Análise dos Benefícios e Custos da Moeda Única Europeia

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2. Entre 1994 e 1997, os países que quisessem aderir teriam de cumprir os exigentes critérios de convergência nominal, como são a inflação, as taxas de juro, o défice orçamental, a dívida pública e a estabilidade cambial;

3. Após 1999, em que já se verificaria a adoção de uma moeda única pelos primeiros onze países participantes: foram assim “fundadores” do euro, passando a formar a EU-11.

Havia, contudo, um receio natural de desvalorizações, pelo que em 1998 os países se obrigaram a indicar as paridades bilaterais entre as suas moedas. A 1 de janeiro de 1999, começou a funcionar o euro, com diferentes valores entre os países. As notas e as moedas de euro foram introduzidas no início do ano de 2002, tendo gradualmente substituído as nacionais, num período de meio ano.

— Os Benefícios e os Custos da Moeda Única: Surgiu a necessidade de se fazer uma análise acerca dos custos e benefícios desta nova moeda única. Trata-se de um estudo que, de um modo geral, apresentou resultados favoráveis, que naturalmente muito contribuiu para a aceitação de algo que, alguns anos antes, parecia impossível, por razões não só económicas como políticas, uma vez que se receava que a moeda única colocasse em causa a soberania dos países.

Benefícios e Custos Gerais: Num primeiro plano, um plano microeconómico, é de referir os benefícios líquidos proporcionados: deixar de ser necessário cambiar espécies monetárias e divisas para a concretização de todos os tipos de relações económicas entre os países da União; deixar de haver imprevisibilidade em relação a possíveis variações cambiais, que implicavam “custos de incerteza”; haver um conhecimento imediato, sem a necessidade de se estar constantemente a consultar e a calcular câmbios para se saberem os preços dos bens e dos fatores nos vários países, evitando-se assim “custos de informação e de cálculo”.

Num outro plano, o plano macroeconómico, tem sido apontada a estabilidade de preços proporcionada pela união monetária a instituir, com preços mais baixos e com menores variações.

Trata-se de uma estabilidade já formalmente fixada como “objetivo primordial” a seguir pelo Sistema Europeu de Bancos Centrais. A estabilidade será mais provável como consequência de a política monetária ser conduzida por uma entidade independente, imune às pressões políticas: uma instituição supranacional. Com a aceitação desse objetivo, verificava-se a renúncia dos Estados e da Comunidade a recorrerem à via monetária e cambial para resolverem problemas de índole conjuntural ou mesmo de crescimento.

Esta renúncia por parte dos Estados estava, obviamente, ligada à circunstância de deixarem de ter moeda própria, cuja oferta e cujo valor pudessem influenciar. Para esse problema, a Comunidade apresenta uma solução consagrando apoio através de “políticas económicas gerais”. À primeira vista, julgava-se esta uma via não só eficaz como com menores custos sociais, evitando-se sacrifícios que a via orçamental necessariamente provocaria, com aumento de impostos e reduções de despesas, o que, por sua vez, implicaria uma espiral inflacionista, contrária ao crescimento dos países.

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