Análise Muscular: Peitoral, Ombro, Quadril e Sistema Cruzado
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Análise das Ações Musculares em Exercícios e Movimentos
Peitoral Maior na Flexão Horizontal do Ombro
- Ombros abduzidos em 40º e cotovelos flexionados: A flexão horizontal do ombro é realizada pelo peitoral maior (porções clavicular e esternal). A porção com maior ação é a esternal.
- Ombros abduzidos a 90º e cotovelos flexionados: A flexão horizontal do ombro é realizada pelas duas porções do peitoral maior.
- Ombros abduzidos a 110º e cotovelos flexionados: O peitoral maior (clavicular/esternal) realiza a flexão horizontal do ombro. A porção de maior ação é a clavicular.
Movimento em Plano da Escápula (CE)
A cintura escapular (CE) não realiza movimento em bloco com o ombro, apresentando variação de movimento:
- Flexão (ombro) $\rightarrow$ Rotação Superior (CE)
- Abdução (ombro) $\rightarrow$ Rotação Superior (CE)
Ações do Supraespinhal na Articulação do Ombro
No ombro, o supraespinhal realiza abdução, rotação externa e extensão horizontal. Sua função principal é estabilizar o ombro dentro do manguito rotador.
Análise Biomecânica do Saque de Vôlei
Posição Inicial (PI): Ombro em abdução e Rotação Externa; CE em Rotação Superior e Adução; Cotovelos flexionados; articulação radioulnar pronada; punho em extensão.
Fase de Explosão:
- Ombro: Realiza flexão horizontal e rotação interna.
- CE: Acompanha o ombro realizando rotação superior e abdução.
- Cotovelo: Faz a extensão.
- Radioulnar: Realiza uma pronação.
- Punho: Realiza uma flexão.
Nesta fase, é necessária a produção de força de explosão através de uma Contração Isocinética Construtiva (CIC) dos grupos agonistas:
- Ombro: Flexores horizontais (Peitoral maior, coracobraquial e deltoide anterior), Rotadores internos (latíssimo, redondo maior e subescapular).
- CE: Rotadores superiores (trapézio I, II e IV e serrátil anterior), abdutores (peitoral menor e serrátil anterior).
- Cotovelo: Extensores (tríceps e anconeo).
- Radioulnar: Pronadores (pronador redondo e quadrado, braquiorradial).
- Punho: Flexores do punho (flexor radial e ulnar do carpo).
Fase de Acomodação:
Neste momento, o ombro faz uma extensão e rotação interna, e a CE uma rotação inferior e abdução. É uma fase que exige controle do movimento, levando a uma Contração Isocinética Excêntrica (CIE) dos antagonistas dos movimentos descritos acima:
- Ombro: Flexores (peitoral maior clavicular e deltoide anterior), rotadores externos (supra e infraespinhal e redondo menor).
- CE: Rotadores superiores (trapézio I, II e IV e serrátil anterior), adutores da escápula (trapézio III e romboides).
Glúteo Máximo
Possui vantagem mecânica na extensão do quadril partindo da flexão de 45º ou mais. Caminhar em terreno plano não favorece essa vantagem; é preciso caminhar em aclive ou subir escadas. Tem predomínio de fibras de contração rápida, sendo um músculo de explosão. Com o envelhecimento, são as primeiras fibras a degenerar.
Isquiotibiais
Fazem parte da cadeia posterior da perna, formados por 3 músculos: Semitendinoso, semimembranoso e bíceps femoral. São músculos biarticulares, atuando tanto no joelho quanto no quadril:
- No quadril: fazem a extensão.
- No joelho: fazem flexão.
- Os três (separados) fazem rotação interna; o bíceps femoral faz rotação externa (somente ele).
Glúteo Médio
Função Dinâmica: É um sinergista concorrente:
- Porção anterior: faz flexão e rotação interna.
- Porção posterior: faz extensão e rotação externa.
Também realiza uma ação em comum (post.ant.), promovendo a abdução do quadril.
Função Estática: Estabilizadora. Ao caminharmos ou mantermos a posição em pé, é necessária a estabilização da pelve através da ação do Gm (Glúteo Médio).
Sistema Cruzado
É formado pela relação entre o oblíquo externo de um lado (camada superficial) com o oblíquo interno do lado oposto (2ª camada – intermediária). O objetivo do sistema cruzado é coordenar a marcha, provocando dissociação das cinturas, levando à alternância de braços e pernas ao caminhar.