Biomassa: Da Fonte Primária à Matriz Energética Moderna

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MANOEL REGIS LIMA VERDE LEAL

A biomassa foi, durante milênios e até um passado relativamente recente, a grande fonte de energia primária da humanidade. Na sua forma vegetal, a mais importante, nada mais é que um artifício da natureza para armazenar a energia solar: as plantas, através da fotossíntese, combinam o dióxido de carbono do ar e a água do solo para produzir carboidratos de vários tipos, que constituem os tecidos vegetais e têm um razoável valor energético (ao contrário de seus formadores, CO2 e água).

Ela ainda é a principal fonte de energia primária em muitos países em desenvolvimento (94% em Uganda). Esse valor é significativo, uma vez que a energia hidráulica, nossa principal fonte de geração de eletricidade, contribui com apenas 14%.

Classificação da Biomassa Energética

Os cientistas e técnicos dividem a biomassa energética em dois grandes grupos:

  • Biomassa Tradicional: Essencialmente lenha e outros resíduos naturais.
  • Biomassa Moderna: Biomassa produzida com tecnologias adequadas, como florestas plantadas e cana-de-açúcar.

Em nível mundial, essa forma de energia participa com cerca de 11% na matriz de energia primária; mas, quando se faz a separação acima, a biomassa moderna representa apenas 2% dessa matriz.

O Conceito de Cogeração e Tecnologias de Combustão

Na primeira alternativa, é recomendável que se utilize o conceito de cogeração e que se produza calor de processo associado com a geração de energia elétrica. As tecnologias para isso estão amplamente desenvolvidas e em estado avançado de maturidade comercial, utilizando a combustão direta da biomassa em fornalhas adequadamente projetadas e construídas. Essa alternativa, que poderia quase dobrar a energia elétrica gerada por uma certa quantidade de biomassa, quando comparada com a combustão direta, está tecnicamente próxima e economicamente distante de conseguir um lugar no mercado de energia.

Desafios para a Escala Comercial

Até na escala de planta-piloto, o desenvolvimento já está em um nível muito satisfatório, mas o salto para a escala comercial está difícil de ser viabilizado devido, principalmente, aos vultosos investimentos necessários para implantar uma planta comercial ou mesmo de demonstração. Talvez o recente ressurgimento do interesse e investimentos no desenvolvimento da gaseificação do carvão (como uma forma de reduzir as emissões de CO2 na geração de eletricidade) venha ajudar a tecnologia de gas

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