Análise do Eletrocardiograma (ECG)

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Dextrocardia

Na derivação DI, a onda P é obrigatoriamente positiva. O aparecimento de uma onda P negativa nesta derivação poderá ocorrer na dextrocardia anatômica, na dextrocardia técnica e no ritmo auricular esquerdo.

A dextrocardia anatômica caracteriza-se por anatomicamente o coração se localizar na região precordial direita e não no precórdio esquerdo, como acontece normalmente. A aurícula direita encontra-se do lado esquerdo e a esquerda no lado direito.

Esta variante anatômica não produz qualquer alteração cardíaca, mas em DI a onda P, onda T e QRS apresentam-se invertidas (negativas), em aVR a onda P, a onda T e QRS apresentam-se positivas, nas derivações precordiais (de V1 para V6) os potenciais são cada vez mais baixos, já que nos vamos afastando do VE.

Para realizar um ECG num paciente com dextrocardia: primeiro, faz-se um ECG de forma convencional, depois realiza-se outro com o braço direito trocado com o braço esquerdo e realizam-se as precordiais direitas.

Na dextrocardia técnica, a inversão do eletrodo do braço esquerdo com o eletrodo do braço direito dá lugar à observação da DI e da derivação aVL com uma morfologia invertida relativamente à morfologia normal do QRS (onda P negativa, onda T negativa e QRS invertido).

Ritmo Auricular Esquerdo

A origem de um ritmo a partir da AE implica uma despolarização auricular da esquerda para a direita, resultando em ondas negativas em DI, V5 e V6. O intervalo PQ será normal. A polaridade da onda P dependerá da localização do foco automático e o eixo da onda P poderá estar direcionado para cima ou baixo, para a frente ou para trás.

Derivações de Holter

As derivações mais usadas são V2 e V5. O eletrodo neutro pode situar-se em qualquer ponto do tórax.

Componentes do ECG

  • Onda P: excitação das aurículas
  • Segmento PQ: sístole das aurículas
  • Onda Q: diástole auricular
  • Complexo QRS: excitação dos ventrículos
  • Segmento ST: sístole ventricular
  • Intervalo PR: contração das aurículas
  • Complexo QRS: contração dos ventrículos
  • Segmento ST: relaxamento dos ventrículos

Derivações

Precordiais:

  • V1 (4º espaço intercostal, junto ao bordo esternal direito)
  • V2 (4º espaço intercostal, junto ao bordo esternal esquerdo)
  • V3 (no ponto médio de V2 e V4)
  • V4 (5º espaço intercostal, na linha média clavicular)
  • V5 (5º espaço intercostal, na linha axilar anterior)
  • V6 (5º espaço intercostal, na linha axilar média)

Em crianças até aos 12 anos, há ainda:

  • V4R (5º espaço intercostal, na linha média clavicular direita)
  • V3R (no ponto médio entre V1 e V4R)
  • V1, V2, V3, V4, V5, V6, V7 (5º espaço intercostal, na linha axilar posterior)

Plano Frontal:

  • Derivações unipolares dos membros: aVL, aVR, aVF
  • Derivações bipolares dos membros: DI, DII, DIII

Plano Horizontal:

  • Derivações precordiais: V1, V2, V3, V4, V5, V6

Técnica de Holter

Foi criada com o objetivo de permitir o registo de ECG do paciente durante 24h do seu dia e noite habituais.

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