Classificação de Baltimore e Morfologia Fúngica

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Morfologia dos Ascocarpos (Ascomycota)

O Ascocarpo (ou ascoma) é a estrutura cuja parede externa é composta por hifas monocarióticas (estéreis) chamadas paráfises. Existem vários tipos de ascocarpos:

  • Apotécio: Constituído por pé e taça.
  • Peritécio: Contém paráfises e tem a forma de uma pera. Os ascósporos podem ser multicelulares (como em Sordaria).
  • Cleistotécio: Estrutura globosa dentro da qual se formam os ascos.
  • Pseudotécio: Semelhante ao peritécio, mas contendo um ostíolo na parte superior.

Alguns Ascomycota apresentam ainda a formação de ascos sem ascocarpo, conhecidos como ascos nus.

Classificação de Baltimore: Estratégias de Replicação Viral

Classe I: dsDNA (DNA de cadeia dupla)

Replicação e transcrição semelhantes ao genoma do hospedeiro. A DNA polimerase pode ser do hospedeiro ou do vírus. Ex: HSV (Herpes Simplex Vírus), fagos lambda e T4.

Classe II: ssDNA (+) (DNA de cadeia simples, sentido positivo)

A cadeia complementar é sintetizada, formando um intermediário de dsDNA. Este intermediário é utilizado para transcrição (por enzimas celulares) e replicação. Após a replicação de ambas as cadeias, a cadeia (–) é descartada e a cadeia (+) serve como genoma.

Classe III: dsRNA (RNA de cadeia dupla)

Os viriões contêm RNA polimerases dependentes de RNA (que não existem em células), chamadas replicases, que transcrevem o genoma (produzem a cadeia (+)) aquando da entrada no hospedeiro. A replicação do genoma para empacotamento nos viriões-filhos é feita pela mesma enzima.

Classe IV: ssRNA (+) (RNA de cadeia simples, sentido positivo)

O genoma funciona diretamente como mRNA e é utilizado para sintetizar, entre outras proteínas, a replicase. A replicase permite a “transcrição” do genoma para a cadeia (–), que serve como modelo para a síntese de muitas cadeias (+), utilizadas tanto como mRNA quanto como genoma.

Classe V: ssRNA (–) (RNA de cadeia simples, sentido negativo)

O virião contém a replicase que sintetiza a cadeia (+) para servir de mRNA e de modelo para a síntese de mais cadeias (–) (genoma).

Classe VI – Retrovírus: ssRNA (+)

Têm a particularidade de se replicarem através de um intermediário de dsDNA. O virião transporta uma enzima, a transcriptase reversa, que promove a síntese de uma cópia do genoma em dsDNA logo que entra na célula. Este dsDNA é então integrado no cromossoma/genoma do hospedeiro. De cada vez que aquela região é transcrita pela maquinaria celular, forma-se uma cópia do genoma viral, que pode seguir para síntese proteica como mRNA por ser ssRNA (+). O virião também contém outra enzima, uma endonuclease, que degrada o genoma do vírus logo após este ser reversamente transcrito para impedir a sua tradução antes de a cópia em dsDNA ser inserida no genoma do hospedeiro.

Classe VII: dsDNA

A transcrição é feita da mesma forma que o genoma do hospedeiro, mas a replicação é realizada por um intermediário de RNA utilizando a transcriptase reversa.

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