Competência, Envelhecimento e Atividades da Vida Diária

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Competência

Competência tem sido descrita como competência física e cognitiva e está condicionada por três fatores:

  1. Educação, rendimento e idade.
  2. As relações sociais, o controlo interno, os estilos de vida e doença - fatores proximais para a competência.
  3. Sentimento subjetivo de competência.

Envelhecimento e Dependência

  • A perda da função é nos idosos a principal manifestação de doença.
    • Esta perda da função deteta-se pela perda da autonomia e pela aparição da dependência que, progressivamente, vão limitando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas idosas.
  • A dependência faz referência à autonomia física, psicológica e social.
  • A dependência funcional é referida por metade dos idosos, em pelo menos uma atividade de vida diária (ABVD) ou instrumental (AIVD), (e.g., Knover e Harrington, 2003).
  • Outros resultados de investigação apontam a disfuncionalidade como um dos principais motivos:
    • Institucionalização.
    • Abuso.
    • Sobrecarga do cuidador.

Envelhecimento e Atividades da Vida Diária

  • O conceito de Atividades de Vida Diária tem sido operacionalizado para ser avaliado em duas áreas:
  1. As Atividades Básicas de Vida Diária.
  2. As Atividades Instrumentais de Vida Diária.
As atividades da vida diária (AVDs) são habitualmente consideradas como as tarefas e desempenho ocupacional que o indivíduo realiza diariamente.
  • As AVDs são as manifestações das necessidades humanas básicas (NHB), com determinantes biológicos, sociais e culturais, e são elementos determinantes da autonomia do adulto e do idoso, tendo papel fundamental na sua qualidade de vida.
Três tipos de atividades da vida diária:
  • Básicas: autonomia para a realização das atividades mais básicas do autocuidado pessoal (ABVD).
  • Instrumentais: a autonomia para a realização das tarefas da vida diária (AIVD).
  • Avançadas: a autonomia para as atividades avançadas da vida diária (AAVD).
As atividades de vida diária são necessárias para o autocuidado pessoal e permitem a uma pessoa valer-se por si própria.
  • Medem os primeiros graus de dependência e quando afetadas podem conduzir à institucionalização. São e perdem-se por esta ordem: tomar banho, vestir-se, usar o WC, movimentar-se, ser continente e alimentar-se.
  • As atividades instrumentais (AIVD) são necessárias para poder viver na comunidade e para poder relacionar-se com os outros.
    • São mais complexas que as anteriores (ABVD) e podem perder-se antes. As mais habituais são: usar o telefone, cuidar da casa, preparar a comida, fazer compras, tratar dos assuntos económicos e usar os meios de transporte.
  • As atividades avançadas (AAVD) são ainda mais complexas que as instrumentais e são necessárias para a manutenção da vida social. Quando afetadas podem detetar os primeiros graus de deterioração, embora a pessoa possa continuar a ser independente. Consideram-se exemplos destas atividades, viajar e praticar desporto (Ruipérez Cantera, 2000).

Saúde e Variáveis Psicossociais ao Longo da Idade Adulta

  • Baixa satisfação conjugal associada a perda de peso em jovens adultos.
  • Maior satisfação conjugal associada a melhor saúde global, menor risco de mortalidade e menor reatividade cardiovascular durante o conflito conjugal na meia-idade.
  • Adultos mais dependentes nas atividades de vida diária tendem a ser mais velhos, terem mais limitações funcionais, menor saúde percebida e menor satisfação com as condições habitacionais do que adultos mais independentes nas atividades de vida diária.

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