Arquitetura Religiosa no Brasil Colonial: Do Barroco ao Rococó

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Mor Elípticas

Abandonou-se o estilo em “V” da fachada, e aparecem três aberturas laterais, diferenciando dos outros dois estilos, que continham somente uma porta.

Suas formas com curvas convexas se diferenciam das formas retangulares do maneirismo e até mesmo das formas sinuosas do rococó.

- Característica básica da arquitetura peninsular e portuguesa é a preferência pela planta baixa retilínea, antagônica à curvilínea, era raro os portugueses usarem as formas redondas (pg. 151).

- Arquitetura peninsular tinham projetos de concepção diferentes.

- As torres redondas contam com antecedente no Brasil, nas torres da igreja de São Pedro dos Clérigos, no Rio de Janeiro, porém essas torres são de proporções pesadas, sendo descritas como torres “redondo-quadrado”. Portando as torres de Minas Gerais, pode ser um refinamento das encontradas no Rio.

- Outra igreja em destaque com as torres redondas é a Santíssima Trindade de Georg Dientzenhofer, de 1685.

Aqui a devoção pela trindade vem simbolizada pela planta baixa em trifólio, combinada com três torres redondas simétricas, coroadas por cúpulas alongadas de bulbos sobrepostos (pg. 155).

- Podem ser associadas as construções mineiras, suas principais características com os edifícios europeus.

- A arquitetura Borrominica do Brasil não se limita só no barroco das duas igrejas de São Pedro e Rosário, certos monumentos do rococó mineiro também se distinguem pelos planos curvilíneos, destacando o uso da fenestração em diagonal na fachada e a inflexão do entablamento pela inserção de óculo central em forma de olho de boi (pg. 157).

- O rococó apresenta variações entre superfícies convexas, côncavas e planas.

- Igreja de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Rosário, são obras que merecem destaque do período rococó do Brasil.

O Processo de Povoamento no Estado de São Paulo

Foi um processo de povoamento diferenciado o do Estado de São Paulo se comparado ao restante do país, que se deu através da luta de mestiços que subiram a Serra povoando de vilarejos com casas de taipa de pilão, sua primeira vila, vila de São Vicente, no litoral oficialmente ocupado em 1532 por Martin Afonso de Souza; porém houve também outras regiões povoadas mais ao Sul.

A dificuldade que os Europeus encontraram em habitar o local, foi a estreita faixa litorânea e sua subida devido à Serra.

Um incentivo para este povoamento foi acreditarem que havia um caminho de São Vicente a Assunção no Paraguai.

Neste período também se formaram de aldeias indígenas e ter posse de índios tinha mais valor do que até mesmo ter terras.

O arquiteto Luis Saia em morada paulista defende a tese da mestiçagem. “Mestiçagem de tudo, de gente, da técnica militar, de dieta alimentar, de linguagem, de estilo de vida”. - página 27

Os colonizadores se sentiram atraídos pelos caminhos indígenas, deixando de lado assim os caminhos marítimos e com inspiração nesta nova trajetória que surgiram a igreja Iguape, Aparecida, Pirapora.

O motivo de estar colonizando deixou de ser a busca incessante por ouro e começou a conceber raízes por onde percorriam através da formação de vilarejos.

Em 1765 a 1834 surge o cultivo da cana de açúcar, em 1723 o cultivo de café no Brasil, no entanto, apenas em 1809 e 1830 na região de São Paulo e em 1813 registra a aparição da primeira indústria, localizada aonde é a Fazenda Ipanema hoje próximo a Sorocaba.

É no período colonial brasileiro, porém, que ocorre o auge dos estilos artísticos do Barroco e do Rococó... - página 29

Arquitetura Paulista

* Francisco Dias – primeiro arquiteto a atuar em nossas terras.

Mogi das Cruzes possui obras bem conservadas do período Rococó, temos também algumas construções carmelitas em Itu, no entanto constatamos a não conservação do cemitério, nota-se traços do período em Taubaté, no conjunto conventual e em São Sebastião o conjunto de Nossa Senhora do Amparo encontra-se totalmente preservado. Em Jundiaí e Sorocaba conservam retábulos precioso e neste segundo, estão peças do mosteiro de São Paulo e Parnaíba.

Os Jesuítas foram os responsáveis pelas primeiras construções de igrejas ao redor da capital, essas ainda provisórias que posteriormente se tornaram permanentes de taipa de pilão ou pedra e cal, após avaliado qual melhor atenderia, como exemplo temos a Capelinha de São Roque de 1681.

A Capela Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos do século XVIII é um exemplar da miscigenação dos dois materiais, onde encontramos a nave principal em taipa de pilão e a sacristia e capela mor em pedra e cal.

Em Campinas no século XIX tivemos a substituição dos tijolos em taipa pelos tijolos.

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