Atividades para Crianças: Metodologias e Diversidade

Classificado em Desporto e Educação Física

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  • Princípios Metodológicos para a Organização de Atividades
  • Nível de Dificuldade Adequado. A atividade deve ser adequada à "zona de desenvolvimento proximal" da criança, não muito além do seu desenvolvimento atual. Isso garante uma aprendizagem significativa.
  • Interesse. As atividades devem estar ligadas aos interesses das crianças, que nesta fase, envolvem a manipulação de objetos.
  • O educador deve observar, identificar os interesses e canalizá-los por meio de atividades.
  • Oferecer diversas atividades alternativas para que a criança possa escolher aquelas que melhor atendam aos seus interesses.
  • Lembre-se: sem interesse e motivação, não há aprendizagem.
  • Clima de Segurança e Confiança.
  • A criança deve se sentir cuidada, aceita, amada, valorizada e ouvida.
  • Este princípio deve direcionar toda a prática educacional deste ciclo.
  • Atenção Individualizada.
  • Neste ciclo, as crianças estão desenvolvendo a noção de grupo.
  • As atividades podem ser individuais ou em pequenos grupos.
  • A decisão de realizar a atividade e o seu ritmo de execução são individuais.
  • Acompanhar cada criança individualmente, ouvindo e observando.
  • Respeitar a individualidade de cada um, incentivando a colaboração.
  • Horário Flexível.
  • Respeitar os ritmos individuais de cada criança, evitando o estresse.
  • Espaço e Materiais.
  • Planejar cada atividade considerando os recursos disponíveis.
  • Cuidar da apresentação dos materiais e proporcionar um espaço adequado.
  • Coerência Pedagógica.
  • As atividades propostas devem ser coerentes com a abordagem pedagógica.
  • Abordagem Globalizada.
  • Ao organizar as atividades, considerar que as crianças aprendem de forma global.
  • As experiências oferecidas devem ser significativas, funcionais e reais.
  • Apresentar as atividades de forma interligada e conectada ao ambiente.
  • Atividades para Crianças

Jogo Livre

  • Atividade principal para crianças menores de 3 anos.
  • Aplicar os princípios metodológicos.
  • Experimentar com o ambiente, interpretá-lo, modificá-lo.
  • Funções do educador: proporcionar um ambiente rico em espaço e materiais.
  • Ajuste Sensorial e Motor
  • Importância do desenvolvimento sensório-motor nos primeiros meses.
  • Oferecer o máximo de contato com objetos na sala de aula.
  • Disponibilizar materiais sensoriais em diferentes áreas da sala de aula.
  • Remover obstáculos na sala de aula de 1 ano para garantir o progresso.
  • Cesto dos Tesouros (berçário). Cesta com objetos diversos para livre manipulação.
  • Jogo Heurístico (1 a 2 anos). Grande variedade de objetos em sacos, permitindo interação e simbolização.
  • Jogo Motor. Pode ocorrer em diversos espaços.
  • Simbolização
  • Jogo simbólico a partir dos 18 meses.
  • Cantinhos (2 a 3 anos).
  • Construção e Montagem
  • Inicia-se quando a criança consegue sentar-se (1-2 anos) e evolui com maior precisão (2-3 anos).
  • Espaço dedicado na sala de aula para crianças de 2-3 anos.
  • Peças desestruturadas e peças estruturadas.
  • Benefícios: experimentação, autonomia, expressão de sentimentos.
  • Funções do educador: fornecer materiais, dar liberdade e tempo.
  • Jogo de Manipulação
  • O jogo livre se inicia com a oferta de materiais adequados para manipulação, desenvolvimento cognitivo, linguístico e social.
  • Continuação do "jogo heurístico". Sala de aula de 2 a 3 anos.
  • O Quadro Azul. Mesa com um balde embutido, permitindo a manipulação de materiais.

Atividades da Vida Diária

  • Visam o desenvolvimento da autonomia das crianças.
  • Aplicar os princípios metodológicos.

Atividades Dirigidas

  • Atenção individual. Grupos menores são melhores.
  • Interesse e Habilidade. Escolher atividades que respeitem os interesses e motivações.
  • Flexibilidade para concluir as atividades.
  • Reunião, Roda de Conversa ou Assembleia
  • A partir dos 2 anos.
  • Pode ser realizada em diferentes momentos do dia.
  • Em pé ou sentados em círculo.
  • Iniciar com uma canção, cumprimento e organização.
  • Flexibilidade na condução da roda de conversa.
  • Atividades: histórias e canções.
  • Recursos: fotos da família, nomes das crianças, almofadas.
  • Momento para o desenvolvimento da linguagem oral.
  • Psicomotricidade
  • Sessões específicas na sala de aula ou em área destinada à psicomotricidade.
  • Promove o conhecimento do ambiente, relações sociais e autoestima.
  • Passeios, jogos, atividades estruturadas ou dirigidas.
  • Sessões de 30 a 45 minutos.
  • Trabalho Plástico
  • Preferencialmente em pequenos grupos.
  • Atividades horizontais ou verticais com diferentes materiais.
  • Atividades em volume. Artesanato.
  • Contar Histórias
  • Desenvolve habilidades cognitivas, linguísticas, sociais e emocionais.
  • Incentiva o gosto pela leitura.
  • Durante a reunião ou antes da sesta.
  • Importância da seleção dos livros e da preparação do ambiente.
  • Atividades de Educação Não Formal
  • A equipe pedagógica e a instituição são responsáveis pelo conteúdo e pelas orientações metodológicas.
  • Muitas equipes utilizam o currículo escolar como referência.
  • Princípios da educação não formal:
  • Coerência Pedagógica. As atividades devem atender aos objetivos da instituição.
  • Atenção individualizada. Grupos pequenos são ideais.
  • Segurança e Confiança. As crianças precisam se sentir seguras.

Fazenda Escola

  • Atividades relacionadas ao conhecimento do ambiente.
  • Atividades com caráter ativo e lúdico.
  • Atividades que promovam a autonomia.
  • Princípios da individualidade e do clima de segurança e confiança.

Acampamentos

  • Acampamentos urbanos ou na natureza.
  • Seguem uma linha de atividades com coerência pedagógica.

Aniversários

  • Considerar os objetivos pedagógicos ao planejar as atividades.
  • Propostas Metodológicas Globalizadas.

Cantinhos

  • Organização do espaço e dos materiais em diferentes áreas.
  • Permite que as crianças escolham os materiais e as atividades.
  • Requer análise das características evolutivas das crianças e observação constante.
  • Favorece o jogo simbólico e seus benefícios.
  • Materiais fornecidos pela família e pela escola.

Oficinas

  • Pequenos grupos que aprendem uma técnica específica em um espaço dedicado.
  • Conduzidas por um especialista.
  • As orientações são dadas pelo especialista, com foco em um produto final.

Escolas de Interesse

  • Organização dos conteúdos em torno de um tema.
  • Características:
  • Conteúdos agrupados por tema.
  • Problemas que surgem do ambiente.
  • Desenvolvimento em grande grupo.
  • Atividades de observação, associação e expressão.
  • Educadores planejam e orientam as atividades.
  • Proposta semelhante: itinerários.

Projetos

  • Tema proposto pelas crianças.
  • Discussão do tema em assembleia.
  • Coleta de informações e materiais com a colaboração das famílias.
  • Construção de elementos da história e brincadeiras com os mesmos.
  • Confecção de objetos relacionados ao tema.
  • Registro de frases das crianças.
  • Contagem, seleção e classificação.
  • Atividades sensoriais.
  • Assembleia.
  • Painéis com informações sobre o projeto.
  • Apresentação de novos conhecimentos.
  • Atenção à Diversidade

O que é Diversidade?

  • Cada aluno é único.
  • O educador deve se adaptar a cada criança, seus interesses, preferências e conquistas.
  • A escola pode compensar desvantagens e oferecer apoio às crianças com dificuldades de aprendizagem.
  • Principais diferenças na Educação Infantil:
  • Idade. A diferença de idade entre as crianças é significativa neste período.
  • Sexo. Algumas diferenças comportamentais podem estar relacionadas ao sexo.
  • Saúde e Ritmos Biológicos.
  • Particularidades na saúde.
  • Características socioafetivas.
  • Interesses e capacidade de concentração.

Necessidades Educativas Especiais

  • Atrasos no Desenvolvimento.
  • Crianças com diferença significativa em relação aos seus pares.
  • Podem apresentar atrasos em diversas áreas ou desenvolvimento diferenciado.
  • Intervenção educativa adaptada aos atrasos.
  • Crianças com Deficiência Intelectual
  • Importância do diagnóstico.
  • Intervenção educacional.
  • Crianças com Deficiência Física
  • Problemas motores podem afetar a expressão da criança.
  • Intervenção educacional.
  • Deficiências Sensoriais
  • As mais comuns são a auditiva e a visual.
  • A deficiência auditiva pode afetar o desenvolvimento da linguagem. Detecção precoce e atendimento especializado são importantes. Intervenção educacional.
  • Intervenção na deficiência visual.
  • Problemas de Comportamento
  • Muitos problemas emocionais podem ser superados com intervenção.
  • Coordenação com a família é essencial.
  • Dificuldades com crianças hiperativas.
  • Medidas educativas.

Atividades e Diversidade

  • Atividades abertas.
  • Atividades que atendam aos diversos interesses das crianças.
  • Atividades repetitivas.
  • Atividades que promovam a cooperação.
  • Atividades sensoriais e de manipulação.
  • Adaptações: estratégias que envolvem mudanças na programação para alguns alunos.

A Documentação das Atividades

O que é Documentar?

  • Definição: registro sistemático e intencional das atividades das crianças para análise, compreensão, explicação e compartilhamento.
  • A documentação serve como memória do que foi realizado.

Fotografias

  • Fatores a Considerar:
  • Planejamento das fotografias em relação aos objetivos.
  • Recursos disponíveis.
  • Tratamento individual.
  • Registro de todo o processo, do início ao resultado.
  • Cuidado com a estética das fotografias.
  • Após as Fotos:
  • Selecionar as melhores fotos, adicionar legendas e criar uma pequena apresentação.
  • Criar um cartaz com as fotos impressas.
  • Fazer um álbum individual com as fotos mais significativas.

Textos Orais

  • Documentar palavras ou frases das crianças durante as atividades.

Vídeos

  • Registrar as atividades para recordação ou para apresentar às famílias.
  • Recomendações: evitar movimentos bruscos da câmera, usar closes, etc.
  • Analisar e avaliar os vídeos com a equipe pedagógica e com as famílias.

Registro Ativo

  • O educador deve manter um arquivo com o registro das atividades realizadas pelas crianças.
  • Planejamento, avaliação e registro das atividades.
  • Útil para relembrar as atividades, compartilhar com as famílias, avaliar com a equipe e para uso futuro.

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