Ciclo das rochas, solo e tipos de metamorfismo

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Ciclo das rochas e transformações

1º transformação das rochas ígneas em sedimentares: Esse processo de transformação do solo por agentes externos é denominado intemperismo e o seu resultado são as rochas sedimentares.

2º transformação das rochas sedimentares em metamórficas: O processo de aquecimento e endurecimento das rochas é chamado de metamorfismo.

2º transformação das rochas sedimentares em metamórficas: O processo de aquecimento e endurecimento das rochas é chamado de metamorfismo.

Horizontes do solo

  • Horizonte O: Camada orgânica superficial. Drenado, com cor escura.
  • Horizonte A: Constituído, basicamente, de rocha alterada e húmus, sendo a região onde se fixa a maior parte das raízes e vivem organismos decompositores e detritívoros.
  • Horizonte E (ou B): Camada mineral constituída de quantidade reduzida de matéria orgânica, com acúmulo de compostos de ferro e minerais resistentes, como o quartzo. Pode ser atingido por raízes mais profundas.
  • Horizonte C: Camada mineral pouco ou parcialmente alterada.
  • Horizonte R: Rocha não alterada que deu origem ao solo.

Propriedades biológicas do solo

Nutrição e proteção das plantas: processos biológicos essenciais ao ciclo de nutrientes do solo.

  • Amonificação: micro-organismos que transformam a matéria orgânica em compostos mais simples e assimiláveis pelas plantas.
  • Bactérias fixadoras de nitrogênio: contribuem para a disponibilidade de N no solo.
  • Micorrizas: importância: facilitam a decomposição da matéria orgânica, liberam nutrientes e contribuem para a melhoria das características físicas do solo.

Propriedades químicas do solo

  • Carga elétrica
  • Composição química (concentração de nutrientes)
  • pH
  • Carbono orgânico
  • CTC (capacidade de troca catiônica)

Porosidade, umidade e aeração do solo

A porosidade corresponde à porção de espaços ocupados por líquidos e gases em relação ao espaço ocupado pela massa do solo. A porosidade influencia diretamente a umidade e a aeração.

  • Solo argiloso: maior quantidade de poros, geralmente de menor calibre.
  • Solo arenoso: maior calibre de poros, com drenagem mais rápida.

Propriedades físicas do solo

  • Densidade: relacionada às práticas de manejo do solo.
  • Estrutura: estado de agregação do solo.
  • Consistência: dependente da umidade do solo.
  • Água do solo: essencial para processos vitais das plantas e micro-organismos.

Estrutura do solo

A estrutura do solo é o arranjo das partículas primárias (areia, silte, argila) em agregados. Refere-se ao tamanho, forma e aspecto do conjunto de agregados que aparecem naturalmente no solo.

Fatores de formação do solo

Principais fatores: material de origem, clima, relevo, organismos e tempo de atuação. Os processos de formação do solo incluem adição, remoção, translocação e transformação.

Rochas metamórficas

Rochas com foliação: gnaisse, xisto, ardósia.

Rochas sem foliação: quartzito, mármore.

Tipos de metamorfismo

Metamorfismo regional (dinamotermal)

Desenvolve-se em grandes extensões e profundidades na crosta e está relacionado a cinturões orogênicos nos limites de placas convergentes. As transformações metamórficas são geradas pela ação combinada da temperatura, pressão litostática e pressão dirigida, atuantes durante milhões de anos. O fluxo de calor pode ser intenso, com gradientes geotérmicos elevados, de até 60 °C/km.

Metamorfismo de contato (termal)

Influenciado principalmente pela temperatura. Caracteriza-se junto ao contato com intrusões magmáticas que fornecem calor a uma sequência de rochas encaixantes (sedimentares, metamórficas ou magmáticas).

Metamorfismo dinâmico (cataclástico)

Desenvolve-se em faixas longas e estreitas nas adjacências de falhas ou zonas de cisalhamento, onde pressões dirigidas intensas causam movimentações e rupturas na crosta. A energia envolvida reduz a granulação das rochas, formando materiais com intensidade variável.

Metamorfismo de soterramento

Ocorre em bacias sedimentares em subsidência, resultado do soterramento de espessas sequências de rochas sedimentares e vulcânicas a profundidades onde a temperatura pode chegar a 300 °C ou mais, devido ao fluxo de calor na crosta.

Metamorfismo hidrotermal

Resultado da percolação de águas quentes ao longo de fraturas e espaços intergranulares das rochas. É um processo metassomático, com trocas iônicas entre a água quente e as paredes das fraturas. Os minerais perdem estabilidade e recristalizam-se sob temperaturas entre 100 °C e 370 °C.

Metamorfismo de fundo oceânico

Ocorre próximo aos rifts das cadeias meso-oceânicas, onde a crosta recém-formada e quente interage com a água fria do mar através de processos metassomáticos e metamórficos térmicos.

Metamorfismo de impacto

Ocorre em extensões reduzidas na crosta terrestre, em locais submetidos ao impacto de grandes meteoritos. A energia do impacto é dissipada em ondas de choque que fraturam e deslocam as rochas, formando crateras de impacto, e em calor (podendo alcançar até 5000 °C), que vaporiza o meteorito e funde as rochas.

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