Complicações do diabetes e condições associadas

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Microangiopatia

Na microcirculação: retinopatia (entre 5 e 10 anos de diabetes) e nefropatia (40% dos pacientes após 20 anos de diabetes). Além disso: catarata, glaucoma e ceratose de córnea (pode evoluir para úlcera).

Macroangiopatia

Inclui cardiopatia isquêmica, doença cerebrovascular (aterosclerose, arritmia) e doença vascular periférica. A doença vascular periférica ocorre em cerca de 40% dos pacientes com mais de 20 anos de diabetes.

Neuropatia

Ocorre em todo o corpo e é uma das manifestações mais comuns do diabetes. Manifestações:

  • Queimação;
  • Formigamento;
  • Pontadas, agulhadas, sensação de furadas;
  • Choques lancinantes;
  • Dor a estímulos não dolorosos (por exemplo: desconforto ao toque de lençóis);
  • Hiperalgesia;
  • Sensação alternada de frio e calor (esfriamento / aquecimento alternados);
  • Cãibras;
  • Fraqueza muscular.

Síndrome hiperglicêmica hiperosmolar não cetótica

É uma condição comum em pessoas com níveis muito elevados de glicemia, causada por grave falta de insulina. Pessoas com diabetes tipo 2 e hiperglicemia correm o risco de desenvolvê-la caso o nível de glicose fique sem tratamento. Hiperosmolar significa desidratação importante; nesse caso, administrar insulina e hidratar intensamente porque a célula está “seca”.

Pé diabético

É a denominação do pé em risco de úlcera nos portadores de diabetes. Trata-se de uma das mais temíveis complicações do Diabetes mellitus. As lesões são decorrentes da neuropatia periférica, da doença vascular periférica e de infecções.

Essas alterações, se não tratadas, podem evoluir para gangrena e amputações.

Metas de prevenção e manejo:

  • Educação do paciente;
  • Exame regular dos pés;
  • Identificação do risco neuropático e do risco vascular;
  • Medidas que podem contribuir para redução de lesões em até 50%.

DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica)

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) acomete os pulmões e causa dificuldade para respirar. É causada principalmente pelo tabagismo. Tem dois componentes principais:

  • Enfisema pulmonar — destruição dos alvéolos;
  • Bronquite crônica — inflamação dos brônquios.

Azotemia

Problema glomerular. É uma alteração bioquímica relacionada à elevação dos níveis do nitrogênio ureico sanguíneo (ureia) e da creatinina.

O aumento da ureia e da creatinina está relacionado com uma diminuição da taxa de filtração glomerular (TFG) — clearance de creatinina.

A azotemia é consequência de muitos distúrbios renais, mas também pode surgir de distúrbios extrarrenais. É uma característica típica tanto da lesão renal aguda quanto da crônica.

Insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca, também conhecida como insuficiência cardíaca congestiva, ocorre quando o coração não está bombeando sangue suficiente para atender às necessidades do corpo. Como resultado, fluido pode se acumular nas pernas, nos pulmões e em outros tecidos por todo o corpo.

A insuficiência cardíaca pode resultar da deterioração progressiva da função contrátil do miocárdio (disfunção sistólica) — refletida como diminuição da fração de ejeção (FE), a porcentagem do volume de sangue ejetado.

A insuficiência cardíaca também pode ser reconhecida como resultado da incapacidade da câmara cardíaca de expandir-se e ser preenchida de modo suficiente durante a diástole (disfunção diastólica), devido a, por exemplo, hipertrofia do ventrículo esquerdo, fibrose miocárdica, pericardite constritiva ou deposição de amiloide.

Os sintomas iniciais da insuficiência cardíaca esquerda estão relacionados à congestão e ao edema pulmonar e podem ser muito sutis. Inicialmente, tosse e dispneia (falta de ar) podem ocorrer somente ao esforço.

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