Conceitos Fundamentais em Fisiologia do Exercício e Homeostase

Classificado em Medicina e Ciências da Saúde

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1. Defina e Exemplifique Homeostase

R: Manutenção da constância ou inalteração do ambiente interno em relação ao ambiente externo. Exemplo: temperatura corporal.

2. Por Que os Modelos Lineares Não Têm Grande Aceitação na Fisiologia do Exercício?

R: Porque o organismo sofre alterações e desequilíbrios, e as variáveis fisiológicas não apresentam constância, tanto em condições de repouso quanto em atividade.

3. Descreva a Importância do Sistema Musculoesquelético no Controle Homeostático

R: O sistema musculoesquelético atua na proteção contra ambientes adversos, na obtenção dos alimentos necessários para a nutrição, auxiliando o retorno venoso e garantindo a mobilidade.

4. O Sistema Nervoso Autônomo e o Controle da Homeostase

R: O Sistema Nervoso Autônomo (SNA) é composto pelos sistemas nervosos simpático e parassimpático. Ambos têm atuação no músculo cardíaco e no sistema circulatório, sendo responsáveis, respectivamente, por acelerar (simpático) e inibir (parassimpático) a frequência cardíaca, contribuindo para a manutenção da homeostase.

5. Como Ocorre a Regulação do [CO₂] em Repouso?

R: O aumento do CO₂ no sangue (hipercapnia) acarreta o aumento da ventilação (frequência respiratória e volume expirado). O CO₂ excita os centros respiratórios, alterando a frequência e o volume corrente. Isso resulta no aumento da expiração de CO₂, acelerando sua remoção do sangue e do líquido extracelular. Além disso, o aumento do CO₂ aumenta a concentração de íons H⁺ ([H⁺]), diminuindo o pH (acidose), o que pode inibir o trabalho das enzimas.

6. Explique o que é Estado Estável (Steady State)

R: O Estado Estável indica um ambiente fisiológico constante, mas não necessariamente normal (ou igual ao valor de repouso). É um conceito aplicado em situações de exercício onde a variável fisiológica em questão se mantém constante, mesmo que em um nível elevado, diferente do repouso.

7. O que é Plasticidade Fisiológica?

R: Plasticidade é o conjunto de transformações persistentes que ocorrem em um tecido ou sistema em virtude de um estímulo dado pelo meio (ex: exercício). Essas transformações resultam em um processo de adaptação por meio de treinamento.

8. Diferencie Elasticidade de Plasticidade

R: Elasticidade é a capacidade de receber um estímulo e retornar imediatamente ao estado original. Já a Plasticidade envolve transformações persistentes que levam a um processo de adaptação (ex: por meio de treinamento), não retornando imediatamente ao estado original.

9. Relação entre Neuroplasticidade e Aprendizagem Motora

R: Um estímulo do meio (como o exercício) leva o organismo a um processo de neuroplasticidade, no qual ocorrem transformações no Sistema Nervoso (SN). Essas transformações permitem que o indivíduo desenvolva um processo de adaptação, fundamental para que ocorra a aprendizagem motora.

10. Diferença na Utilização de O₂ entre Indivíduos Treinados e Não Treinados

R: Os indivíduos treinados apresentam um menor retardo na captação de O₂ no início da atividade em comparação aos indivíduos não treinados. Dessa forma, eles alcançam o Estado Estável mais rapidamente. Além disso, indivíduos treinados demonstram uma capacidade bioenergética aeróbica mais desenvolvida.

11. Respostas Cardiovasculares na Transição Repouso-Exercício

R: As principais respostas cardiovasculares incluem:

  • Aumento da Frequência Cardíaca (FC);
  • Aumento da Pressão Arterial (PA);
  • Aumento do Débito Cardíaco (DC);
  • Vasodilatação nas arteríolas dos músculos ativos, para suprir a necessidade de bombeamento de sangue.

12. Explique o que é Diferença Arteriovenosa de O₂ (D(a-v)O₂)

R: A Diferença Arteriovenosa de O₂ (D(a-v)O₂) representa a quantidade de O₂ extraída de 100 ml de sangue pelos tecidos durante uma passagem pelo circuito sistêmico. O aumento dessa diferença durante o exercício se deve ao aumento da extração e utilização de O₂ para a produção oxidativa de ATP pelo músculo esquelético.

13. Descreva o Mecanismo de Regulação Intrínseca das Funções Cardíacas

R: A regulação intrínseca refere-se à capacidade do coração de gerar seu próprio ritmo (automaticidade) e conduzir o impulso elétrico. Isso ocorre através da onda de despolarização que percorre o sistema de condução cardíaco. O Eletrocardiograma (ECG) registra esses impulsos elétricos da contração cardíaca.

14. Esquematize e Explique as Ondas do Eletrocardiograma (ECG)

R: Existem várias ondas em cada ciclo cardíaco, identificadas por letras diferentes (P, QRS, T):

  • Onda P: Decorrente da despolarização atrial.
  • Complexo QRS: Decorrente da despolarização ventricular.
  • Onda T: Deve-se à repolarização ventricular.

15. Como é Feita a Regulação Extrínseca das Funções Cardíacas?

R: A regulação extrínseca é feita principalmente pelo Sistema Nervoso Autônomo (SNA), através das porções Parassimpática e Simpática. A porção simpática tende a ativar (acelerar) as funções cardíacas, enquanto os impulsos parassimpáticos tendem a inibí-las (desacelerar).

16. Principais Variáveis Cardiovasculares Alteradas no Exercício

R: As principais variáveis cardiovasculares que sofrem alterações significativas no exercício em relação ao repouso são a Frequência Cardíaca (FC) e a Pressão Arterial (PA).

17. Fatores que Explicam a Bradicardia de Repouso

R: A bradicardia de repouso é explicada por dois fatores principais:

  1. Aumento da Atividade Parassimpática: A porção parassimpática do Sistema Nervoso Autônomo libera acetilcolina, o que diminui a frequência cardíaca.
  2. Adaptações Estruturais: A bradicardia de repouso é um resultado de alterações estruturais e funcionais que ocorrem no coração devido ao treinamento físico regular.

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