Conceitos Fundamentais de Direito Administrativo e Estado
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ORDEM DO DIA 1
Definição de DireitoConjunto de princípios e normas legais que regem as relações humanas em sociedade, regulando a conduta dos seus membros e de terceiros. É uma ordem coercitiva que visa implementar os ideais para a sociedade. |
Definição de Direito AdministrativoÉ o ramo do direito público que regula a função administrativa do Estado. Preocupa-se com a limitação do poder da administração e a disciplina da relação jurídica com o cidadão. |
Definição de EstadoPessoa jurídica de direito público, capaz de exercer direitos ou poderes legais (competências) e obrigações. É dividido em poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. |
Definição de Estado de DireitoÉ um princípio jurídico que estabelece a subordinação à regra da lei e a supremacia da Constituição. |
O Estado possui personalidade jurídica? Justifique sua respostaSim, possui personalidade jurídica e pode exercer direitos e obrigações. |
Administração do Estado em Sentido OrgânicoConjunto de órgãos e agentes que visam satisfazer as necessidades públicas. |
Administração do Estado em Sentido FuncionalAtividade de gestão (exercício de poder) que visa satisfazer as necessidades públicas. |
O que é um Ministério?Órgãos superiores de cooperação com o Presidente da República nas funções da administração pública e na gestão dos seus respetivos setores. Têm como funções: fornecer e avaliar políticas e projetos, estudar e propor normas, alocar recursos e supervisionar. |
O que é uma Secretaria?Em cada ministério deve haver uma ou mais. Cabe-lhes coordenar a ação dos órgãos e serviços do setor público e exercer a administração interna do ministério. O secretário é o colaborador direto do ministro e detém a administração interna do ministério. |
Quem é o Prefeito (Regional)?O Prefeito presidirá o Conselho Regional e será responsável pela coordenação, supervisão ou superintendência dos serviços públicos criados por lei para exercer funções administrativas na região. |
O que é o Princípio da Legalidade?Todo o desenvolvimento da atividade administrativa do Estado deve estar dentro dos limites da lei. |
O que é o Princípio da Hierarquia?Afirma que existe uma unidade funcional na Administração. O topo da hierarquia é o Presidente da República, com todos os seus poderes. |
O que se entende por Centralização Administrativa?Concentração de poderes nos órgãos de direção ou em um corpo central, que absorve e concentra o poder. |
Princípio da Especialização na Organização Administrativa do EstadoSignifica que o aparelho de Estado é composto por instituições públicas com competência genérica ou específica (parcial). A competência pode ser atribuída a uma área específica ou a múltiplas áreas gerais. |
Quando um Órgão Público é Desconcentrado?Quando há delegação de um poder de ação para um órgão subordinado dentro da mesma pessoa jurídica. Não possui patrimônio ou personalidade jurídica próprios. |
Quando uma Organização é Descentralizada?Quando poderes públicos são transferidos para uma agência estatal dotada de personalidade jurídica própria. Pode ser funcional ou territorial. |
Quando um Órgão é Independente (Autônomo)?São órgãos autônomos do governo cujas autoridades não são de confiança do Presidente da República ou não estão subordinadas a ele. Características incluem:
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O que se entende por Pessoa Jurídica de Direito Público?É uma entidade criada por lei, que representa uma expressão do Direito e possui capacidade para exercer direitos e contrair obrigações. |
Elementos que Caracterizam uma Entidade Jurídica
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Definição de Serviço Público em Sentido RestritoAtividade do Estado que visa atender às necessidades sociais. São os meios pelos quais o Estado satisfaz as necessidades coletivas de forma contínua e regular. |
Significado de Atribuição de um Serviço PúblicoRefere-se ao quadro de pessoal (Recursos Humanos) que compõe o serviço público. |
O que é um Propósito Público?O objetivo da atividade de gestão que visa atender às necessidades do público. |
Classificação de Empresas Estatais por Regime JurídicoAs atividades do Estado são realizadas por:
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Organização Territorial DescentralizadaInclui Governos Regionais, Autarquias (Municípios), etc. |
Paralelo entre Governo Regional e Prefeito[Conteúdo não fornecido no original] |
O que é um Município?Entidade autônoma com personalidade jurídica e patrimônio próprio, cujo propósito é atender às necessidades da comunidade local e garantir a sua inclusão no desenvolvimento cultural, econômico e social. |
Por que o Município é um Organismo Independente (Autônomo)?Porque as suas autoridades não são designadas pela Presidência, não estão subordinadas a ela, possuem poderes de regulamentação e liberdade de execução orçamental. |
Quem é o Prefeito (Municipal)?É a autoridade máxima do município, responsável pela supervisão e direção. |
Funções Exclusivas dos Municípios
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Funções Opcionais dos Municípios[Conteúdo não fornecido no original] |
Poderes Municipais (Exemplos)Desenvolver, direta ou indiretamente, em conjunto com outros órgãos da administração do Estado, funções relacionadas a:
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Significado de Interesse PúblicoNecessidade que deve ser satisfeita por um órgão administrativo. É irrevogável e intransferível, e não faz parte do domínio privado. |
O que é uma Necessidade Pública?A necessidade torna-se pública quando a gestão dos recursos é assumida pelo Estado, garantindo igualdade de acesso, sem exclusão. Necessidades individuais podem ser assumidas pelo Estado através de subsídios. |
O que é a Autoridade Administrativa?A possibilidade de uma autoridade ou órgão administrativo exercer os seus poderes por si mesmo. São os meios à disposição do organismo para realizar as tarefas que lhe são confiadas por lei. |
O que é o Poder de Império (ou Coerção)?Autoridade de um órgão público para exigir diretamente o auxílio das forças de segurança para impor as suas resoluções. |
Princípio da LegalidadeTodo o desenvolvimento da atividade administrativa do Estado deve estar dentro dos limites da lei. |
Princípio da ResponsabilidadeObrigação de satisfazer, por si mesma ou por outra pessoa, a exigência de uma consequência jurídica decorrente de um ato ou omissão. |
Princípio da EficiênciaAs autoridades administrativas devem, no exercício da sua função, atuar de forma célere e eficaz, evitando atrasos desnecessários. |
Princípio da EficáciaGarante que os serviços públicos e outras agências estatais cumpram as suas funções e tarefas, alcançando os resultados esperados. |
Princípio da Continuidade da FunçãoA função administrativa deve ser contínua, garantindo a ininterruptibilidade dos serviços públicos. |
Princípio do Impulso Oficial (Unidade Processual)Impõe à administração a obrigação de exercer todas as etapas processuais, por iniciativa própria (ex officio), na prossecução do interesse público, sem que a falta de interesse especial do cidadão paralise o processo. Permite que a administração revogue atos de nulidade absoluta e ordene a produção de provas. |
Princípio do Impulso OficialGarante que os organismos públicos não devem esperar pela permissão de terceiros para impulsionar o processo administrativo. |
Princípio da Contestabilidade (ou Contraditório)O interessado tem direito à tutela jurisdicional efetiva e ao devido processo legal, podendo contestar atos administrativos. |
Princípio do ControleA agência estatal criada com a função de supervisionar o bom desempenho de outros serviços públicos. |
Princípio da ProbidadeExige que os funcionários públicos tenham uma conduta moral impecável, garantindo a primazia do interesse público sobre o privado. |
Princípio da Transparência (Geral)Promover a compreensão das noções básicas do conteúdo e das decisões administrativas. |
Princípio da PublicidadeObrigação do Estado de tornar públicas as suas decisões e atos. |
Princípio da SubsidiariedadeA ação do Estado deve ser limitada a atividades essenciais (segurança, justiça, proteção), permitindo que a sociedade civil e entidades menores atuem onde for possível. |
Princípio da ImparcialidadeIgualdade perante a lei. Proibição de ação arbitrária, garantindo que as instituições públicas não adotem resoluções arbitrárias. |
Princípio da Não ArbitrariedadeAs entidades públicas não podem tomar decisões arbitrárias, devendo sempre fundamentar seus atos na lei. |
Disposições Constitucionais do Princípio da LegalidadeO princípio da legalidade é constitucionalmente estabelecido nos artigos 6º e 7º (referência específica à constituição em questão, mantida). |
O que é Competência?É uma manifestação do princípio da legalidade, segundo a qual uma entidade pública só pode executar as funções designadas por lei. |
Características da Competência
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O que é Conflito de Competência?Ocorre quando duas entidades administrativas reivindicam o poder sobre determinado assunto (conflito positivo) ou quando uma entidade alega ter competência sobre uma questão que outra diz não ter (conflito negativo). |
O que é Desconcentração?É a transferência voluntária de funções ou poderes de um órgão superior para um órgão inferior, dentro da mesma pessoa jurídica. A legitimidade para agir provém do órgão superior, e não diretamente da lei. |
O que é Extensão da Competência?Em certos casos, a lei pode permitir que uma unidade territorial de um órgão público se torne competente para atuar fora do seu âmbito geográfico normal. |
Diferentes Formas de Controle Administrativo
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Os Tribunais controlam a atividade do Governo? Justifique sua respostaO controle judicial é uma forma de controle da legalidade, distinto do controle administrativo. Os tribunais controlam a legalidade dos atos do governo. |
Paralelo entre Controle e Contestação (Desafio)O Controle refere-se à fiscalização dos atos administrativos de acordo com as regras estabelecidas na lei. A Contestação (Desafio), em caso de irregularidade, garante ao interessado o direito à tutela jurisdicional efetiva e ao devido processo legal. |
Definição da Controladoria-Geral da República (CGR)Serviço especializado, autônomo e independente de todos os ministérios, autoridades e repartições públicas. Exerce a fiscalização da legalidade dos atos administrativos, monitora a receita e o investimento dos fundos do Tesouro, dos municípios e de outras agências. Examina e julga as contas dos responsáveis pela gestão patrimonial dessas entidades e mantém os registos da nação. |
Explique o Controle Prévio (Visto)É um controle preventivo exercido pela Controladoria, cuja função é analisar decretos executivos e outras decisões para verificar a sua constitucionalidade ou legalidade antes de se tornarem eficazes (Visto). |
Explique o Registro da Controladoria-Geral da República (CGR)Consiste no registro administrativo obrigatório na Controladoria, conforme exigido por lei. O controle prévio (registro) não impede a Controladoria de fiscalizar a legalidade. Se for encontrado um defeito, o órgão deve emitir um novo ato administrativo para remediá-lo. |
O que é o Direito à Tutela Jurisdicional Efetiva?Inclui o direito de acesso ao tribunal e a garantia de que os julgamentos serão executados. Abrange:
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Princípio da Transparência AtivaÉ dever dos órgãos da Administração do Estado disponibilizar certas informações ao público de forma proativa. A informação deve ser publicada em websites, atualizada na íntegra e em tempo hábil, permitindo fácil identificação e acesso rápido. |
Princípio da Transparência PassivaA informação pública que não é obrigatória de ser permanentemente disponível (online ou em balcões) será acessível a qualquer cidadão, mediante pedido. |
Princípio da RelevânciaPresume-se que todas as informações pertinentes estão na posse dos organismos da Administração do Estado, independentemente do seu formato, suporte, data de criação, origem, classificação ou procedimento. |
Princípio da Liberdade de InformaçãoSegundo o qual cada pessoa goza do direito de acesso à informação detida pelos órgãos da Administração do Estado, com as únicas exceções ou limitações estabelecidas pela legislação de quorum (ou lei qualificada). |
Princípio da Divisibilidade da InformaçãoSegundo o qual, se um ato administrativo contém informações que podem ser divulgadas e informações que devem ser retidas sob fundamento jurídico, o acesso deve ser concedido à primeira parte, e negado à segunda. |
Princípio da Máxima DivulgaçãoOs órgãos da Administração do Estado devem prestar informações nos termos mais amplos possíveis, excluindo apenas o que está sujeito a exceções constitucionais ou legais. |
Princípio da FacilitaçãoOs mecanismos e procedimentos de acesso à informação dos órgãos da Administração do Estado devem facilitar a realização do direito, excluindo requisitos ou exigências que possam dificultar ou impedir. |
Princípio da OportunidadeOs órgãos administrativos do Estado devem fornecer respostas aos pedidos de informações dentro dos prazos legais, com a maior celeridade possível e evitando qualquer tipo de burocracia dilatória. |
Princípio da Gratuidade (Livre Acesso)O acesso a informações dos órgãos do Governo do Estado é livre (gratuito), sem prejuízo do disposto na lei. |
Recurso por Negação de Informação PúblicaSe o prazo para entrega da documentação ou informação for negado, o requerente tem o direito de recorrer ao Conselho para a Transparência, solicitando apoio para o seu direito de acesso à informação. |
Informação que Afeta TerceirosA autoridade, órgão ou chefe de serviço, no prazo de dois dias úteis a contar da receção do pedido, deverá comunicar por correio registado à pessoa ou pessoas afetadas pela informação o direito de se opor à divulgação dos documentos solicitados, incluindo uma cópia do pedido em causa. |
Motivos de Sigilo ou Confidencialidade
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Processo de Reclamação por Não Entrega de InformaçõesApós a rejeição, o interessado deve apresentar uma reclamação ao Conselho para a Transparência no prazo de quinze dias. O reclamante deve apresentar provas da violação. O Conselho comunica o pedido ao órgão administrativo ou a terceiros interessados por carta registada. O terceiro interessado tem dez dias úteis para apresentar documentos ou provas. O Conselho pode realizar audiências. O Conselho decide se as causas de sigilo são legítimas ou se a informação é pública. A vítima pode apresentar uma queixa ao Tribunal de Apelação no prazo de 15 dias após a resolução do Conselho. |
O que é o Conselho para a Transparência?Empresa pública autônoma com personalidade jurídica e patrimônio próprio. Tem como objetivo promover a transparência na administração pública, fiscalizar o cumprimento das regras de transparência e garantir a divulgação de informações sobre os serviços públicos. |
Princípio da Igualdade Perante a LeiNo sentido clássico, significa que não há grupos privilegiados ou escravos, e nenhuma discriminação pode ser feita por razões sociológicas. |
Princípio da Proteção da Confiança LegítimaO Estado, na sua atuação, deve respeitar a expectativa ou as ações que o administrado realizou, convencido da validade ou estabilidade de uma situação jurídica, seja em resposta a ações do próprio Estado ou dos seus órgãos. |
Definição de Atividade Reguladora do EstadoEm um sistema de mercado, a regulação é a atividade de fiscalização das atividades livres dos agentes econômicos, atuando em casos de falha ou limitação do mercado, sempre protegendo o interesse público. |
O que é uma Falha de Mercado?Ocorre falha de mercado quando a ausência de controle resulta em um comportamento ou resultado que não está de acordo com o interesse público. |
O que é uma Externalidade?Prejuízo ou benefício experimentado por um grupo ou comunidade devido às ações de outras pessoas ou entidades (Ex: poluição é uma externalidade negativa). |
Diferentes Significados de Bem Público
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O que se entende por Autorregulação?É a determinação de regras ou normas que devem ser observadas por uma atividade ou setor, com o suporte do aparato estatal coercitivo, mas estabelecidas pela própria regulação privada. |
Princípio da PrecauçãoAtividade do Estado focada em prevenir riscos à saúde humana ou ao meio ambiente, mesmo na ausência de certeza científica. |
Princípio da Proporcionalidade na RegulaçãoAs medidas regulatórias não devem ser desproporcionais. Deve haver um equilíbrio entre a medida proposta e o bem ou direito afetado. |
O que é o Poder Sancionatório do Estado?Refere-se ao poder do Estado de impor sanções (penais ou administrativas) ou medidas de segurança, determinando as características da ação ilícita. |
Diferença entre Direito Penal e Sanções AdministrativasHá duas correntes: 1) Não há diferença substancial entre ilícito penal e contraordenacional. 2) A Constituição estabelece diferenças claras no tratamento do direito à liberdade e segurança pessoal, distinguindo os estatutos e garantias do Direito Penal e do Direito Administrativo Sancionador. |
Princípio da Tipicidade (Criminalidade) no Poder PunitivoSignifica que a conduta sancionada e a respetiva sanção devem estar baseadas na lei (Princípio da Reserva Legal), embora se admita a cooperação regulamentar. A punição deve ser escrita, a analogia não se aplica, e deve haver determinação clara do comportamento a inibir e da sanção aplicável. |
Princípio da Proporcionalidade no Poder PunitivoA punição deve ser racional e proporcional à ofensa cometida. |
Princípio da Culpa no Poder PunitivoRequer a correlação entre a gravidade da falta e a penalidade aplicada. Exige que o agressor assuma a responsabilidade pelo fato, ou seja, que tenha tido a oportunidade de impedir o ocorrido e não o tenha feito (dolo ou culpa). |
Princípio do Devido Processo Legal no Poder PunitivoExige que seja assegurado ao interessado o direito de defesa e que a conduta proibida e a punição merecida sejam objeto de um julgamento justo. |
Consequências do Princípio da Legalidade nas Sanções EstataisAs sanções devem ser estabelecidas por lei (Reserva Legal). |
Definição de Competência RegulatóriaÉ o poder de um órgão administrativo para emitir conjuntos ordenados de preceitos (regulamentos). |
Disposições Constitucionais da Autoridade RegulatóriaO Artigo 32, nº 8, confere ao Presidente da República o poder de emitir regulamentos sobre matérias não reservadas à lei. O Artigo 35 exige que "os regulamentos ou decretos do Presidente da República devem ser assinados pelo ministro competente e não serão obedecidos sem esse requisito essencial." As agências também possuem poder regulamentar, mas limitado à sua jurisdição exclusiva, exigindo a assinatura do ministro competente. |
Resoluções (Atos Normativos) dos MunicípiosAs resoluções municipais incluem:
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O que se entende por Direito Público Subjetivo?Direitos subjetivos, interesses ou poderes conferidos pela lei às pessoas em relação ao Estado. |
Procedimentos para Obtenção de Fundos por Órgão Administrativo[Conteúdo não fornecido no original] |