Análise da Indústria Espanhola: Crescimento e Desafios

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Análise do Crescimento da Produção Industrial

A análise do crescimento da produção industrial pode ser feita a partir de três perspetivas:

  • Em relação à economia como um todo;
  • Em comparação com o ambiente internacional;
  • Em relação à procura interna.

Contribuição para a Economia

Desde 1985, o contributo da indústria para o crescimento económico tem sido reduzido significativamente, como reflete a diminuição da sua participação no VAB (Valor Adicionado Bruto), avaliado a preços correntes (ver Tabela 2, p. 168). Desta perspetiva, a indústria já não desempenha o papel central no desenvolvimento económico espanhol que teve na década de 60, quando a sua presença no PIB aumentou significativamente e consolidou o processo de industrialização em Espanha.

Contudo, isto não significa que a economia espanhola esteja a passar por um processo de desindustrialização, uma vez que o seu peso no VAB, em termos reais, diminuiu apenas 2 pontos em 20 anos.

A produção industrial apresenta maior eficiência em relação aos serviços e à agricultura. Não obstante, as oscilações cíclicas têm sido mais intensas, o que revela uma maior sensibilidade a choques (de oferta ou procura) ou uma maior contribuição para essas mesmas oscilações. Progride mais rapidamente em períodos de crescimento e recua mais nas fases recessivas.

Impacto dos Fatores Externos e Internos

Alguns dos choques de procura mais fortes têm origem externa, resultantes do crescimento de economias próximas ou da redução de barreiras comerciais, afetando mais a indústria por estar mais exposta à concorrência externa. Da mesma forma, alguns dos choques de oferta mais frequentes, como o aumento dos salários, do preço dos serviços, a valorização da moeda ou o aumento dos preços do petróleo, podem afetar a indústria de forma mais intensa.

Internacionalização e Competitividade

Apesar de as taxas de crescimento da indústria serem distintas das da década de 60 e início dos anos 70, o progresso atual assenta em bases mais firmes. Isto é resultado da existência de um quadro competitivo mais sofisticado, criado com a inclusão de Espanha na Europa unida.

O peso das exportações na produção industrial, que aumentava gradualmente desde 1985, acelerou na última década até duplicar. Este crescimento superou o das importações destinadas a cobrir a procura interna, que não tinham sofrido alterações significativas antes de 1985 devido ao nível de protecionismo.

A crescente internacionalização da indústria é visível na maior importância que as exportações e importações têm em relação ao PIB e no fluxo do comércio de bens e serviços.

Ao fazer uma comparação com as economias do mesmo ambiente geográfico e económico, em particular com as que também pertencem à União Europeia, a comparação revela, de forma ainda mais clara, o forte crescimento industrial espanhol e uma capacidade competitiva nada insignificante.

Impacto na Balança Comercial

Em relação ao crescimento da produção industrial e da procura interna, para avaliar o seu impacto na balança comercial, a incorporação de Espanha na UE resultou num aumento da procura interna muito superior ao da produção. Isto causou um aumento substancial no volume das importações, reduzindo o nível de autossuficiência e provocando a queda da taxa de cobertura, passando de um excedente até 1985 para um défice generalizado e crescente.

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