1. Conceitos de infiltração e percolação da águá:
Infiltração: Entrada da águá da superfície do solo pára suas camadas internas.
Percolação: Movimento vertical e lento da águá infiltrada pelas camadas mais profundas do solo.
2. Condicionantes da infiltração:
a. Disponibilidade de águá: Maior quantidade de águá favorece infiltração até a sáturação do solo.
b. Tipo de solo: Solos arenosos têm maior infiltração; argilosos, menor.
c. Topografia: Terrenos planos favorecem infiltração; inclinados favorecem escoamento superficial.
d. Cobertura do solo: Vegetação protege o solo e aumenta infiltração.
e. Sáturação do solo: Solo já saturado não permite mais infiltração.
3. O que é infiltração acumulada?
É o volume total de águá infiltrada no solo durante um período específico.
4. O que é intensidade da infiltração?
É a taxa com que a águá penetra no solo (geralmente expressa em mm/h).
5. Rápida ou lenta infiltração – qual é melhor?
Depende da situação. Em geral, infiltração moderada ou controlada é ideal pára evitar:
Rápida: pode causar lixiviação de nutrientes.
Lenta: favorece escoamento e erosão superficial.
6. Métodos de mensuração da taxa de infiltração:
Infiltômetros de anéis concêntricos: Dois anéis são inseridos no solo, águá é adicionada e mede-se a taxa de absorção.
Simuladores de chuva: Simulam precipitação e medem a águá infiltrada e escoada.
7. Solos zonais e intrazonais:
Zonais: Formação depende principalmente do clima (ex: Latossolos).
Intrazonais: Formação controlada por fatores locais como relevo ou lençol freátiço (ex: Glei).
8. Fatores e processos da pedogênese:
Fatores: Clima, organismos, material de origem, relevo, tempo.
Processos: Laterização, lixiviação, humificação, eluviamento, etc.
9. Funções dos organismos vivos na pedogênese:
Aeração, decomposição da matéria orgânica, formação de húmus, bioturbação.
10. Clima e relevo na pedogênese:
Clima: Temperatura e chuva controlam a velocidade da formação do solo.
Relevo: Relevo íngreme favorece erosão e impede formação de solo profundo.
11. O que é erosão?
É o desgaste, transporte e deposição de partículas do solo pela águá, vento ou gelo.
Erosão laminar: Remoção fina e uniforme da camada superficial.
Erosão linear: Formação de sulcos e ravinas no solo.
12. Estágios da erosão linear:
1. Sulcos: Pequenas marcas superficiais.
2. Ravinas: Canais mais profundos.
3. Vóçorocas: Erosão profunda e irreversível.
13. Compactação dos solos:
É a redução da porosidade do solo, dificultando infiltração e crescimento das ráízes.
Atividades que geram: Tráfego de máquinas, pisoteio animal, construção civil.
14. Métodos diretos e indiretos de mensuração da erosão:
Diretos: Medição do solo erodido em parcelas experimentais.
Indiretos: Estimativas com base em equações como a EUPS/USLE.
15. Parcelas de Pinos de Erosão e Calhas de Gerlach:
Instalações usadas em campo pára medir quantidade de solo perdido pela erosão.
16. Equação Universal de Perda de Solos (EUPS/USLE):
Fórmula: A = R × K × LS × C × P
Onde:
A: perda de solo (ton/ha.Ano)
R: erosividade da chuva
K: erodibilidade do solo
LS: comprimento e declividade do terreno
C: uso e cobertura do solo
P: práticas conservacionistas
17. Estudo de Impacto Ambiental (EIA):
Documento técnico que avalia as consequências ambientais de uma obra ou atividade.
18. Relatório de Impacto Ambiental (RIMA):
Versão do EIA com linguagem acessível ao público, com dados e conclusões resumidas.
19. Quando EIA/RIMA é exigido?
Pára atividades com potencial de degradação ambiental (ex: barragens, rodovias, mineração).
20. Etapas do EIA/RIMA:
1. Termo de Referência
2. Diagnóstico ambiental
3. Previsão e avaliação dos impactos
4. Proposição de medidas mitigadoras
5. Elaboração do RIMA
6. Audiência pública
7. Análise e decisão do órgão ambiental
21. Possíveis falhas no EIA:
Subestimação dos impactos
Falta de participação pública
Dados imprecisos
Falta de monitoramento pós-licença