Ciclos Biológicos e Diagnóstico de Parasitoses Veterinárias

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Questão 11: Espirocercose

Na espirocercose, os nódulos se abrem na luz do esôfago e os ovos são eliminados pelo tubo digestivo junto com as fezes. Ocorre a ingestão dos ovos por um besouro coprófago (Hospedeiro Intermediário - HI), onde se desenvolverá a L3 infectante. Esses besouros podem ser ingeridos por um hospedeiro paratênico (anfíbios, répteis, aves ou roedores), onde a larva fica encistada. O cão se infecta ingerindo o HI ou o hospedeiro paratênico. As L3 são liberadas no estômago, atravessam as paredes gástricas, chegando às artérias gástricas e à aorta (em 2 semanas). Cerca de 12 semanas depois, a L4 atinge o esôfago.

Questão 12: Patogenia e Aborto

Ocorre a redução da produção de IFN-γ, a reativação dos cistos e a liberação dos taquizoítos. Esse processo leva à multiplicação dos parasitas na placenta, lesão placentária, infecção do feto, nutrição e oxigenação insuficiente e, consequentemente, ao aborto.

Questão 13: Ciclo da Neosporose

Oocistos não esporulados de N. caninum são excretados no ambiente pelas fezes dos hospedeiros definitivos infectados. Através de condições ambientais favoráveis, esses oocistos tornam-se esporulados. Ao serem ingeridos pelo hospedeiro intermediário, atingem a luz intestinal e são liberados nas células da parede do intestino, passando a se chamar taquizoítos.

Estes se dividem rapidamente por endodiogenia e podem atingir quaisquer células do organismo do hospedeiro, como: hepatócitos, células epiteliais renais, macrófagos, fibroblastos, miócitos e células nervosas, causando severas lesões. Com a resposta imune do hospedeiro, os taquizoítos diferenciam-se em bradizoítos, forma de multiplicação lenta contida em cistos teciduais. Uma queda da imunidade do hospedeiro poderia provocar a reativação dos bradizoítos e o rompimento do cisto. Quando ocorre a ingestão destes cistos pelo hospedeiro definitivo, os bradizoítos iniciarão o processo de penetração no epitélio intestinal, dando origem às formas resultantes da multiplicação assexuada e sexuada do parasito. Em seguida, ocorre a liberação de oocistos não esporulados no ambiente, reiniciando o ciclo.

Questão 14: Vias de Transmissão

  • Ingestão de alimentos e água contaminada;
  • Objetos contaminados;
  • Transmissão transplacentária;
  • Transfusão sanguínea;
  • Consumo de carne mal cozida.

Questão 15: Epidemiologia e Diagnóstico da Babesiose Bovina

De um modo geral, nas áreas consideradas endêmicas, os bovinos se infectam com Babesia sp. nos primeiros meses de idade, quando estão imunes devido aos anticorpos obtidos através do colostro. Este aspecto pode dificultar a identificação da origem dos anticorpos detectados em levantamentos sorológicos, uma vez que os testes não diferenciam anticorpos colostrais de uma resposta imune ativa. Por esta razão, recomendam-se estudos de incidência/prevalência em terneiros (bezerros) com idade superior aos 9 meses, quando desaparecem os anticorpos colostrais.

Os testes sorológicos mais empregados nos estudos epidemiológicos são:

  • Teste de Imunofluorescência Indireta (RIFI);
  • Hemaglutinação Indireta;
  • ELISA.

Com estas provas, é possível estimar a probabilidade de ocorrência de surtos de babesiose a partir do conhecimento da taxa de anticorpos em um determinado rebanho.

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