A Arte de Construir a Cidade: Uma Crítica de Camilo Sitte

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Contexto Histórico

Camilo Sitte, arquiteto e urbanista austríaco, perdeu o projeto de Viana para Otto Wagner. Após essa derrota, escreveu o livro "A Arte de Construir a Cidade" para criticar a arquitetura e o urbanismo da época e apresentar uma arquitetura mais funcional.

A Cidade como Espaço Psicossocial

Sitte argumentava que a cidade não pode ser compreendida apenas pela planta ou desenho, pois envolve questões históricas e sociológicas. O espaço urbano não é apenas físico, mas também psicológico, moldado pela concepção espacial.

O Conjunto Urbano

Para Sitte, a concepção múltipla dos edifícios é mais importante do que os edifícios isolados. Ele acreditava que as cidades antigas atuavam sobre o espírito humano devido à sua sensibilidade, refletida principalmente nas praças, que eram consideradas uma necessidade vital. A disposição dos edifícios seguia uma lógica e apresentava barreiras sociais.

Monumentos e Praças

Sitte criticava a prática moderna de colocar monumentos no centro das praças para ganhar importância. Na antiguidade, os monumentos eram colocados nas periferias, e a praça era mais do que um espaço vazio: era o local de manifestações sociais e culturais, produto das relações espaciais das obras edificadas ao redor e do valor do espaço para as pessoas.

Elementos da Percepção Espacial

Sitte destacava quatro elementos que influenciam a percepção espacial:

  1. Desenho
  2. Volume
  3. Como as formas formam a percepção formal
  4. Intentium (a intenção do arquiteto)

A Irregularidade do Traçado Urbano

Sitte criticava a valorização das ruas retas nos tempos modernos, em contraste com as ruas sinuosas da antiguidade. Ele acreditava que a irregularidade do traçado tornava o conjunto arquitetônico mais valioso. A simetria na antiguidade tinha relação com as partes do corpo humano, e Sitte afirmava que ângulos retos tornavam as cidades menos sensíveis.

Sitte e as Cidades Artísticas Europeias

Sitte valorizava as praças como centros de consumo fundamentais. Ele destacava sete princípios para a construção de cidades artísticas:

  1. Relação entre edifícios, monumentos e praças
  2. Centro livre
  3. A praça fechada
  4. Dimensões e formas das praças
  5. Irregularidade das praças antigas
  6. Conjunto de praças
  7. Pobreza de detalhes e banalidade das construções urbanas modernas

Sitte criticava a "lei do mais econômico" que, segundo ele, trouxe pobreza de detalhes e banalidade às construções urbanas modernas.

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