Características e Parasitoses de Insetos e Ácaros

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Características Gerais de Insetos

Exoesqueleto: Corpo dividido em cabeça, tórax e abdome; Três pares de patas – podem ou não apresentar asas.

Metamorfose

Metamorfose Completa

Os animais com metamorfose completa são chamados holometábolos: passam por várias fases até atingirem a forma adulta. Tanto a forma e estrutura do corpo como os hábitos de vida mudam bastante durante os estágios de desenvolvimento. Um exemplo muito conhecido é o da borboleta.

Metamorfose Incompleta

Os insetos com metamorfose incompleta são chamados hemimetábolos. Quando eclode o ovo, nascem formas imaturas, as larvas ou ninfas, que precisam completar seu desenvolvimento até se tornarem adultos, também chamado imago. A fase de larva (ninfa) dos hemimetábolos não apresenta diferenças no hábito de vida em relação ao adulto, além disso, não possuem pupa. Alguns exemplos são libélulas e mosquitos, cujas ninfas têm vida aquática e adquirem asas na forma adulta.

Hematofagia e Saúde Pública

Existe uma relação estreita entre a dinâmica da transmissão de doenças e as características biológicas e ecológicas destes vetores. A longevidade (de dias a anos), a capacidade reprodutiva (de dezenas a milhares de novos insetos gerados por fêmea), as preferências alimentares (seres humanos, animais) e os hábitos (local e horário de maior atividade) destes vetores determinam a importância relativa do artrópode como transmissor de uma doença infecciosa e as peculiaridades da transmissão (maior durante o dia, ou à noite ou em determinadas épocas do ano). Variáveis ambientais como disponibilidade de água, chuvas, temperatura, umidade e altitude podem influenciar no ciclo dos agentes infecciosos nos artrópodes ou no desenvolvimento dos próprios vetores.

Os insetos hematófagos em geral transmitem os agentes infecciosos por inoculação através da pele, durante a alimentação, diretamente no sangue, como ocorre com os mosquitos (malária, febre amarela, dengue, filariose). Os triatomíneos (Doença de Chagas), contudo, transmitem o agente infeccioso quando defecam após a alimentação e a inoculação ocorre por contaminação de mucosas e de área de pele lesada com os resíduos fecais através do ato de coçar.

Miíase

Infestação dos tecidos do homem por estágios larvais de moscas. Estas larvas se desenvolvem no interior ou sobre o corpo do hospedeiro. Se alimentam de tecidos do hospedeiro (vivo ou necrosado), substâncias corporais líquidas, alimentos ingeridos pelo hospedeiro.

  • Primária: Na miíase primária, a mosca invasora hematófaga (como a mosca-varejeira) coloca seus ovos sobre a pele sadia. Eles posteriormente invadem o tecido sadio e se desenvolvem na forma de larvas. Tal infestação é popularmente conhecida por "bicheira".
  • Secundária: Na secundária, a mosca, em geral do tipo não parasitário, deposita suas larvas na pele ou mucosas já não sadia, ou seja, que apresenta feridas ou ulcerações. Tais larvas se desenvolvem em virtude da necrose tecidual, visto que os tecidos estão em decomposição.
  • Acidentais: Quando os tecidos do homem não são o local adequado ao desenvolvimento da larva.

Transmissão: Direta - lesões no hospedeiro atraem a oviposição (cheiro pútrido). Assaduras, frieiras, extração dentária, leishmaniose etc.

Bioterapia

Utilização de larvas vivas de moscas para limpeza de feridas crônicas ou infectadas:

  • Remoção do tecido necrosado (que as larvas ingerem).
  • Queda do risco de infecção (substâncias bactericidas).
  • Processo de cicatrização - secreção de agentes com propriedades cicatrizantes (alantoína e ureia).
  • Alcalinização do pH da ferida (secreção de amônia e carbonato de cálcio).
  • Liquefação de tecido necrosado.
  • Ingestão de bactérias.
  • Baixo custo – Uso veterinário – evita utilização de medicamentos que mudam a qualidade da carne.

Remoção por Asfixia

A extração do parasita pode ser feita de várias formas, entre elas a asfixia do parasita, cortando o acesso de oxigênio. É comum o uso de um plástico sobre o local em que se encontra a erosão causada pelo parasita, assim, uma vez coberto o local, a larva projeta sua cabeça para fora da pele do hospedeiro em busca de oxigênio, facilitando assim a detecção da larva e a remoção dela.

Miíase Primária - Foresia

Assim que emergem da pupa, os adultos realizam a cópula. Posteriormente, as fêmeas da Dermatobia hominis capturam insetos (inseto forético) em pleno voo ou durante o pouso em animais vertebrados e realizam a postura de seus ovos sobre eles, preferencialmente na região abdominal. Após determinados dias, as larvas de primeiro estágio (L1) já estão formadas. Quando o inseto forético se aproxima de um humano/animal para se alimentar ou descansar, as larvas são estimuladas pelo calor do hospedeiro, gás carbônico e odores da pele. Elas saem dos ovos e penetram ativamente na pele do hospedeiro. O berne fica com a parte respiratória (espiráculo) voltada para a parte exterior da pele e com a parte anterior imersa na derme. A larva de terceiro estágio abandona o hospedeiro, cai no chão, onde se infiltra transformando-se em pupa, iniciando o ciclo novamente.

Sarna

A sarna é causada por um ácaro. Esse parasita se alimenta de queratina, uma proteína que constitui a camada superficial da pele. A coceira característica da sarna é resultado de uma reação alérgica do corpo à presença dos ácaros. O contágio por sarna se dá unicamente e exclusivamente por meio do contato íntimo com a pele de uma pessoa infectada ou, também, por meio de roupas.

Tungiose

A tungiose é causada por pulgas de areia, Tunga penetrans. Parasitam na pele, alimentando-se de sangue. A liberação de ovos para o meio ambiente ocorre após a fêmea fertilizada fazer saltos de até 35 cm de altura até penetrar na pele de um animal ou pessoa de sangue quente.

A patogênese da tungiose deve-se ao efeito irritante das excretas parasitas e à compressão dos tecidos circundantes por uma pulga em crescimento. Após a morte e rejeição do parasita, o reparo tecidual começa.

Pediculose

Doença parasitária causada por piolhos: seres sugadores de sangue que vivem e se reproduzem na superfície da pele e dos pelos. Pode ser confirmada pela presença de lêndeas ou piolhos no couro cabeludo. As lêndeas são mais comuns e fáceis de achar e representam os ovos dos piolhos; já o piolho é o parasita.

A pediculose pode ser classificada como do corpo e a pediculose púbis (chato). A infestação se dá por meio de contato direto, destacando-se as situações de aglomeração. A pediculose do corpo é adquirida pelo uso compartilhado de roupas. Já a pubiana pode ser adquirida por via sexual.

É comum no sexo feminino devido aos cabelos longos. O principal sintoma é a coceira, que de tão intensa, pode provocar pequenos ferimentos na cabeça, atrás das orelhas e nuca. Ainda é possível visualizar o parasita e seus ovos (lêndeas) no couro cabeludo do paciente acometido.

  • Na pediculose do corpo são encontradas escoriações, pápulas, pequenas manchas hemorrágicas e pigmentação, principalmente no tronco, na região glútea e abdome.
  • Na pediculose pubiana (chamada de chato), há prurido e são encontradas manchas violáceas, escoriações e crostas hemorrágicas na região. Pode ocorrer também infecção secundária em qualquer região.
  • Na pediculose do couro cabeludo é comum o aparecimento de ínguas atrás das orelhas e nuca.

Lêndea é o nome dado aos ovos do piolho.

Tratamento com Óleo e Cremes

O creme ou o óleo vai tampar as aberturas respiratórias dos piolhos, e sem respirar, os piolhos vão morrer.

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