Behaviorismo, Indústria Cultural e Iluminismo

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Behaviorismo e tipos de comportamento

Behaviorismo — começa com Watson, mas é com Skinner que ganha força. O objetivo do estudo é o comportamento. O que é comportamento? São nossas ações nos lugares em que vivemos.

Comportamento respondente (reflexo)

É um comportamento automático e involuntário que acontece em resposta a um estímulo específico do ambiente: você não escolhe fazê‑lo; acontece automaticamente. Exemplos: pupilas dilatando, salivar ao ver comida, arrepiar‑se com o vento.

Comportamento operante

É emitido espontaneamente pelo indivíduo e é influenciado por suas consequências; não depende de estímulos imediatos. Exemplo: uma criança que, ao chorar, ganha atenção e assim aprende que, se chorar, sempre terá o que quer.

Aprendizagem: moldagem e modelagem

  • Moldagem: o aprendizado ocorre por orientação, ensino, educação e reforço progressivo.
  • Modelagem (ou modelação): o processo de aprendizagem ocorre por meio da observação de modelos.

Estruturas psíquicas e níveis de consciência

Id: parte instintiva da mente; funciona a partir do impulso e do fazer. Ego: parte racional da mente que lida com a realidade, mediando conflitos entre o id e o superego. Superego: consciência moral, valores aprendidos com os pais; age como princípio da moralidade e julga o que é certo ou errado.

Consciente: parte da mente a que temos acesso direto — o que está acontecendo no momento. Pré‑consciente: conteúdos que não estão no presente, mas podem ser lembrados facilmente (ex.: nome da professora da 5.ª série). Inconsciente: parte mais profunda da mente; lá ficam guardados sonhos, traumas, medos e lembranças.

Indústria Cultural e Escola de Frankfurt

Indústria Cultural foi conceituada por Theodor Adorno e Max Horkheimer, da Escola de Frankfurt, na década de 1940. Adorno e Horkheimer foram críticos que uniram marxismo, sociologia, psicanálise e filosofia para analisar a sociedade moderna — especialmente o capitalismo, a cultura e a razão; eram alemães.

Críticas centrais

  • Originalidade: Adorno afirmava que a indústria cultural acaba com a originalidade. Ex.: uma novela em que duas pessoas se conhecem, se apaixonam, brigam e voltam no final — essa repetição indica falta de originalidade e um propósito fácil de consumo.
  • Valor moral: o valor moral é banalizado; coisas sérias tornam‑se entretenimento superficial. A indústria cultural vende comportamentos, desejos e estilos de vida como se fossem naturais (ex.: glorificação do consumo exagerado).
  • Produção em grande escala: criar muitos produtos culturais iguais ou parecidos, de forma rápida e repetitiva, para um público amplo com objetivo principal de lucro. Essa produção em massa transforma cultura em produto de fábrica, leva ao consumo sem reflexão e à alienação; não produz crítica nem relata tempo ou sentimento com técnica.

Hannah Arendt e a 'banalidade do mal'

Hannah Arendt foi uma filósofa e teórica política de origem judaica, nascida na Alemanha; é considerada uma das pensadoras mais importantes do século XX. Teve de fugir do nazismo por ser judia e dedicou‑se a entender política, totalitarismo, liberdade e responsabilidade moral.

Arendt foi autora do livro A Banalidade do Mal. Em 1961, foi enviada pelo jornal The New Yorker para cobrir o julgamento de Adolf Eichmann, em Jerusalém. Eichmann foi um dos principais organizadores da logística do Holocausto nazista — ele cuidava de mandar milhões de judeus para campos de concentração.

Termos e conceitos (definições no texto)

  • Boçal: alguém grosseiro, sem sensibilidade.
  • Ignorante: que não tem conhecimento ou entendimento.
  • Superficial: que não aprofunda as ideias; raso.
  • Antissemita: que tem ódio ou preconceito contra judeus.
  • Eugenia.

Totalitarismo e mecanismos de controle

Totalitarismo é um tipo de regime político em que o Estado controla totalmente a vida das pessoas, sem permitir liberdade individual, oposição política ou pensamento crítico.

  • Herança/Monarquia.
  • Propaganda: uso controlado da informação para manipular a opinião pública.
  • Medo: o medo é usado para calar a população, causando terror e recorrendo à segurança pública (policiais).
  • Inimigo em comum: o regime cria um “inimigo inventado” para unir o povo e justificar a violência.

Cenário de crise: o povo, com medo e desesperado, aceita líderes autoritários que prometem “ordem”, usando a crise como justificativa para controle total.

Immanuel Kant e o Esclarecimento (Iluminismo)

Immanuel Kant influenciou profundamente a filosofia moderna, especialmente nos campos da ética, da razão e do conhecimento. É considerado um dos fundadores da filosofia moderna.

Esclarecimento (Iluminismo)

O Esclarecimento busca libertar as pessoas da ignorância e da autoridade cega (especialmente religiosa e política), promovendo o uso da razão. Em suma: pensar por si mesmo, questionar autoridades e tradições, agir com autonomia e ter coragem para usar a razão sem tutor.

Conceitos kantianos

  • Menoridade intelectual: não usar a própria razão; depender dos outros para pensar e decidir, acomodando‑se nessa dependência.
  • Autoconsciência: capacidade de perceber‑se como alguém que pensa, sente, escolhe e age.
  • Autonomia de pensamento: liberdade racional de pensar por si mesmo, sem depender de autoridades, costumes ou do medo.
  • Imperativo: na filosofia moral de Kant, é uma ordem da razão que nos diz o que devemos fazer por dever. O imperativo categórico é a formulação universal do dever.
  • Imperativo hipotético: é uma regra condicional, baseada em objetivos ou interesses particulares — uma norma que depende do que se quer alcançar.

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