Avaliação de Desempenho, Absenteísmo e Turnover

Classificado em Formação e Orientação para o Emprego

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Avaliação de Desempenho: Permite ao gestor mensurar o desempenho de um empregado ou grupo em um período e área específicos.

É uma ferramenta mais abrangente que serve de subsídio para demissão ou para dar feedback e pontuar o que tem que melhorar.

Deve ser realizada a cada 6 meses, no mínimo, para ser usada da maneira correta; não é viável menos que 01 vez por ano, pois já é suficiente para pontuar o que tem que melhorar.

Medir CHA: Conhecimentos, Habilidades e Atitudes.

  • Identificar empregados que precisam de treinamento;
  • Definir o grau de contribuição (individual ou grupal);
  • Descobrir o surgimento de talentos na organização;
  • Facilitar o autodesenvolvimento dos empregados;
  • Fornecer feedback para os empregados;
  • Subsidiar programas de mérito, promoções e transferências.

Campo de Abrangência:

Campo dos Resultados: Fatores ligados a metas de trabalho x espaço de tempo.

  • Quantitativamente: Relacionado ao fator numérico;
  • Qualitativamente: Relacionado a valores.

Campo do Conhecimento: Avalia-se o volume de informações que o empregado assimila do que lhe é proposto através de treinamento.

Campo do Comportamento: Mensura valores, atitudes e os comportamentos do empregado, relacionando-os aos padrões definidos pela empresa (ferramenta mais abrangente).

Principais Problemas de um Sistema de Avaliação

Todo sistema de avaliação humana apresenta vícios de julgamento que geram críticas e tornam o sistema vulnerável, mas trata-se mais do avaliador do que da técnica empregada.

  • Consciente: Quando o avaliador, sob qualquer pretexto, vicia o resultado visando atender interesses próprios, manipulando os dados para ajudar ou prejudicar o avaliado.
  • Inconsciente: Quando o avaliador toma as mesmas atitudes, porém sem intenção de provocar alteração no resultado original.

Atitudes Conscientes:

  • Efeito Halo: O avaliador deixa-se levar por alguma característica do avaliado, o que o impede de interpretar as demais características.
  • Efeito Tendência Central: O avaliador força sua avaliação num ponto central da escala para não se comprometer nem criar situação constrangedora.

Atitudes Inconscientes:

  • Julgar sob a impressão de uma qualidade;
  • Basear-se em acontecimentos recentes;
  • Levar em conta características pessoais extracargo;
  • Supervalorizar as qualidades potenciais.

Métodos de Avaliação de Desempenho:

  • Método de Escalas Gráficas: Cada fator é dividido em graus, os quais representam uma escala desde o mínimo até o máximo (tem meio-termo). Baseia-se na avaliação de um grupo de fatores determinantes daquilo que a organização define como desempenho, podendo mensurar quantidade, assiduidade, iniciativa, criatividade, etc.
  • Método de Incidentes Críticos: Simples, com duas séries de afirmativas (uma positiva e outra negativa). Baseia-se em determinar os grandes pontos fortes e fracos de quem está sendo avaliado, apontando comportamentos extremos (sucesso e fracasso).
  • Método da Escolha Forçada: Avalia o desempenho em blocos por frases descritivas. O modelo obriga, ou força, o avaliador a considerar somente o trabalho e os respectivos resultados, e não a personalidade do avaliado.
  • Avaliação 180 Graus: Método top-down, onde os gestores avaliam os subordinados; considerado um pouco ultrapassado.
  • Avaliação 360 Graus: O funcionário é avaliado por várias pessoas e pelos elementos que têm contato com ele. Tem que ser muito bem orientado e avaliado, senão a avaliação torna-se distorcida. Se avaliado por quem tem contato frequente, a avaliação é mais rica.
  • Avaliação de Desempenho por Competência: Pautada no que realmente importa para a empresa, dividida em dois grupos:
    • Competências Comportamentais: Têm relação com a atitude do funcionário.
    • Competências Técnicas: Estão ligadas à atividade-fim.

Absenteísmo: Faltas ou ausências dos empregados ao trabalho devido a algum motivo interveniente.

Causas do Absenteísmo:

  • Doença efetivamente comprovada ou não comprovada;
  • Razões diversas de caráter familiar;
  • Atrasos involuntários;
  • Faltas voluntárias por motivos pessoais;
  • Dificuldades e problemas financeiros;
  • Baixa motivação para trabalhar;
  • Supervisão precária;
  • Políticas inadequadas da organização.

Turnover: Rotatividade de pessoal; fluxo de entradas e saídas de pessoas numa organização (desligamento e reposição).

Causas da Rotatividade:

  • Situação de oferta e procura no mercado;
  • Economia;
  • Oportunidade de emprego;
  • Política salarial;
  • Política de benefícios;
  • Tipo de supervisão;
  • Oportunidades de crescimento;
  • Relacionamento humano;
  • Condições físicas e ambientais.

As causas podem ser obtidas através da entrevista de desligamento ou aplicação de questionário feita com o funcionário logo após a efetivação do desligamento.

Consequências para a Organização:

  • Custos do processo de recrutamento e seleção;
  • Substituição por funcionário inferior, impactando negativamente na produção e nos processos da organização;
  • Perdas de funcionários com qualidades e habilidades especiais ou que ocupam cargos-chave, tendo efeitos desastrosos por longo período;
  • Dificuldade de comunicação e nas relações interpessoais para a coesão da equipe;
  • Impacto no clima organizacional, pois estimula a rotatividade, uma vez que quem permanece pode se sentir motivado a procurar outro emprego.

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