Capitalismo, Socialismo e Globalização: Origens e Fases

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Capitalismo

Capitalismo é um sistema econômico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção e pela existência de mercados livres. Na historiografia ocidental, a ascensão do capitalismo é comumente associada ao ocaso do feudalismo, ocorrido na Europa no final da Idade Média. Outras condições comumente associadas ao capitalismo são: a presença de agentes que investem em troca de um lucro futuro; o respeito a leis e contratos; a existência de financiamento, moeda e juro; a ocupação de trabalhadores segundo um mercado de trabalho. As sociedades modernas possuem, em geral, economias mistas, adotando conceitos análogos aos capitalistas, com restrições.

O capitalismo moderno e, segundo muitos economistas, mais próximo do ideal, começa com a Revolução Industrial e as chamadas revoluções "burguesas", marcadamente a Revolução Gloriosa inglesa, a Independência dos EUA e a Revolução Francesa. Certos autores, como Braudel, defendem, no entanto, que o capitalismo remonta à expansão da economia-mundo durante o Renascimento.

As cinco fases do capitalismo

Pré-capitalismo (mercantilismo)

Pré-capitalismo - (Não é uma fase) Período da economia mercantil, em que a produção se destina a trocas e não apenas ao uso imediato. Não se generalizou o trabalho assalariado; havia trabalhadores independentes que vendiam o produto de seu trabalho, mas não seu trabalho. Os artesãos eram donos de suas oficinas, ferramentas e matéria-prima.

Capitalismo comercial

Capitalismo Comercial - Apesar de predominar o produtor independente (artesão), generaliza-se o trabalho assalariado. A maior parte do lucro concentrava-se na mão dos comerciantes, intermediários, não nas mãos dos produtores. Lucrava mais quem comprava e vendia a mercadoria, não quem produzia.

Capitalismo industrial

Capitalismo Industrial - O trabalho assalariado se instala, em prejuízo dos artesãos, separando claramente os possuidores de meios de produção e o exército de trabalhadores.

Capitalismo financeiro

Capitalismo financeiro - O sistema bancário e grandes corporações financeiras tornam-se dominantes e passam a controlar as demais atividades.

Capitalismo informacional

Capitalismo informacional - Fase atual. O capitalismo continua industrial e financeiro, mas sua característica principal é a importância do conhecimento.

Socialismo

Socialismo refere-se a qualquer uma das várias teorias de organização econômica advogando a propriedade pública ou coletiva e administração dos meios de produção e distribuição de bens e de uma sociedade caracterizada pela igualdade de oportunidades/meios para todos os indivíduos, com um método mais igualitário de compensação[1]. O socialismo moderno surgiu no final do século XVIII, tendo origem na classe intelectual e nos movimentos políticos da classe trabalhadora que criticavam os efeitos da industrialização e da sociedade sobre a propriedade privada. Karl Marx afirmava que o socialismo seria alcançado através da luta de classes e de uma revolução do proletariado, tornando-se a fase de transição do capitalismo para o comunismo[2][3]

O mundo pós-Segunda Guerra

O mundo depois da Segunda Guerra Mundial é muito diferente daquele que existia antes da guerra, nos anos 1930. Caem as potências europeias e sobem as superpotências: Estados Unidos e União Soviética. A polarização ideológica entre o socialismo soviético e o capitalismo americano é a principal marca do pós-guerra. O planeta começa a se dividir em áreas de influência. O primeiro fato político importante do pós-guerra foi a criação da Organização das Nações Unidas, a ONU. "A origem da Organização das Nações Unidas está ligada ao trauma provocado pela Segunda Guerra Mundial, que matou mais de 17 milhões de pessoas. Em 1945, 52 países assinaram a Carta das Nações Unidas com a intenção de preservar a paz recém-conquistada. Entre estes países estava o Brasil. A primeira assembleia geral da ONU aconteceu em Londres no ano seguinte e foi precedida pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Osvaldo Aranha; daí surgiu a tradição de o Brasil abrir todos os anos a Assembleia Geral das Nações Unidas."

Sob a liderança de Fidel Castro, Camilo Cienfuegos e Ernesto “Che” Guevara, um pequeno grupo de aproximadamente 80 homens se espalhou em diversos focos de luta contra as forças do governo. Entre 1956 e 1959, o grupo conseguiu vencer e conquistar várias cidades do território cubano. No último ano de luta, conseguiram finalmente depor o governo de Fulgêncio Batista e estabelecer um novo regime pautado na melhoria das condições de vida dos menos favorecidos.

Entre outras propostas, o novo governo defendia a realização de uma ampla reforma agrária e o controle governamental sobre as indústrias do país. Obviamente, tais proposições contrariavam diretamente os interesses dos EUA, que responderam aos projetos cubanos com a suspensão das importações do açúcar cubano. Dessa forma, o governo de Fidel acabou se aproximando do bloco soviético para que pudesse dar sustentação ao novo poder instalado.

No colapso do socialismo real soviético, conseguiu-se sepultar no Leste Europeu o regime dito do Socialismo Real (designação cunhada pelo secretário-geral do Partido Comunista da URSS, Leonid Brejnev). Essa façanha foi possível em vista da retirada das tropas soviéticas do Afeganistão, onde estavam lutando contra os mujahideen, os guerreiros muçulmanos, desde 1980 (recuo esse que foi uma confissão pública do fracasso militar do Exército Vermelho).

O afrouxamento da tensão mundial, que já vinha se manifestando desde a segunda metade dos anos 1970, acelerou-se ainda mais com o término da Guerra Fria. Situação que, em larga parte, deveu-se à adoção da política da glasnost e da perestroika — as reformas liberalizantes e democratizantes comandadas por Mikhail Gorbachev na União Soviética, a partir de 1986.

Com o colapso do sistema coletivista, naufragaram as doutrinas vindas dos tempos de Karl Marx (morto em 1883) que apostavam na construção de sociedades igualitárias por meio de uma economia planificada e sob controle de um partido único. No seu lugar difundiram-se, a partir dos Estados Unidos, as teorias da escola neoliberal a favor do mercado, inspiradas em economistas como Friedrich Hayek (A Estrada da Servidão, 1944), filósofos como Karl Popper (A Sociedade Aberta e seus Inimigos, 1945) e cientistas como Michael Polanyi (A Lógica da Liberdade, 1951), que se opunham à presença do Estado na economia e em diversos aspectos da vida em sociedade.

Globalização

Globalização é um fenômeno social que ocorre em escala global. Esse processo consiste em uma integração, em caráter econômico, social, cultural e político, entre diferentes países.

A globalização é oriunda de evoluções ocorridas, principalmente, nos meios de transporte e nas telecomunicações, fazendo com que o mundo "encurtasse" as distâncias. No passado, para a realização de uma viagem entre dois continentes eram necessárias cerca de quatro semanas; hoje esse tempo diminuiu drasticamente. Um fato ocorrido na Europa chegava ao conhecimento dos brasileiros 60 dias depois; hoje a notícia é divulgada quase em tempo real.

O processo de globalização surgiu para atender ao capitalismo, e principalmente aos países desenvolvidos, de modo que estes pudessem buscar novos mercados, tendo em vista que o consumo interno se encontrava saturado.

A globalização é a fase mais avançada do capitalismo. Com o declínio do socialismo, o sistema capitalista se tornou predominante no mundo. A consolidação do capitalismo iniciou a era da globalização, principalmente econômica e comercial.

A integração mundial decorrente do processo de globalização ocorreu em razão de dois fatores principais:

  • Inovações tecnológicas — principalmente nas telecomunicações e na informática, que promoveram o processo de globalização. A partir da rede de telecomunicação (telefonia fixa e móvel, internet, televisão, aparelho de fax, entre outros) foi possível a difusão de informações entre empresas e instituições financeiras, ligando os mercados do mundo.
  • Incremento no fluxo comercial mundial — fator impulsionado pela modernização dos transportes, especialmente o marítimo, pelo qual ocorre grande parte das transações comerciais (importação e exportação). O transporte marítimo possui elevada capacidade de carga, que permite também a mundialização das mercadorias, isto é, um mesmo produto é encontrado em diferentes pontos do planeta.

O processo de globalização estreitou as relações comerciais entre países e empresas. As multinacionais ou transnacionais contribuíram para a efetivação do processo de globalização, tendo em vista que essas empresas desenvolvem atividades em diferentes territórios.

Outra faceta da globalização é a formação de blocos econômicos, que buscam se fortalecer em um mercado cada vez mais competitivo.

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