Combustíveis Fósseis e Aquíferos: Tipos e Características

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Carvão Mineral

Carvão: o carvão é uma complexa e variada mistura de componentes orgânicos sólidos, fossilizados ao longo de milhões de anos, como ocorre com todos os combustíveis fósseis. Sua qualidade, determinada pelo conteúdo de carbono, varia de acordo com o tipo de estágio dos compostos orgânicos. A turfa, de baixo conteúdo carbonífero, constitui um dos primeiros estágios do carvão, com teor de carbono na ordem de 43%; o linhito apresenta um índice que varia de 60% a 75%; o carvão betuminoso, mais utilizado como combustível, contém cerca de 75% a 85% de carbono e é o mais puro dos carvões; o antracito apresenta um conteúdo carbonífero superior a 90%. Da mesma forma, os depósitos variam de camadas relativamente simples e próximas da superfície do solo — e, portanto, de fácil extração e baixo custo — a complexas e profundas camadas, de difícil extração e custos elevados.
O carvão mineral é o mais abundante dos combustíveis fósseis, com reservas da ordem de um trilhão de toneladas, o suficiente para atender a demanda atual por mais duzentos anos.
No Brasil, as principais reservas estão localizadas no sul do país, no Rio Grande do Sul, que detém mais de 90% das reservas nacionais.
No entanto, o uso energético do carvão mineral ainda é bastante restrito, representando apenas 6,6% da matriz energética brasileira. Entre outras restrições, os altos teores de cinza e enxofre são os principais responsáveis pelo baixo índice de aproveitamento do carvão no Brasil.

Petróleo: Origem e Ocorrência

Sob essa teoria, existem algumas evidências de que o petróleo possa ter sido formado pela transformação de matéria orgânica proveniente da superfície terrestre, a qual foi depositada na forma de sedimentos em regiões anóxicas (sem oxigênio) no passado geológico, constituindo uma acepção ortodoxa e ainda muito popular para a origem do petróleo.

Ocorrência

O petróleo é encontrado sobretudo ao longo de grandes estruturas presentes na crosta terrestre, sendo que a tais estruturas associam-se falhas profundas que comunicam com o Manto da Terra, isto é, zonas de subducção, colisão continental (limites de placas convergentes) e riftes (limites de placas divergentes). Nesses locais, formam-se bacias sedimentares, que possuem rochas reservatórios (permeáveis) e rochas selantes (impermeáveis).
As reativações tectônicas ocorridas ao longo da evolução das bacias sedimentares permitem a ascensão de hidrocarbonetos primordiais através de importantes falhas. Bactérias interagem com hidrocarbonetos acumulados, do que podem resultar óleos com diversos tipos de qualidades (leves ou pesados).

Condições

O petróleo é encontrado sobretudo ao longo de grandes estruturas presentes na crosta terrestre, sendo que a tais estruturas associam-se falhas profundas que comunicam com o Manto da Terra, isto é, zonas de subducção, colisão continental (limites de placas convergentes) e riftes (limites de placas divergentes). Nesses locais, formam-se bacias sedimentares, que possuem rochas reservatórios (permeáveis) e rochas selantes (impermeáveis).
As reativações tectônicas ocorridas ao longo da evolução das bacias sedimentares permitem a ascensão de hidrocarbonetos primordiais através de importantes falhas. Bactérias interagem com hidrocarbonetos acumulados, do que podem resultar óleos com diversos tipos de qualidades (leves ou pesados).
A análise da maturação envolve a avaliação da história termal da rocha fonte de maneira a produzir predições da quantidade e cronologia da geração e expulsão dos hidrocarbonetos.
Finalmente, cuidadosos estudos de migração revelam informação sobre como hidrocarbonetos movem-se da fonte ao reservatório e ajudam a quantificar a fonte (ou "a cozinha") dos hidrocarbonetos em uma área em particular.
O reservatório é uma unidade litológica porosa e permeável ou conjunto de unidades que retém as reservas de hidrocarbonetos. A análise de reservatórios no mais simples nível requer uma avaliação da sua porosidade (para calcular o volume de hidrocarbonetos in situ) e sua permeabilidade (para calcular quão facilmente os hidrocarbonetos irão fluir fora dele). Algumas das disciplinas-chave usadas na análise de reservatórios são os campos da estratigrafia, sedimentologia e engenharia de reservatórios.

Aquíferos e Reservatórios de Água

Aquífero é uma formação geológica subterrânea que funciona como reservatório de água, sendo alimentado pelas chuvas que se infiltram no subsolo. São rochas com características porosas e permeáveis capazes de reter e ceder água. Fornece água para poços e nascentes em proporções suficientes, servindo como proveitosas fontes de abastecimento.
Uma formação geológica para ser considerada um aquífero deve conter espaços abertos ou poros repletos de água e permitir que a água tenha mobilidade através deles.

Aquífero é uma formação geológica subterrânea que funciona como reservatório de água, sendo alimentado pelas chuvas que se infiltram no subsolo. São rochas com características porosas e permeáveis capazes de reter e ceder água. Fornece água para poços e nascentes em proporções suficientes, servindo como proveitosas fontes de abastecimento.
Uma formação geológica para ser considerada um aquífero deve conter espaços abertos ou poros repletos de água e permitir que a água tenha mobilidade através deles.
Quanto ao tipo de rocha armazenadora, os aquíferos podem ser:

  • Aquíferos Porosos: esses tipos de aquíferos apresentam espaços vazios de pequenas dimensões (poros), por onde a água circula. Estão associados com rochas do tipo sedimentares consolidadas, solos arenosos e sedimentos inconsolidados. Representam o grupo de aquíferos mais importantes, devido ao grande volume de água que armazenam e também por serem encontrados em muitas áreas.
  • Aquíferos Fraturados ou Fissurados: são caracterizados por possuírem fraturas abertas que acumulam água. Estas fraturas representam o resultado de alguma deformação sofrida por uma rocha quando esta é submetida a esforços tensionais de natureza diversa. Os aquíferos fraturados estão associados com rochas do tipo ígneas e metamórficas.

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