Biofilme e Patogênese das Doenças Periodontais

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Formação de Biofilme Bacteriano Subgengival: Possui maior espessura, presença de biofilme aderido à superfície dental e não aderido, fluido gengival, exsudato inflamatório e sangue, que são responsáveis pela nutrição bacteriana.

Meio Bucal com Saúde: Presença de bactérias aeróbias Gram-positivas (Gram+), com 90% de presença de cocos.

Meio Bucal em Doença: Presença de bactérias anaeróbias Gram-negativas (Gram-), com redução do número de cocos.

Microrganismos Subgengivais Associados às Doenças Periodontais: Agentes citotóxicos (que agem na reabsorção óssea) e enzimas (como colagenase, hialuronidase, condroitinase e proteases, que agem na destruição do colágeno).

Matéria Alba: Não é capaz de gerar doença e não possui aderência ao dente.

Depósitos de Cálculo: Biofilme bacteriano mineralizado, aderido a superfícies rugosas do dente.

  • Cálculo Supragengival: Possui aderência em esmalte, é mais presente na junção cemento-esmalte e apresenta coloração amarelada.
  • Cálculo Subgengival: Exige maior pressão lateral para ser removido e possui coloração marrom.
  • Diferença entre eles: Coloração, aderência, composição e dureza.

A Formação de Cálculo: O uso de pirofosfato na saliva; quanto maior a sua presença, menor será a mineralização do cálculo.

Patogênese das Doenças Periodontais: Envolve a agressão bacteriana e a resposta inflamatória imunológica. São caracterizadas como processos inflamatórios e infecciosos (nem sempre), sendo representadas pelas Gengivites e Periodontites.

Mecanismos de Defesa da Gengiva: Descamação celular do epitélio da gengiva, migração de leucócitos através do epitélio juncional e sulco gengival, e fluido gengival.

Lesão Inicial: Apresenta saúde clínica (sadia/normal). Ocorre após 2 dias de acúmulo de placa, possui inflamação exsudativa aguda, presença de neutrófilos, macrófagos e linfócitos no tecido conjuntivo (células inflamatórias). Ocorre no epitélio juncional (a doença periodontal começa no fundo do sulco) e há perda de colágeno perivascular.

Lesão Precoce: Caracterizada como Gengivite, ocorre 7 dias após o acúmulo de placa. Há presença de infiltrado com linfócitos e neutrófilos. Não sangra. O epitélio juncional ainda está aderido ao dente, com início de proliferação no sentido lateral. Clinicamente, o tecido gengival apresenta-se edemaciado, avermelhado, com alteração na forma e contorno, além de aumento no fluido gengival.

Lesão Estabelecida: Caracterizada como Gengivite, com acúmulo de biofilme bacteriano por 21 dias ou mais. Há intensificação da inflamação e sangramento (epitélio sulcular e juncional ulcerado). Em 6 meses de acúmulo, os plasmócitos começam a aparecer. O epitélio perde a continuidade (úlcera, porém não perde inserção; osso e epitélio estão íntegros). O epitélio juncional não está aderido à superfície dental. Há presença de alças. Clinicamente, apresenta sangramento, edema, alteração do contorno gengival, podendo ocorrer aumento gengival/hiperplasia, presença de pseudobolsa ou bolsa gengival, sem perda de inserção.

Lesão Avançada: Caracterizada como Periodontite. Plasmócitos predominam na lesão, com presença de linfócitos, macrófagos e neutrófilos. Inflamação crônica fibrótica. A lesão está se espalhando lateral e apicalmente. Ocorre perda contínua de colágeno com fibrose em áreas distantes. Presença de tecido de granulação, perda de inserção, formação de bolsa periodontal e retração gengival.

Diferença de Bolsa de Periodontite: Na radiografia, é possível observar a perda de inserção óssea (retração gengival) e, no exame clínico, há presença de bolsa com a margem gengival na junção cemento-esmalte. Na Gengivite, a bolsa apresenta edema (cobrindo a superfície do dente) e na radiografia não é notada reabsorção óssea.

Na Periodontite:

  • Bolsa Supraóssea: A perda tecidual é uniforme, o epitélio juncional forma a base da bolsa e do sulco, e a perda óssea é horizontal.
  • Bolsa Infraóssea: Há perda de inserção, o epitélio juncional (base da bolsa) migra apicalmente à crista alveolar. Ocorre reabsorção óssea vertical e profundidades desiguais, pois a velocidade de perda óssea é diferente; há uma retração óssea.

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