Anatomia: músculos, ligamentos, bursite e neuropatias

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Quadrado lombar:

É um dos músculos do abdômen que, juntamente com outros músculos, possibilita a depressão da caixa torácica. Sozinho, este músculo é também responsável pela flexão lateral da coluna vertebral.

Origem: na crista ilíaca e no ligamento iliolombar.

Inserção: inserido na 12ª costela e no processo transverso da vértebra lombar.

Inervação: constam o nervo subcostal e os quatro primeiros nervos lombares.

É vascularizado pelas artérias lombares e pelo ramo lombar da artéria iliolombar.

Bursite

A bursite é a inflamação da bursa, pequena bolsa contendo líquido que envolve as articulações e funciona como amortecedor entre ossos, tendões e tecidos musculares. A bursite ocorre principalmente nos ombros, cotovelos e joelhos.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da bursite são:

  • Dor;
  • Edema (inchaço);
  • Inflamação;
  • Restrição de movimento.

Causas

Entre as causas da bursite destacam-se:

  • Traumatismos;
  • Infecções;
  • Lesões por esforço;
  • Uso excessivo das articulações;
  • Movimentos repetitivos;
  • Artrite (inflamação das articulações);
  • Gota (depósito de cristais de ácido úrico na articulação).

Tratamento

O tratamento deve ser feito sob orientação médica e inclui o uso de anti-inflamatórios, relaxantes musculares, aplicações de gelo e redução dos movimentos na área afetada. Exercícios fisioterápicos podem ajudar, desde que orientados por profissionais especializados. Casos mais graves podem exigir intervenção cirúrgica.

Recomendações

  • Não se automedique. Analgésicos podem ser contraindicados para mulheres grávidas e pessoas com histórico de úlcera;
  • Deixe a área afetada descansar o máximo possível;
  • Faça aplicações de gelo no local;
  • Procure descobrir as atividades que disparam o processo inflamatório e evite-as;
  • Faça exercícios de alongamento e fortalecimento muscular e dos tendões ou fisioterapia apenas sob a orientação de um profissional especializado.

Nervos e neuropatias

Neuropatia ou transtorno/distúrbio neurológico é um termo geral que se refere a doenças ou problemas no funcionamento dos nervos. Nervos podem ser comprometidos por problemas genéticos, infecções, toxinas, drogas, lesões físicas ou mesmo por reações do próprio organismo. Neuropatias são classificadas de acordo com a causa e localização dos nervos que são afetados ou pelas características da lesão.

Por sistema afetado

  • Neuropatia central: quando afeta o sistema nervoso central, ou seja, encéfalo ou medula espinhal;
  • Neuropatia periférica: quando afeta o sistema nervoso periférico, como nervos de braços e pernas;
  • Neuropatia autonômica: quando afeta o sistema nervoso autônomo, que controla órgãos como coração, pulmões, intestinos, bexiga ou genitais.

Dependendo dos nervos afetados

  • Motora: causa problemas no controle dos movimentos voluntários;
  • Sensitiva: causa problema na percepção de toque, pressão, temperatura, dor e vibrações;
  • Vegetativa: controlam órgãos inconscientes/autônomos como batimento cardíaco, peristaltismo e respiração.

Acidentes anatômicos — ombro

Úmero: cabeça do úmero, colo anatômico, colo cirúrgico, tubérculo maior, tubérculo menor, sulco intertubercular.

Escápula: cavidade glenoidal, tubérculo supraglenoidal, tubérculo infraglenoidal, acrômio, processo coracóide.

Desvios do ombro

Várias são as causas que concorrem para os distúrbios do ombro e da postura de maneira geral, entre as quais: hábitos errados de postura; hereditariedade; traumatismos; doenças inflamatórias; debilidade muscular; estresse; desnutrição; sedentarismo; obesidade; processo de envelhecimento.

Ligamentos do joelho

Nome

Cápsula

Origem

Inserção

Descrição

Ligamento cruzado anterior (LCA)

dentro

côndilo lateral do fêmur

área intercondilar anterior

O papel do LCA é prevenir o deslizamento anterior excessivo da tíbia em relação ao fêmur.

Ligamento cruzado posterior (LCP)

dentro

côndilo medial do fêmur

área intercondilar posterior

A lesão deste ligamento é incomum, mas pode ocorrer por força traumática. Este ligamento previne o deslizamento posterior excessivo da tíbia em relação ao fêmur.

Ligamento capsular

Ligamento patelar

fora

patela

tuberosidade da tíbia

Também chamado de tendão patelar, pois não existe separação definida entre o tendão do quadríceps (que envolve a patela) e a área que conecta a patela à tíbia. Ajuda no mecanismo de alavanca da patela e funciona como tampão para os côndilos femorais.

Ligamento colateral medial (LCM)

fora

epicôndilo medial do fêmur

côndilo tibial medial

Protege a parte medial do joelho contra forças que abrem o joelho lateralmente (valgo).

Ligamento colateral lateral (LCL)

fora

epicôndilo lateral do fêmur

cabeça da fíbula

Protege as laterais do joelho de forças que causam varo (dobramento interior).

Ligamento poplíteo oblíquo

fora

côndilo medial da tíbia

Expansão tendinosa do músculo semimembranoso. Fortalece a parte posterior da cápsula.

Ligamento poplíteo arqueado

fora

área intercondilar da tíbia e côndilo lateral do fêmur, seguindo da cabeça fibular

conecta-se à porção medial da cabeça fibular

Fortalece o joelho posterolateralmente; quando lesionado costuma estar associado a lesão do PCL e do músculo poplíteo.

MÚSCULOS DA MÃO

Região Palmar Lateral (Tenar)

Região Palmar Medial (Hipotenar)

Abdutor Curto do Polegar
Flexor Curto do Polegar
Oponente do Polegar
Adutor do Polegar

Palmar Curto
Abdutor do Mínimo
Flexor Curto do Mínimo
Oponente do Mínimo

Região Palmar Média (11 músculos)

Lumbricais
Interósseos Palmares
Interósseos Dorsais

M innervado pela fíbula

Os músculos são: m. tibial anterior (potente inversor do pé), extensor longo do hálux, extensor longo dos dedos e m. fibular terceiro.

Acidentes ósseos da ulna

Parte proximal:

  • Olécrano (onde o tríceps insere — vulgo "cotovelo");
  • Incisura troclear;
  • Processo coronóide;
  • Incisura radial (lateral ao processo coronóide, onde a cabeça do rádio articula-se);
  • Tuberosidade cuboidal (imediatamente inferior ao processo coronóide).

MÃO: rádio e ulna

A mão se divide em: carpo, metacarpo e falanges.

Ossos do carpo

São oito ossos distribuídos em duas fileiras: proximal e distal.

http: Fileira proximal: Escafoide, Semilunar, Piramidal e Pisiforme

  • Fileira distal: Trapézio, Trapezóide, Capitato e Hamato

Tríceps sural

O tríceps sural é um conjunto de músculos da região posterior da perna humana.

É formado pelos músculos:

  • Gastrocnêmio (cabeças medial e lateral);
  • Sóleo.

O gastrocnêmio é um músculo biarticular formado por dois ventres; sua origem insere-se na superfície posterior do fêmur e, juntamente com o tendão do sóleo, forma o tendão de Aquiles inserido no calcâneo. O sóleo é um músculo uniarticular, situado profundo ao gastrocnêmio, mais achatado e largo na porção medial e que se estreita na inserção distal.

Age como flexor do joelho e como flexor plantar do pé.

Além de flexionar o joelho, tem função importante na circulação: age como um "segundo coração", realizando pequenas contrações que auxiliam o retorno venoso ao coração.

Ossos do metacarpo

É constituído por cinco ossos metacarpianos, numerados no sentido látero-medial I, II, III, IV e V. Considerados ossos longos, apresentam base (epífise proximal), corpo (diáfise) e cabeça (epífise distal).

Ossos dos dedos da mão

Apresentam 14 falanges:

Do 2º ao 5º dedos:

http: 1ª falange (Proximal)

http: 2ª falange (Média)

http: 3ª falange (Distal)

Polegar:

http: 1ª falange (Proximal)

http: 2ª falange (Distal)

A articulação do punho é formada pelas articulações rádio-ulnar distal e rádio-cárpica.

A articulação rádio-ulnar distal é uma juntura trocóide formada entre a cabeça da ulna e a incisura ulnar da extremidade inferior do rádio. É unida pela cápsula articular e pelo disco articular.

Cápsula articular: constituída de feixes de fibras inseridas nas margens da incisura ulnar e na cabeça da ulna. Apresenta dois espessamentos denominados ligamento radioulnar ventral e radioulnar dorsal.

Disco articular: tem forma triangular e está colocado transversalmente sob a cabeça da ulna, unindo firmemente as extremidades inferiores da ulna e do rádio.

A articulação rádio-cárpica (sindesmose) é uma juntura condilar. É formada pela extremidade distal do rádio e a face distal do disco articular com os ossos escafóide, semilunar e piramidal. A articulação rádio-cárpica é formada pelos seguintes ligamentos:

Ligamento radiocárpico palmar: é um largo feixe membranoso inserido na margem anterior da extremidade distal do rádio, no seu processo estiloide e na face palmar da extremidade distal da ulna. Suas fibras dirigem-se distalmente para inserir-se nos ossos escafóide, semilunar e piramidal.

Ligamento radiocárpico dorsal: é menos espesso e resistente que o palmar. Sua inserção proximal é na borda posterior da extremidade distal do rádio. Suas fibras são dirigidas obliquamente no sentido distal e ulnar e fixam-se nos ossos escafóide, semilunar e piramidal.

Ligamento colateral ulnar: é um cordão arredondado inserido proximalmente na extremidade do processo estiloide da ulna e distalmente nos ossos piramidal e pisiforme.

Ligamento colateral radial: estende-se do ápice do processo estiloide do rádio para o lado radial do escafóide.

Distalmente às articulações estudadas acima, encontramos ainda as articulações intercárpicas, carpometacárpicas, intermetacárpicas, metacarpofalangeanas e interfalangeanas.

Quadrado lombar:

É um dos músculos do abdômen que, juntamente com outros músculos, possibilita a depressão da caixa torácica. Sozinho, este músculo é também responsável pela flexão lateral da coluna vertebral.

Origem: na crista ilíaca e no ligamento iliolombar.

Inserção: inserido na 12ª costela e no processo transverso da vértebra lombar.

Inervação: constam o nervo subcostal e os quatro primeiros nervos lombares.

É vascularizado pelas artérias lombares e pelo ramo lombar da artéria iliolombar.

Bursite

Bursite é a inflamação da bursa, pequena bolsa contendo líquido que envolve as articulações e funciona como amortecedor entre ossos, tendões e tecidos musculares. A bursite ocorre principalmente nos ombros, cotovelos e joelhos.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da bursite são:

  • Dor;
  • Edema (inchaço);
  • Inflamação;
  • Restrição de movimento.

Causas

Entre as causas da bursite destacam-se:

  • Traumatismos;
  • Infecções;
  • Lesões por esforço;
  • Uso excessivo das articulações;
  • Movimentos repetitivos;
  • Artrite (inflamação das articulações);
  • Gota (depósito de cristais de ácido úrico na articulação).

Tratamento

O tratamento deve ser feito sob orientação médica e inclui o uso de anti-inflamatórios, relaxantes musculares, aplicações de gelo e redução dos movimentos na área afetada. Exercícios fisioterápicos podem ajudar, desde que orientados por profissionais especializados. Casos mais graves podem exigir intervenção cirúrgica.

Recomendações

  • Não se automedique. Analgésicos podem ser contraindicados para mulheres grávidas e pessoas com histórico de úlcera;
  • Deixe a área afetada descansar o máximo possível;
  • Faça aplicações de gelo no local;
  • Procure descobrir as atividades que disparam o processo inflamatório e evite-as;
  • Faça exercícios de alongamento e fortalecimento muscular e dos tendões ou fisioterapia apenas sob a orientação de um profissional especializado.

Nervos e neuropatias

Neuropatia ou transtorno/distúrbio neurológico é um termo geral que se refere a doenças ou problemas no funcionamento dos nervos. Nervos podem ser comprometidos por problemas genéticos, infecções, toxinas, drogas, lesões físicas ou mesmo por reações do próprio organismo. Neuropatias são classificadas de acordo com a causa e localização dos nervos que são afetados ou pelas características da lesão.

Por sistema afetado

  • Neuropatia central: quando afeta o sistema nervoso central, ou seja, encéfalo ou medula espinhal.
  • Neuropatia periférica: quando afeta o sistema nervoso periférico, como nervos de braços e pernas.
  • Neuropatia autonômica: quando afeta o sistema nervoso autônomo, que controla órgãos como coração, pulmões, intestinos, bexiga ou genitais.

Dependendo dos nervos afetados

  • Motora: causa problemas no controle dos movimentos voluntários.
  • Sensitiva: causa problema na percepção de toque, pressão, temperatura, dor e vibrações.
  • Vegetativos: controlam órgãos inconscientes/autônomos como batimento cardíaco, peristaltismo e respiração.

Acidentes anatômicos — ombro

Úmero: Cabeça do úmero, colo anatômico, colo cirúrgico, tubérculo maior, tubérculo menor, sulco intertubercular.

Escápula: Cavidade glenoidal, tubérculo supraglenoidal, tubérculo infraglenoidal, acrômio, processo coracóide.

Desvios do ombro

Várias são as causas que concorrem para os distúrbios do ombro e da postura de maneira geral, entre as quais: hábitos errados de postura; hereditariedade; traumatismos; doenças inflamatórias; debilidade muscular; estresse; desnutrição; sedentarismo; obesidade; processo de envelhecimento.

Ligamentos do joelho

Nome

Cápsula

Origem

Inserção

Descrição

Ligamento cruzado anterior (LCA)

dentro

côndilo lateral do fêmur

área intercondilar anterior

O papel do LCA é prevenir o deslizamento anterior excessivo da tíbia em relação ao fêmur.

Ligamento cruzado posterior (LCP)

dentro

côndilo medial do fêmur

área intercondilar posterior

A lesão deste ligamento é incomum, mas pode ocorrer por força traumática. Este ligamento previne o deslizamento posterior excessivo da tíbia em relação ao fêmur.

Ligamento capsular

Ligamento patelar

fora

patela

tuberosidade da tíbia

Também chamado de tendão patelar, pois não existe separação definida entre o tendão do quadríceps (que envolve a patela) e a área que conecta a patela à tíbia. Ajuda no mecanismo de alavanca da patela e funciona como tampão para os côndilos femorais.

Ligamento colateral medial (LCM)

fora

epicôndilo medial do fêmur

côndilo tibial medial

Protege a parte medial do joelho contra forças que abrem o joelho lateralmente (valgo).

Ligamento colateral lateral (LCL)

fora

epicôndilo lateral do fêmur

cabeça da fíbula

Protege as laterais do joelho de forças que causam varo (dobramento interior).

Ligamento poplíteo oblíquo

fora

côndilo medial da tíbia

Expansão tendinosa do músculo semimembranoso. Fortalece a parte posterior da cápsula.

Ligamento poplíteo arqueado

fora

área intercondilar da tíbia e côndilo lateral do fêmur, seguindo da cabeça fibular

conecta-se à porção medial da cabeça fibular

Fortalece o joelho posterolateralmente; quando lesionado costuma estar associado a lesão do PCL e do músculo poplíteo.

MÚSCULOS DA MÃO

Região Palmar Lateral (Tenar)

Região Palmar Medial (Hipotenar)

Abdutor Curto do Polegar
Flexor Curto do Polegar
Oponente do Polegar
Adutor do Polegar

Palmar Curto
Abdutor do Mínimo
Flexor Curto do Mínimo
Oponente do Mínimo

Região Palmar Média (11 músculos)

Lumbricais
Interósseos Palmares
Interósseos Dorsais

M innervado pela fíbula

Os músculos são: m. tibial anterior (potente inversor do pé), extensor longo do hálux, extensor longo dos dedos e m. fibular terceiro.

Acidentes ósseos da ulna

Parte proximal:

  • Olécrano (onde o tríceps insere — vulgo "cotovelo");
  • Incisura troclear;
  • Processo coronóide;
  • Incisura radial (lateral ao processo coronóide, onde a cabeça do rádio articula-se);
  • Tuberosidade cuboidal (imediatamente inferior ao processo coronóide).

MÃO: rádio e ulna

A mão se divide em: carpo, metacarpo e falanges.

Ossos do carpo

São oito ossos distribuídos em duas fileiras: proximal e distal.

http: Fileira proximal: Escafoide, Semilunar, Piramidal e Pisiforme

  • Fileira distal: Trapézio, Trapezóide, Capitato e Hamato

Tríceps sural

O tríceps sural é um conjunto de músculos da região posterior da perna humana.

É formado pelos músculos:

  • Gastrocnêmio (cabeças medial e lateral);
  • Sóleo.

O gastrocnêmio é um músculo biarticular formado por dois ventres; sua origem insere-se na superfície posterior do fêmur e, juntamente com o tendão do sóleo, forma o tendão de Aquiles inserido no calcâneo. O sóleo é um músculo uniarticular, situado profundo ao gastrocnêmio, mais achatado e largo na porção medial e que se estreita na inserção distal.

Age como flexor do joelho e como flexor plantar do pé.

Além de flexionar o joelho, tem função importante na circulação: age como um "segundo coração", realizando pequenas contrações que auxiliam o retorno venoso ao coração.

Ossos do metacarpo

É constituído por cinco ossos metacarpianos, numerados no sentido látero-medial I, II, III, IV e V. Considerados ossos longos, apresentam base (epífise proximal), corpo (diáfise) e cabeça (epífise distal).

Ossos dos dedos da mão

Apresentam 14 falanges:

Do 2º ao 5º dedos:

http: 1ª falange (Proximal)

http: 2ª falange (Média)

http: 3ª falange (Distal)

Polegar:

http: 1ª falange (Proximal)

http: 2ª falange (Distal)

A articulação do punho é formada pelas articulações rádio-ulnar distal e rádio-cárpica.

A articulação rádio-ulnar distal é uma juntura trocóide formada entre a cabeça da ulna e a incisura ulnar da extremidade inferior do rádio. É unida pela cápsula articular e pelo disco articular.

Cápsula articular: constituída de feixes de fibras inseridas nas margens da incisura ulnar e na cabeça da ulna. Apresenta dois espessamentos denominados ligamento radioulnar ventral e radioulnar dorsal.

Disco articular: tem forma triangular e está colocado transversalmente sob a cabeça da ulna, unindo firmemente as extremidades inferiores da ulna e do rádio.

A articulação rádio-cárpica (sindesmose) é uma juntura condilar. É formada pela extremidade distal do rádio e a face distal do disco articular com os ossos escafóide, semilunar e piramidal. A articulação rádio-cárpica é formada pelos seguintes ligamentos:

Ligamento radiocárpico palmar: é um largo feixe membranoso inserido na margem anterior da extremidade distal do rádio, no seu processo estiloide e na face palmar da extremidade distal da ulna. Suas fibras dirigem-se distalmente para inserir-se nos ossos escafóide, semilunar e piramidal.

Ligamento radiocárpico dorsal: é menos espesso e resistente que o palmar. Sua inserção proximal é na borda posterior da extremidade distal do rádio. Suas fibras são dirigidas obliquamente no sentido distal e ulnar e fixam-se nos ossos escafóide, semilunar e piramidal.

Ligamento colateral ulnar: é um cordão arredondado inserido proximalmente na extremidade do processo estiloide da ulna e distalmente nos ossos piramidal e pisiforme.

Ligamento colateral radial: estende-se do ápice do processo estiloide do rádio para o lado radial do escafóide.

Distalmente às articulações estudadas acima, encontramos ainda as articulações intercárpicas, carpometacárpicas, intermetacárpicas, metacarpofalangeanas e interfalangeanas.

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