Aprendizagem Não Simbólica e Processos Emocionais

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Conhecer Processos de Aprendizagem: Habituação e Sensitização

Há comportamentos que estão diretamente relacionados com os estímulos do meio e que são previsíveis a partir da presença do estímulo. Este tipo de comportamentos insere-se no que se designa por aprendizagens não simbólicas. Outros comportamentos, como cumprimentar as pessoas, escrever o sumário, ser o manual, são aprendizagens simbólicas, porque envolvem a maneira como interpretamos a realidade e como regulamos o nosso comportamento.

O Papel da Habituação

É graças à habituação, que consiste em aprender a não reagir a determinado estímulo, que selecionamos do meio ambiente o que nos interessa, centrando a nossa atenção no que é essencial para nós.

O Papel da Sensitização

A sensitização é uma outra forma de aprendizagem. Enquanto que, pela habituação, se aprendem as características de um estímulo sem importância, pela sensitização aprendem-se as propriedades de um estímulo ameaçador ou prejudicial. Através da sensitização, os seres humanos e os outros animais aprendem a apurar os seus reflexos para se prepararem para a defesa ou para a fuga.

Caracterizar os Processos Emocionais

A emoção foi sempre posta de lado e entendida como um "obstáculo", e só recentemente começou a ser valorizada. Eram encaradas como perturbadoras do modo de pensar e de agir, porque eram irracionais.

É muito difícil escondermos as nossas emoções, dado que estas estão presentes nas interações sociais, acompanhando ou até substituindo a expressão linguística. Aliás, as emoções aparecem na História da Humanidade antes da linguagem, como meio eficaz de comunicação, nomeadamente quando nascemos.

Emoções como Comunicação Primária

As emoções são o primeiro modo de comunicação e de relação do bebé com o mundo que o rodeia. As manifestações emocionais do bebé são vitais, porque correspondem a sinais que visam mobilizar os adultos no sentido de lhe proporcionarem o que é necessário. Mesmo quando já de posse de linguagem, a criança em situação de ansiedade, recorre às emoções para assegurar uma comunicação expressiva de um determinado estado, daí o seu valor adaptativo, porque são sinalizadoras de determinados estados. O código de comunicação que as constitui pode ser menos preciso que o código linguístico, mas a comunicação é mais rápida e poderosa.

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