Análise de Frei Luís de Sousa: Atos e Sebastianismo

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Ato I

Local: Almada, Palácio de D. Manuel (sala ampla, câmara antiga).
Data: Sexta-feira, 28 de julho de 1599, às 20h (fim da tarde).

  • Exposição (Cenas 1 a 4): Apresentação de informações sobre o passado das personagens e os factos anteriores ao presente da ação.
  • Conflito (Cenas 5 a 8): Anúncio da chegada dos governadores e a decisão drástica de Manuel de Sousa Coutinho de incendiar o próprio palácio.
  • Desenlace (Cenas 9 a 12): O incêndio do palácio como ato de resistência.

Ato II

Local: Almada, Palácio de D. João (salão melancólico).
Data: Sexta-feira, 4 de agosto de 1599, durante a tarde.

  • Exposição (Cenas 1 a 3): Relato dos acontecimentos ocorridos desde o incêndio até ao momento atual da ação.
  • Conflito (Cenas 4 a 8): Partida de Manuel de Sousa Coutinho para Lisboa e a permanência de D. Madalena no palácio.
  • Desenlace (Cenas 9 a 15): A chegada do Romeiro e o seu reconhecimento impactante.

O Mito do Sebastianismo

O Sebastianismo é a crença de que a opressão, o sofrimento e a crise nacional seriam superados com o reaparecimento de D. Sebastião. Segundo a lenda, o rei retornaria numa manhã de nevoeiro para libertar Portugal do domínio castelhano e restituir a antiga grandeza do reino. Defende-se que o monarca não morreu na batalha, surgindo, ao longo do tempo, diversos falsos pretendentes ao trono.

  • Na Atualidade: O Sebastianismo evoluiu para um mito cultural. Em épocas de crise, manifesta-se como uma esperança por dias melhores, maior justiça e renovação nacional.
  • Na Obra: D. João de Portugal, nobre respeitado, desapareceu em 1578 na Batalha de Alcácer Quibir (4 de agosto), a mesma em que D. Sebastião teria morrido. Como a morte de D. João nunca foi provada, D. Madalena esperou sete anos pelo marido. Embora tenha casado posteriormente com Manuel de Sousa Coutinho — um patriota fiel e opositor ao domínio filipino —, Madalena vive atormentada pelo receio do regresso do primeiro esposo. O casal desafia o destino ao unir-se sem a prova definitiva do óbito de D. João.

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