CEI e o Fim da URSS: Perestroika e Impactos
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CEI: economia de transição do socialismo ao capitalismo
CEI: economia de transição do socialismo para o capitalismo. Motivos: criar uma federação no lugar do antigo regime autoritário soviético, centralizado pelo governo de Moscou. A maioria dos povos não russos da União Soviética desejava se tornar independente do domínio de Moscou, mas, uma vez autônomos, esses povos perceberam que havia a necessidade de oficializar laços econômicos uns com os outros para poderem continuar a se desenvolver.
Grande herdeira do Império Soviético
Grande herdeira do Império Soviético:
- Equipamentos: armas;
- Setor aeroespacial;
- Infraestrutura e serviços;
- Economia e matéria‑prima.
Devido ao esfacelamento da URSS, boa parte dos armamentos foi destinada a outros países. A Rússia, por se considerar a grande herdeira, disputa com outros países a posse desses equipamentos.
Duração e integração da CEI
A CEI tem-se estruturado de forma distinta da União Europeia. Inicialmente houve forte integração econômica (chegando a discutir moeda única) e até político‑militar; com o tempo, ocorreu uma maior autonomia de cada país membro. Portanto, não é certo que a CEI venha a se fortalecer ou mesmo a perdurar nas primeiras décadas do século XXI. A grande crise que, desde os anos 1990, vem assolando a economia russa — a mais importante entre os Estados da região — afetou também as demais economias integrantes.
Aspectos físicos
Devido à grande extensão territorial, a CEI torna‑se praticamente autossuficiente em recursos naturais:
- Petróleo;
- Potencial hidrelétrico;
- Carvão;
- Minério de ferro;
- Outras matérias‑primas.
Invernos rigorosos e transporte
Invernos rigorosos: por ser congelada a maior parte do ano, a região dificulta a prática da agricultura. As chuvas, que são raras e mal distribuídas, agravam o problema.
O inverno rigoroso afeta também os meios de transporte, pois o congelamento da superfície da água interrompe a navegação fluvial durante vários meses. No verão, o rápido degelo em algumas áreas provoca sérias dificuldades às ferrovias e rodovias. A construção dessas vias exige materiais apropriados, capazes de resistir ao inverno e ao constante desgaste causado pelo clima, o que transformou o setor de transportes em um problema estrutural.
Perestroika e o fim da URSS
A Perestroika e o fim da URSS:
Devido à burocratização imposta pela URSS, os maus resultados não se limitaram à agricultura e à indústria civil. Ocorreram muitas mortes de sovietes e de pessoas até mesmo do próprio Partido Comunista, em decorrência de tal centralização de poder. A União Soviética tornou‑se uma superpotência no setor armamentista.
Mikhail Gorbachev, então secretário-geral do Partido Comunista, criou um processo de reestruturação da URSS. A perestroika foi uma proposta econômico‑geopolítica para superar os limites do socialismo herdados da Revolução de Outubro: era um projeto de reestruturação e modernização, com a meta de tornar o país novamente uma potência mundial. Simplificadamente, a perestroika pretendia tornar a economia soviética menos concentrada entre os setores militar e civil, desviando recursos para bens de consumo e para a agricultura, em vez de mantê‑los canalizados quase exclusivamente para o setor militar.
Isso explica por que Gorbachev negociou com os Estados Unidos: ele queria reduzir a corrida armamentista para poder realocar recursos em apoio às reformas internas. Devido ao atraso na competitividade tecnológica e na robotização, a perestroika também combatia o centralismo excessivo e a ineficiência burocrática.
Do Império Russo à URSS
Do Império Russo à URSS:
Em fevereiro de 1917, o czar Nicolau II foi obrigado a abdicar de seu trono na capital São Petersburgo. O poder foi assumido por Alexandre Kerensky, considerado fraco, o que fortaleceu o Partido Bolchevique (que viria a ser o Partido Comunista). Kerensky foi deposto. Liderados por Vladimir Ilitch Ulianov, vulgo Lênin — que pregava que todo o poder deveria ser exercido pelos sovietes e defendia o fim da participação russa na Primeira Guerra Mundial — os bolcheviques chegaram ao poder, revigorando o exército e fortalecendo o Estado.
Lênin estatizou os meios de produção do país, confiscou antigas propriedades da nobreza e da Igreja Ortodoxa, promoveu reforma agrária e assinou tratados que retiraram a Rússia da guerra. O fortalecimento de Lênin aumentou o poder dos bolcheviques, que chegaram a controlar e extinguir os sovietes. A expressão “pátria em perigo” foi usada para justificar massacres contra a oposição; esses atos serviram para exterminar adversários políticos em nome da guerra contra o estrangeiro. O Partido Comunista se firmou, dando origem a uma burocracia que administrava os bens públicos de acordo com um plano econômico. Com parte da população deixando o trabalho, o governo decidiu criar a primeira Constituição russa, formando a URSS e anexando novos territórios.
O fim da URSS
O fim da URSS: a perestroika e a glasnost enfrentaram forte resistência e terminaram após um frustrado golpe militar em 1991, além de três tipos de oposição ou pressão:
- «Linha dura»: camadas dominantes que se sentiam prejudicadas pela abertura econômica e política;
- «Progressistas»: que pressionavam Gorbachev para acelerar as reformas da perestroika e da glasnost, criticando o ritmo considerado lento da abertura para a economia de mercado e para a democratização;
- Outras pressões políticas e sociais que exigiam mudanças, contribuindo para a crise do regime.
De fato, até agosto de 1991 a maior parte dos recursos do país era destinada à fabricação de armamento militar; discutia‑se um tratado para dar mais autonomia aos países integrados. A tentativa do golpe militar de 1991, que visava depor Gorbachev e instaurar uma junta, pretendia impedir a assinatura desse tratado e frear a continuidade da política de abertura. Porém, houve uma rápida e maciça reação popular: o povo foi às ruas e enfrentou tanques, paralisando as tropas enviadas para controlar edifícios públicos.
O resultado do golpe foi o oposto do pretendido: em vez de manter a integridade da URSS e impedir novas aberturas na vida política, o golpe acelerou a desagregação do país, gerou novas aberturas e provocou o fim do próprio Partido Comunista da União Soviética.