Conceitos Fundamentais do Materialismo Histórico

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Parte 1: Sociedade

Classes: Grupo de pessoas com as mesmas condições materiais de existência e consciência desses elementos comuns. A divisão da sociedade em classes sociais decorre da divisão do trabalho e da propriedade privada. A luta de classes começa quando a classe explorada se torna a antítese da classe dominante e causará uma revolução.

Comunismo: Sistema socioeconômico em que não há propriedade privada dos meios de produção, mas estes pertencem à comunidade. É a fase final do desenvolvimento da humanidade e com ela começa a verdadeira história da humanidade. É caracterizado pela abolição da divisão do trabalho, controle da produção e dissolução da alienação.

Consciência: Conjunto de ideias ou de representação que um homem ou classe social tem de si, o seu lugar no mundo e na história que são condicionadas por sua vida material. A produção de ideias (sociojurídicas, morais, filosóficas e religiosas) provém da produção material.

Divisão do Trabalho: Progressiva fragmentação e especialização do trabalho associada ao desenvolvimento da produção e da origem de relações hierárquicas de dominação. Sua manifestação é a separação urbano-rural, a divisão física e intelectual do trabalho. No capitalismo, o trabalhador torna-se um produtor de um trabalho parcial, sempre forçado a fazer uma determinada operação. O comunismo deve superar a divisão do trabalho.

Forças Produtivas: Conjunto de meios de produção e técnicas de produção de energia humana utilizada no processo de trabalho. As forças produtivas mudam ao longo da história, principalmente pelo grau de desenvolvimento dos meios de produção.

História: É a única ciência, é o desenvolvimento progressivo dos diferentes modos de produção, é regido por leis necessárias que preveem que as contradições dialéticas sejam superadas. Nenhuma ação é um sujeito imaginário ou uma coleção de fatos mortos. O materialismo histórico é a teoria da história.

Homens: São os indivíduos reais, como eles vivem. Os indivíduos que são forçados a certas relações para produzir seu sustento e atender suas necessidades. Eles são os verdadeiros sujeitos da história.

Ideologia: Falsa consciência, que acredita que a consciência determina a vida, quando é a vida real que determina a consciência. Conjunto de ideias que mostram uma representação distorcida da vida dos seres humanos, de modo que a realidade é mascarada e impede a mudança. A origem desse falso caminho de pensamento é a partilha desigual do trabalho. Toda ideologia é conservadora, embora pareça progressiva, pois se destina a mudar a realidade a partir da crítica de ideias.

Meios de Produção: Terra, capital, ferramentas, máquinas (técnicos e científicos relacionados a eles), e matérias-primas, a partir do qual a produção tem lugar.

Natureza: Mundo externo sensível, assunto do qual e com o qual o ser humano produz sua vida material, de modo que a natureza não é nada sem esse homem ou não.

Parte 2: Economia e Sociedade

Alienação: O trabalho torna-se uma potência estrangeira e hostil. A atividade produtiva do ser humano está contra ele e o escraviza, em vez de dominá-la livremente e contribuir para realizá-lo. A causa é a divisão do trabalho (e propriedade), que exige que cada indivíduo faça apenas determinadas tarefas sem ser capaz de se livrar delas. É equivalente à alienação econômica.

Produção: Transformação de um objeto, seja natural ou já trabalhado, em um determinado produto do trabalho de atividade humana.

Propriedade Privada: Bens da propriedade dos meios de produção e que é produzido no modo de produção pela classe dominante que repousa sobre a exploração de homens por outros. O comunismo quer abolir o poder de se apropriar de produtos sociais, de se apropriar do trabalho dos outros.

Relações de Produção: Relações que se estabelecem entre as pessoas de acordo com sua posição no processo de produção e inclui: as formas de propriedade dos meios de produção, como alocação de trabalho ou a divisão do trabalho, a troca de produtos, formas de partilha de produção e organização da sociedade em classes sociais, ou seja, classes que possuem os meios de produção ou de trabalho - classe dominante ou dominada. Sob o comunismo, as relações eram baseadas na cooperação mútua.

Revolução: Destruição ou derrubada prática, realizada por uma classe revolucionária, da base real de uma empresa, que também mudará a superestrutura ideológica e cultural. Para mudar a maneira de pensar dos homens, é necessário destruir as relações sociais reais que surgem. É consequência da contradição entre forças produtivas e relações de produção e da luta de classes. A revolução comunista vai dissolver todas as formas de alienação.

Sociedade Natural e Sociedade Comunista: Sociedade natural é aquela em que não há liberdade, em que o trabalhador não domina as condições de trabalho, mas é dominado por elas. São todas as sociedades da "pré-história". A sociedade comunista vai dissolver a alienação coletiva e associações de produtores irão monitorar suas condições de trabalho. Começa, então, a "verdadeira" história.

Sociedade Civil: Esfera econômica da vida e dos interesses dos homens contra os políticos da sociedade ou do Estado. Em teoria, uma área de interesses comuns, mas, na realidade, serve à classe dominante. A sociedade civil não é muito expressiva do Estado, mas o Estado é a expressão da sociedade civil. Além da análise da história política com base nas ações dos comandantes e homens do Estado, a sociedade civil é o cenário real da história.

Real: Negócios e vida material que os homens têm. É o conjunto das forças produtivas e relações sociais de produção que definem um modo específico de produção. Tenha em mente que a produção intelectual é condicionada pela produção material.

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