toma banho com o sabonete das 'estrelas do cinema'.
Lazer Alienado
O processo de alienação na sociedade industrial afeta também a utilização do tempo livre destinado ao lazer. A indústria cultural e de diversão vende peças de teatro, filmes, livros, shows, jornais e revistas como qualquer outra mercadoria. E o consumidor alienado consome os filmes da moda e frequenta os lugares badalados, sem um envolvimento autêntico com o que faz. Agindo assim, muitos se esforçam e fingem que estão se divertindo, pensam e querem acreditar que estão se divertindo. Por outro lado, as cidades não têm infraestrutura que garanta aos mais pobres a ocupação do seu tempo livre reduzindo a possibilidade do lazer ativo, não alienado. Como o homem moderno se sente ao mesmo tempo como o vendedor e a mercadoria a ser vendida no mercado, sua autoestima depende de condições que escapam a seu controle. Se ele tiver sucesso, será valioso, se não, imprestável. O grau de insegurança daí resultante dificilmente poderá ser exagerado. O indivíduo não mais se identifica com o que ele é, sabe ou faz. Para ele não conta sua realização íntima e diferença entre o valor pessoal, mas apenas o sucesso em vender socialmente suas qualidades.
Conclusão
Ainda que a sociedade tenha passado por profundas modificações ao longo dos tempos, têm sido criadas novas formas de trabalho. Que requerem muitas vezes, níveis altos e diversificados de conhecimento, a relação entre capital e trabalho praticamente não mudou. Assim, a consequência da alienação no trabalho atinge grande número de trabalhadores na sociedade capitalista. E por causa desse modo de produção e a partir dele, o trabalhador está alienado do produto de seu trabalho e à produção, pois todos os procedimentos de trabalho são determinados pelo capitalista, que está alienado em relação à sua espécie, pois ao ser comparado a categoria de máquina não se reconhece enquanto humano e acaba alienado em relação a outros homens nos quais não vê humanidade.
Modos de Produção
O conjunto de indivíduos que participam da vida econômica de uma nação é o conjunto de indivíduos que participam da produção, distribuição e consumo de bens e serviços. O modo de produção e a maneira pela qual a sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e os distribui. O modo de produção de uma sociedade e formado por suas forças produtivas e pelas relações de produção existentes nessa sociedade. Modo de produção igual forças produtivas mais relações de produção, portanto o conceito de modo de produção resume claramente o fato de as relações de produção ser o centro organizador de todos os aspectos da sociedade.
Modo de Produção Primitivo
Designa uma formação Econômica e social que abrange um período muito longo desde o aparecimento da sociedade humana.
Modo de Produção Escravista
Na sociedade escravista os meios de produção (Terra instrumentos de produção) e os escravos eram propriedade do Senhor de escravos.
Modo de Produção Socialista
A base econômica do socialismo é a propriedade social dos meios de produção Isto é os meios de produção São públicos ou coletivos não existindo empresas privadas.
Modo de Produção Capitalista
O que caracteriza o modo de produção capitalista são as relações assalariadas de produção (trabalho assalariado) as relações de produção capitalistas baseia-se na propriedade privada dos meios de produção pela burguesia e o trabalho assalariado as etapas são.
Mais Valia
O custo de manutenção da força do trabalho (Operário, máquinas) constitui seu valor a mais valia é a diferença entre o valor produzido pela força de trabalho e o custo de sua manutenção (são as horas trabalhadas pela Operário e não pagas pelo capitalista)