Análise das Frações Proteicas Plasmáticas: Albumina e Globulinas

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Análise das Frações Proteicas Plasmáticas

Fração Albumina

É constituída de uma proteína, a albumina, a mais abundante do plasma e que responde por cerca de 80% de sua pressão oncótica. Está envolvida no transporte de inúmeras substâncias (bilirrubina, cálcio, hormônios, fármacos, etc.) e pode se apresentar bipartida (bialbuminemia) por uma variação genética ou por sobrecarga na ligação a determinadas substâncias, que alteram sua carga elétrica.

Apresenta-se diminuída por:

  • Falha em sua síntese no fígado.
  • Perda renal, intestinal ou cutânea.
  • Condições que aumentam a permeabilidade capilar, como os processos inflamatórios.
  • Estados de má absorção e subnutrição.

Níveis elevados ocorrem na desidratação ou por estase venosa excessiva (por exemplo, por garroteamento prolongado).

Fração Alfa-1-Globulina

Tem na alfa-1-antitripsina seu principal componente. Esta glicoproteína atua na inibição de enzimas proteolíticas, podendo estar aumentada em processos inflamatórios agudos, em neoplasias e doenças hepáticas. Sua diminuição pode ser relacionada a defeito genético grave e à doença pulmonar ou hepática na infância. Pode estar aumentada também nos hepatocarcinomas, em que há grandes concentrações de alfafetoproteína.

Fração Alfa-2-Globulina

É constituída por duas proteínas principais: alfa-2-macroglobulina e a haptoglobina.

  • Quando a fração alfa-2 está muito elevada, pode-se suspeitar de um processo inflamatório agudo (pelo aumento da haptoglobina) ou de síndrome nefrótica (pelo aumento da alfa-2-macroglobulina, acompanhada de diminuição da albumina).
  • Quando reduzida, pode-se pensar numa síndrome hemolítica, pela diminuição da haptoglobina.

Fração Beta-Globulina

É constituída pela transferrina e pelo componente C3 do sistema de complemento.

  • A transferrina, sintetizada no fígado, responde pelo transporte de ferro plasmático e mostra-se bastante aumentada nos casos de carência de ferro.
  • O C3 pode subir em processos inflamatórios e baixar em doenças autoimunes ou por deposição de imunocomplexos.

Fração Gama-Globulina

É constituída predominantemente pelas imunoglobulinas G, A e M, sendo a fração eletroforética de maior interesse clínico.

  • A diminuição (hipogamaglobulinemia) ocorre em imunodeficiências congênitas ou adquiridas, geralmente relacionadas com terapias imunossupressoras. Sempre devem ser associadas a dosagens nefelométricas das imunoglobulinas.
  • O aumento da fração gama denomina-se hipergamaglobulinemia, que pode ser monoclonal, na forma de um pico agudo, refletindo a elevação de uma única imunoglobulina, produzida por um clone específico de plasmócitos. As gamopatias monoclonais detectadas pela eletroforese devem ser estudadas por imunoeletroforese ou por imunofixação, para caracterizar a imunoglobulina e/ou cadeia leve envolvida.

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