Arnold Schoenberg e a Segunda Escola de Viena: Dodecafonismo e Expressão
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Arnold Schoenberg (1874-1951)
I. Período Tonal (1899-1907)
As obras deste período pertencem ao Romantismo Tardio, à música do futuro e apontam para a expansão do conceito de tonalidade. Verifica-se uma hipervalorização do conteúdo – o Expressionismo Musical.
II. Período Atonal/Pantonal (1908-1912/21)
Neste período, Schoenberg publica o Tratado de Harmonia. O compositor estuda afincadamente a harmonia para poder chegar à noção de Pantonalidade. Desenvolve dois conceitos fundamentais:
- Klangfarbenmelodie (Melodia de Cores): Valorização do timbre.
- Sprechgesang (Canto Falado): Técnica relacionada com a hipervalorização do texto. Surge uma cruz na nota da linha vocal, indicando que essa nota não é para ser cantada, mas sim falada ritmicamente.
A obra Pierrot Lunaire é a grande obra do Expressionismo Alemão. É um ciclo melodramático de 21 composições para voz feminina e um pequeno grupo instrumental, sendo a primeira obra a utilizar a técnica Sprechgesang.
Para Schoenberg, a arte é uma manifestação do inconsciente, a representação de processos interiores, da verdade e da crítica social.
Apesar de haver uma linha de continuidade musical, o Expressionismo leva ao Atonalismo, uma vez que a forma, em função da expressão, passa a não interessar, valorizando-se o conteúdo. A nível de gramática musical, verifica-se uma rutura.
III. Período Dodecafónico (1912-1951)
O compositor desenvolve um novo pensamento temático ao nível da estrutura. Schoenberg criou o Dodecafonismo (ou técnica dos doze sons) com o intuito de substituir a Lei Universal (a tonalidade).
A Segunda Escola de Viena
Anton Webern (1883-1945)
Webern apresenta a série feita por vários instrumentos (pontilhismo instrumental). A sua música é saturada de sentido, sendo cada nota analisável. O seu Dodecafonismo tende para o Aforismo (extrema concisão). Verifica-se uma hipercondensação do conteúdo, dirigindo-se para o Serialismo Integral.
É o compositor da Segunda Escola de Viena que leva mais a sério todas as regras associadas ao Dodecafonismo, tendo como princípio fundamental a não repetição.
Alban Berg (1885-1935)
Berg integra-se na estética do Romantismo Tardio. A sua música é mais livre em relação ao Dodecafonismo, mantendo-se fiel aos princípios do Expressionismo.
As suas obras estão ligadas a géneros de tradição, como as óperas Lulu e Wozzeck, fazendo uso do recurso à dança e da técnica do Leitmotiv.
É importante notar que todos estes compositores serializam apenas a altura dos sons. Schoenberg foi um compositor eminentemente autodidata, e os seus discípulos também o seriam, impulsionando a expansão do Dodecafonismo.