Características, Funções e Gestão de Destinos Turísticos
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Características dos Destinos Turísticos
Espaço Geográfico Homogêneo:
- Identidade própria.
- Elementos característicos comuns e agregadores que o distingam de outros destinos.
- Permitir objetivos do planeamento.
- Capacidade administrativa.
- Características que permitam a integração.
Centralidade:
- O destino e as atrações constituem o principal motivo para a deslocação.
- É a principal motivação para a viagem e um elemento central do processo.
- O visitante desloca-se porque é no destino que pretende ter a experiência turística.
- Existência de massa crítica mínima, isto é, o número mínimo de pessoas com capacidade para desencadear qualquer processo de desenvolvimento.
Oferta Estruturada:
- Organizar e diversificar a oferta para responder às expetativas dos visitantes.
- Só assim será possível proporcionar uma experiência agradável ao maior número de turistas e proporcionar satisfação máxima.
- Identificar os recursos e acrescentar valor criando novos produtos.
Existência de Marca: Criação de uma marca/imagem atrativa que simbolize a oferta e classifique o destino nos mercados emissores.
Comercialização Conjunta: O destino deve juntar-se para, de forma articulada, a montante como a jusante promover uma atividade de comercialização vertical (incluindo vários negócios) e estar presente com base numa visão estratégica ou num plano comum.
Funções do Destino
Competitividade Internacional: O destino deve ter capacidade para atrair investimento/visitantes, ser um local de referência para encontros de caráter internacional.
Desenvolvimento Econômico “Superior”: Rentabilidade econômica dos investimentos públicos/privados.
Qualidade de Vida dos Residentes: Relação amigável entre turistas e residentes.
Satisfação dos Visitantes: Experiências agradáveis, memoráveis que façam com que os turistas queiram regressar. Com o atual nível competitivo é crucial ter clientes fidelizados que regressem ano após ano.
Componentes do Destino
Atrativos: Elementos que desencadeiam o processo turístico.
Produtos: Seleção dos atrativos valorizados e geradores de utilidade na forma de experiências. Incluem elementos tangíveis (preço, qualidade e informação), de coerência (segurança e limpeza) e de hospitalidade (receção, acompanhamento e simpatia).
Áreas Críticas na Gestão dos Destinos
1 – Infraestruturas e Recursos:
- Capacidade de investimento.
- Desenvolvimento de infraestruturas.
- Formação e motivação de recursos humanos.
2 – Atividades e Processos:
- Planeamento.
- Desenvolvimento de estratégias de marketing.
- Qualidade dos processos.
- Criação de valor sobre os recursos.
3 – Relações: Residentes:
- Turistas e organizações.
- Satisfação dos residentes do destino.
- Satisfação dos turistas e dos visitantes.
4 – Resultados (Econômicos):
- Sustentabilidade econômica.
- Estrutura econômica.
- Impacto econômico da atividade turística.
- Nível dos preços.
- Rentabilidade econômica.
- Diversificação/Especialização.
- Sazonalidade.
- Competitividade do destino.
5 – Resultados: Sustentabilidade Social: Nível de rendimento da população.
6 – Resultados: Sustentabilidade Ambiental:
- Patrimônio natural e biodiversidade.
- Urbanismo, planeamento e construção.
Grelha de Indicadores e Sinais de Declínio
Grelha de Indicadores: Os dados para a conceção de indicadores devem ser:
- Recentes e atualizados.
- Credíveis e de fácil compreensão.
- Significativos no que concerne à evidência de sinais de declínio.
- Eficazes no objetivo de alertar os decisores para o risco.
Sinais de Declínio:
- Redução do número de turistas.
- Redução da dimensão da estada média.
- Redução do número de dormidas.
- Redução da despesa turística per capita.
- Degradação do espaço físico e público.
- Excessiva concentração dos fluxos turísticos – forte sazonalidade.
- Ausência de infraestruturas adequadas da oferta.
- Redução da qualidade de vida dos turistas que visitam o destino.
- Ameaça dos concorrentes.