Camadas da Terra, Rochas, Estrutura Geológica e Solos
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Camadas da Terra
Crosta: Esta camada superficial e sólida da Terra pode atingir até cerca de 60 km de profundidade. Sua espessura é variável, sendo mais espessa nos continentes e mais fina sob os fundos oceânicos.
Manto: A composição química dessa camada é rica em silício e magnésio, razão pela qual é denominada SIMA.
Núcleo externo: Em estado físico fluido, sua composição é principalmente de ferro e níquel, o que lhe confere a denominação NIFE.
Núcleo interno: Em estado físico sólido, com estrutura cristalina e temperatura em torno de 4000 ºC, também composto de níquel e ferro.
Deriva Continental e a Pangeia
Alfred Wegener publicou a teoria da deriva continental, que defendia a hipótese de que, até a era Paleozóica (no período carbonífero), os continentes permaneceram unidos na Pangeia, evidenciada por mudanças climáticas dramáticas registradas em alguns continentes. Na era Mesozóica iniciou‑se o processo de separação dos continentes, formando a Laurásia e a Gondwana. A partir da era Mesozóica os continentes foram adquirindo os contornos atuais.
Importância da Consolidação Mineral
A solidificação dos elementos minerais é importante porque eles constituem a estrutura fundamental das rochas, que formam a base da crosta terrestre.
Rochas
Rochas magmáticas (ígneas)
Resultam da consolidação e cristalização do magma. Podem ser:
- Intrusivas (plutônicas): o magma solidifica no interior da crosta terrestre; a solidificação é lenta. Ex.: granito.
- Extrusivas (vulcânicas): o magma solidifica na superfície da crosta; a solidificação é rápida. Ex.: basalto.
Rochas metamórficas
Formam‑se no interior da crosta terrestre por transformações de rochas preexistentes devido à pressão e à temperatura. Exemplos de transformações:
- arenito → quartizito
- silte → ardósia
- calcário → mármore
- granito → gnaisse
Rochas sedimentares
Resultam dos processos erosivos que agem sobre as estruturas rochosas da crosta. Podem ser classificadas em:
- Clásticas ou detríticas: formadas por detritos de rochas preexistentes, como o arenito, formado por grãos de areia.
- Orgânicas: formadas pela acumulação de substâncias químicas derivadas de organismos vivos (ex.: certos tipos de calcário) ou pela transformação de substâncias orgânicas (restos de vegetais e animais), como o carvão.
- Químicas: resultam de alterações químicas por fatores externos, como a água ou gases (ex.: alguns tipos de calcário).
Estrutura Geológica
A estrutura geológica pode ser definida como o conjunto de rochas e tipos de rocha que formam o subsolo terrestre. Existem três tipos principais de estruturas:
Escudos
Constituem a porção mais rígida da crosta terrestre, formados por rochas ígneas de consolidação intrusiva e de épocas geológicas antigas, ou por material sedimentar dobrado (plataformas) em épocas paleozóicas.
Bacias sedimentares
Sofrem lento abatimento (afundamento), gerando depressões que são preenchidas por sedimentos. Nos depósitos de bacia, sedimentos mais recentes são depositados sobre sedimentos antigos, que ficam preservados da erosão predominante na superfície. Nas eras Paleozoica, Mesozóica e Cenozoica, as bacias sedimentares são mais jovens que os escudos cristalinos.
Cadeias orogênicas
Formadas por dobramentos modernos (orogênese) que ocorreram no final da era Mesozóica e no início da Cenozoica, originando superfícies de elevada altitude, grande instabilidade tectônica e relativamente pouco desgaste pela erosão.
Estrutura geológica do Brasil
A estrutura geológica do Brasil apresenta dois grandes tipos: escudos cristalinos e bacias sedimentares. São áreas importantes porque abrigam jazidas de minerais metálicos (ferro, manganês e cobre) associadas a embasamentos cristalinos formados em eras antigas (Arqueozoica), bem como jazidas petrolíferas e de carvão mineral relacionadas a rochas sedimentares e metamórficas formadas em épocas posteriores (Proterozoica e outras).
Formação e Classificação dos Solos
Formação do solo a partir da rocha:
- Solo jovem — litossolo: perfis pouco desenvolvidos (A, R).
- Solo raso — cambissolo: perfis rasos (A, R; formação de B e C).
- Solo maduro — podzólico: perfil mais desenvolvido, por exemplo: O (matéria orgânica), A (horizonte mineral superficial), B (subsolo), C (material original), R (rocha).
Classificação dos solos
Os solos podem ser classificados em:
- Zonais: apresentam horizontes bem formados (A, B, C); solos bem formados e maduros. Ex.: podzólico.
- Interzonais: resultam de alterações locais das rochas, com forte influência do relevo.
- Azonais: são solos recentes, com ausência do horizonte B; suas origens incluem:
- Aluviais: resultantes do transporte de sedimentos pela água (erosão e deposição).
- Eluviais: resultantes da desagregação ou decomposição das rochas na sua região de origem (ex.: litossolos e cambissolos).