Conceitos Essenciais em Fitopatologia: Sintomas, Ciclo e Defesa
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Diagnóstico em Fitopatologia: ELISA Indireto
1. Princípio do Teste ELISA Indireto
Pergunta: O teste sorológico ELISA indireto, visto em sala de aula, baseia-se na detecção de qual molécula do patógeno?
Resposta: Proteína do patógeno.
2. Interpretação de Resultados (Exemplo PVX)
As amostras 1, 2, 3 e 4 apresentaram valores maiores que o controle negativo multiplicado por 2 (2x), indicando a presença da proteína do vírus Potato virus X (PVX).
Sintomas e Sinais de Doenças em Plantas
3. Definições Fundamentais
- Sintoma: Qualquer manifestação da planta a um agente nocivo.
- Sinal: Estruturas do patógeno exteriorizadas no tecido doente. Geralmente estão associados às lesões e ocorrem em um estágio mais avançado da infecção.
4. Tipos de Sintomas
4.1. Sintomas Morfológicos (Habituais)
Alteração no hábito de crescimento. Exemplos: Galhas, epinastia e nanismo.
4.2. Sintomas Lesionais
Destruição ou morte localizada das células. Exemplos: Manchas foliares, cancro e antracnose.
5. Exemplos de Lesões
- Cancro: Caracterizado por lesões necróticas nos tecidos corticais de caules, raízes e tubérculos.
- Tombamento (Damping-off): Caracteriza-se pelo tombamento de plântulas, resultado da podridão dos tecidos da base do caulículo.
- Escaldadura: Caracterizada pelo descoramento da epiderme e de tecidos adjacentes em órgãos.
6. Classificação e Definição de Sintomas
- Sintomas Plásticos: Anomalia no crescimento (hiperplasia ou hipertrofia).
- Sintomas Holonecróticos: Morte generalizada das células.
- Sintomas Primários: Ação direta do patógeno sobre os tecidos do órgão infectado.
- Sintomas Secundários: Observados em locais distantes do ponto de infecção (ex: murcha causada por obstrução vascular).
6.1. Sintomas Específicos
- Amarelecimento (Clorose): Causado pela destruição ou falta de clorofila.
- Encharcamento: Condições translúcidas dos tecidos devido ao acúmulo de água.
- Murcha: Estado flácido das folhas ou brotos devido à perda de turgor.
- Crestamento: Necrose de órgãos aéreos (folhas, flores, ramos).
- Galhas: Desenvolvimento anormal de tecidos (tumores).
7. Comparação do Ciclo da Doença: Fungos vs. Vírus
| Fase do Ciclo | Fungo | Vírus |
|---|---|---|
| Penetração | Invade ativamente os tecidos da planta ou entra por ferimentos. | Depende de vetores (ex: insetos) para entrar nas células. |
| Colonização | Libera toxinas que matam as células, colonizando tecidos mortos (necrótrofo). | Mantém as células vivas para poder se replicar (biotrófico). |
| Reprodução/Multiplicação | Forma esporos em tecidos mortos. | Multiplica-se nas células vivas e se move por plasmodesmas e floema. |
| Disseminação | Ocorre por esporos no solo, ar ou água. | É transmitido por vetores (ex: pulgões). |
| Sobrevivência | Persiste no solo como esporos ou em restos culturais. | Depende de plantas vivas ou vetores para se manter. |
8. Ciclo da Doença Fúngica em Frutos (Podridão)
- Penetração: A infecção começa com a penetração por ferimentos no fruto (rachaduras ou dano mecânico) ou por penetração ativa.
- Colonização: O fungo secreta enzimas degradativas (como pectinases e celulases) que rompem as paredes celulares, causando a maceração dos tecidos e levando à podridão.
- Reprodução: O fungo forma esporângios, permitindo a produção e liberação de esporos.
9. Período de Latência
O Período de Latência é o intervalo entre a infecção da planta e a produção dos primeiros esporos pelo patógeno. Plantas que apresentam um período de latência mais longo dificultam a multiplicação e a disseminação do patógeno.
10. Defesa da Planta: Tricomas
Tricomas são estruturas semelhantes a pelos presentes nas superfícies das plantas que atuam na proteção, dificultando a penetração de patógenos e limitando o contato direto com a epiderme.
Tipos e Funções
- Tricomas Não Glandulares: Barreira física contra a penetração.
- Tricomas Glandulares: Produzem substâncias tóxicas ou antimicrobianas, inibindo o crescimento de microrganismos.