ATP, Acoplamento Energético e Glicólise: Revisão Metabólica
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Papel do ATP no Metabolismo
O ATP (Adenosina Trifosfato) tem como função fornecer e armazenar energia para que os processos metabólicos possam ocorrer.
Acoplamento Energético no Metabolismo
O que é Acoplamento Energético?
O acoplamento energético ocorre quando há a junção de um processo exergónico com um endergónico, de modo a que a reação endergónica (que requer energia) possa ocorrer. Os acoplamentos energéticos permitem a realização de reações termodinamicamente desfavoráveis, acoplando-as a outras termodinamicamente favoráveis.
Ocorrência no Metabolismo
Podem ocorrer no metabolismo porque é através dos acoplamentos que a energia das reações catabólicas é utilizada na atividade anabólica da célula.
A Glicólise: Etapas e Balanço
Estrutura da Glicólise
- Número de Passos: 10 passos.
- Fases: Dividida em duas fases: fase preparatória e fase payoff.
Balanço Energético Final da Glicólise
O balanço final da glicólise, em termos energéticos, é de 2 NADH e 2 ATP.
Pontos de Regulação da Glicólise
Os pontos de regulação são:
- O primeiro passo (Fosforilação da glicose).
- O terceiro passo (Fosforilação da frutose-6-fosfato em frutose-1,6-bisfosfato).
- O décimo passo (Transferência do grupo fosforil de fosfoenolpiruvato para ADP).
Por que o Primeiro Ponto Não é o Principal Regulador?
O primeiro ponto não é exclusivo da glicólise.
Ativadores e Inibidores da Glicólise
- Ativadores: ADP e frutose-1,6-bisfosfato.
- Inibidores: Glucagon e ATP.
Destinos do Piruvato
O piruvato pode ter os seguintes destinos:
- Fermentação Lática: Em condições anaeróbicas, hipóxia ou ausência de mitocôndrias.
- Fermentação Alcoólica: Em alguns organismos.
- Oxidação a Acetil-CoA: Em condições aeróbicas.
Função da Fermentação Lática
A fermentação lática não serve primariamente para obtenção de energia, mas sim para regenerar o NAD+. Desta forma, em condições de hipóxia (esforço muscular intenso) ou na ausência de mitocôndrias, ocorre a conversão do piruvato em lactato.
Fadiga Muscular e Ácido Lático
Comentário: “A fermentação lática pode provocar fadiga muscular”.
A afirmação é verdadeira, pois o trabalho muscular anaeróbico aumenta a concentração de lactato. Assim, fadiga e dores musculares são o resultado da acidificação provocada pelo ácido lático no músculo pela fermentação lática.
Condições de Produção de Ácido Lático
Produzimos ácido lático em duas condições principais:
- Em situações de hipóxia (carência de O2).
- Na ausência de mitocôndrias.
Ciclo de Krebs (Ciclo do Ácido Cítrico)
Caráter Aeróbico do Ciclo de Krebs
O ciclo de Krebs é um processo exclusivamente aeróbico, apesar de não consumir O2 diretamente, porque ele ocorre na mitocôndria. Se não existir O2, o NADH acumula-se na mitocôndria pois não há respiração celular. O NADH acumulado atua como um inibidor do ciclo de Krebs.
Destinos do GTP no Ciclo de Krebs
Os principais destinos do GTP formado no ciclo de Krebs são:
- Utilizado na gliconeogénese (descarboxilação do oxaloacetato para originar fosfoenolpiruvato).
- Convertido em ATP pela enzima nucleósido difosfato cinase.
Rendimento Energético do Ciclo de Krebs (Por Molécula de Glicose)
Por cada molécula de glicose são realizados 2 ciclos de Krebs, gerando um total de: 6 NADH, 2 FADH2 e 2 ATP (GTP).
Rendimento Energético Após Oxidação do Piruvato e Ciclo de Krebs (Por Ciclo)
O rendimento energético por ciclo de Krebs (após a oxidação do piruvato) é de: 3 NADH, 1 FADH2 e 1 ATP (GTP).
Localização da Maior Parte da Energia
No final da glicólise, oxidação do piruvato e ciclo de Krebs, apenas uma pequena porção da energia libertada da glicose foi convertida em ATP. Nessa fase do processo, a maior parte da energia utilizável está contida no NADH e no FADH2.
Caráter Anfibólico do Ciclo de Krebs
Dizer que o ciclo de Krebs tem um carácter anfibólico significa que ele possui um comportamento duplo nas vias metabólicas: recebe vários intermediários resultantes de várias vias catabólicas e fornece também diversos intermediários para processos anabólicos.