Classificação e Características dos Grupos de Plantas
Briófitas
As briófitas são plantas pequenas, geralmente com alguns poucos centímetros de altura, que vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados. O corpo do musgo é formado basicamente de três partes ou estruturas:
- Rizoides: filamentos que fixam a planta no ambiente em que ela vive e absorvem a água e os sais minerais disponíveis nesse ambiente;
- Cauloide: pequena haste de onde partem os filoides;
- Filoides: estruturas clorofiladas e capazes de fazer fotossíntese.
Reprodução: No esporófito, possui uma haste e uma cápsula. No interior da cápsula, formam-se os esporos. Quando maduros, os esporos são liberados e podem germinar no solo úmido. Cada esporo, então, pode se desenvolver e originar um novo musgo verde — a fase sexuada chamada gametófito.
Pteridófitas
As pteridófitas incluem exemplos de plantas como avencas e samambaias. Atualmente, a importância das pteridófitas para o interesse humano restringe-se, principalmente, ao seu valor ornamental. É comum casas e jardins serem embelezados com samambaias e avencas, entre outros exemplos.
Ao longo da história evolutiva da Terra, as pteridófitas foram os primeiros vegetais a apresentar um sistema de vasos condutores de nutrientes. Isso possibilitou um transporte mais rápido de água pelo corpo vegetal e favoreceu o surgimento de plantas de porte elevado.
Ciclo de vida: Das folhas ocorre uma meiose e formam-se esporos; depois, ocorre uma germinação e surge um protalo hermafrodita. Surge um anterídio, que se fecunda, e depois o arquegônio desenvolve-se, formando um zigoto e, posteriormente, uma samambaia jovem.
Gimnospermas
As gimnospermas são plantas terrestres que vivem, preferencialmente, em ambientes de clima frio ou temperado. Exemplos: pinheiros, sequoias e ciprestes. As gimnospermas possuem raízes, caule e folhas. Possuem também ramos reprodutivos com folhas modificadas chamadas estróbilos.
Em muitas gimnospermas, como os pinheiros e as sequoias, os estróbilos são bem desenvolvidos e conhecidos como cones — o que lhes confere a classificação no grupo das coníferas. Há produção de sementes: elas se originam nos estróbilos femininos. No entanto, as gimnospermas não produzem frutos. Suas sementes são "nuas", ou seja, não ficam encerradas em frutos.
Ciclo de vida: O estróbilo masculino produz pequenos esporos. O estróbilo feminino produz estruturas denominadas óvulos. No interior de um óvulo maduro, surge um grande esporo. Quando um estróbilo masculino se abre e libera grande quantidade de grãos de pólen, esses grãos se espalham no ambiente e podem ser levados pelo vento até o estróbilo feminino. Então, um grão de pólen pode formar uma espécie de tubo, o tubo polínico, onde se origina o núcleo espermático, que é o gameta masculino. O tubo polínico cresce até alcançar o óvulo, no qual introduz o núcleo espermático. No interior do óvulo, o grande esporo que ele abriga se desenvolve e forma uma estrutura que guarda a oosfera, o gameta feminino. Uma vez no interior do óvulo, o núcleo espermático fecunda a oosfera, formando o zigoto.
Angiospermas
As angiospermas produzem raiz, caule, folha, flor, semente e fruto. Considerando essas estruturas, perceba que, em relação às gimnospermas, as angiospermas apresentam duas "novidades": as flores e os frutos.
Órgãos de proteção: Envolvem as peças reprodutoras propriamente ditas, protegendo-as e ajudando a atrair animais polinizadores. O conjunto dos órgãos de proteção designa-se perianto. Uma flor sem perianto diz-se nua.
- Cálice: conjunto de sépalas, as peças florais mais parecidas com folhas, pois geralmente são verdes. A sua função é proteger a flor quando em botão. A flor sem sépalas diz-se assépala. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto (tépalas) e for semelhante a sépalas, diz-se sepaloide. Neste caso, diz-se que o perianto é indiferenciado.
- Corola: conjunto de pétalas, peças florais geralmente coloridas e perfumadas, com glândulas produtoras de néctar na sua base para atrair animais. A flor sem pétalas diz-se apétala. Se todo o perianto for igual (tépalas) e for semelhante a pétalas, diz-se petaloide. Também neste caso, o perianto se designa indiferenciado.
Órgãos de reprodução: Folhas férteis modificadas, localizadas mais ao centro da flor e designadas esporófilos. As folhas férteis masculinas formam o anel mais externo e as folhas férteis femininas o interno.
- Androceu: parte masculina da flor, é o conjunto dos estames. Os estames são folhas modificadas, ou esporófilos, pois sustentam esporângios. São constituídas por um filete (corresponde ao pecíolo da folha) e pela antera (corresponde ao limbo da folha).
- Gineceu: parte feminina da flor, é o conjunto de carpelos. Cada carpelo, ou esporófilo feminino, é constituído por uma zona alargada oca inferior designada ovário, local que contém óvulos. Após a fecundação, as paredes do ovário formam o fruto. O carpelo prolonga-se por uma zona estreita, o estilete, e termina numa zona alargada que recebe os grãos de pólen, designada estigma. Geralmente, o estigma é mais alto que as anteras, de modo a dificultar a autopolinização.
português com um tamanho de 5,94 KB