Capitalismo, alienação e políticas sociais no Brasil

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As relações existentes entre os homens, embora tenham proporcionado o progresso econômico-social, produziram também a alienação, a exploração do homem pelo homem e as desigualdades sociais. As relações conflituosas entre capital e trabalho designaram a questão social, a qual foi enfatizada a partir do século XIX, com a contribuição da teoria marxista.

Alienação e exploração

O capitalismo promove, além da exploração, a alienação do homem. Segundo Marx, a alienação econômica e social priva o trabalhador de decidir o que faz e como faz; separa o homem do produto do seu trabalho, possibilitando a exploração, e separa o homem de seu semelhante, gerando relações de competição. Essas formas de alienação dão origem à divisão do trabalho, à propriedade privada e à divisão da sociedade em classes.

Organização dos trabalhadores e políticas sociais

Devido à exploração crescente e ao agravamento dos problemas sociais — fatores inerentes ao capitalismo — os trabalhadores começaram a se organizar em movimentos e lutas em busca de melhores condições de vida e trabalho. A classe trabalhadora desempenhou um papel significativo na conquista de seus direitos e na implantação de políticas sociais pelo Estado capitalista. Dessa forma, evidencia-se que as políticas sociais implantadas nos países capitalistas devem-se às constantes exigências das classes populares.

Condições de trabalho e urbanização

Antes de 1930, as condições de trabalho eram precárias devido à falta de uma legislação trabalhista. A partir da Revolução de 1930, o Brasil experimentou um período de maior desenvolvimento econômico; porém, a concentração de pessoas nas áreas urbanas levou a problemas sociais como assistência, habitação, saúde, educação, saneamento básico, renda e infraestrutura.

Principais problemas sociais decorrentes da urbanização:

  • Assistência
  • Habitação
  • Saúde
  • Educação
  • Saneamento básico
  • Renda
  • Infraestrutura
  • Entre outros

Intervenção do Estado e a influência de Keynes

O Estado liberal negava-se a intervir na economia e na realização de atividades sociais de caráter obrigatório. A partir de 1930, John Maynard Keynes, em suas obras, forneceu aos governantes instrumentos necessários para a economia recuperar seu poder de produção e aumentar o nível de emprego. A partir dessa época, a base da economia passou a incluir a intervenção do Estado na economia.

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