A Batalha de Aljubarrota e o Legado de Nuno Álvares

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A Batalha de Aljubarrota e o Heroísmo Nacional

1) As perguntas retóricas têm os seguintes sentidos: captar a atenção das gentes a quem Nuno Álvares se dirige; implicar os homens no discurso, fazendo com que se sentissem na obrigação de dar uma resposta; e fazer com que os homens reflitam sobre a profunda indignação de Nuno Álvares perante a atitude daqueles homens.

2) Argumentos utilizados:

  • Um português não pode recusar a guerra;
  • Portugal foi sempre vencedor em todas as guerras, em toda a parte;
  • Nenhum português lhe poderá negar defesa, fé, o amor e o modo de ser português, deixando o seu reino sujeitar-se a uma potência inimiga;
  • Os portugueses que ali estão são descendentes dos que lutaram com o primeiro rei da nação, que com ferocidade e valentia venceram sete condes;
  • Sempre venceram e humilharam os castelhanos que agora ali estão;
  • Com o rei que agora têm, conseguirão vencer tudo e todos;
  • Se os homens não quiserem avançar, Nuno Álvares diz que o fará só com os seus vassalos.

3) Um bom rei faz um bom povo. Se o rei for valente, o povo também o será, pois o povo é influenciado pelo monarca que tem. D. Fernando era fraco, cometeu descuidos ou pecados, logo o povo enfraquece. D. João I é forte, pelo que o povo também o será.

4) Nuno Álvares Pereira é um herói nacionalista, que dedicou a sua vida de Condestável à defesa do país, protegendo-o das investidas dos castelhanos.

Segundo a lenda, a espada Excalibur era sagrada e tinha um poder indestrutível. Só podia ser empunhada pelos puros de coração ao serviço dos ideais superiores do bem; logo, Nuno Álvares era um ser puro que defendia o bem. A consequência da ação superior do herói será o fortalecimento de Portugal, alicerçado em atos de bravura e de justiça.

Camões começa por valorizar em D. Dinis a "estirpe nobre e dina", a generosidade e a obtenção da paz, para depois realçar as medidas que tomou no sentido do desenvolvimento da cultura e da organização e administração do território nacional, tendo em vista criar condições de progresso e segurança: a implantação de leis, a fundação da Universidade de Coimbra, a edificação de "nobres vilas" e a construção de castelos e fortalezas.

Fernando Pessoa vai buscar à figura de D. Dinis duas outras características que Camões nem sequer refere: a sua condição de poeta e a sua iniciativa de mandar plantar pinhais ("plantador de naus a haver"), que serviram para construir as naus das descobertas futuras ("um trigo de império"). Na obra Mensagem, existe a mitificação do rei visionário; ao mandar plantar o pinhal, parecia que estava a antever a época dos Descobrimentos.

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