Conceitos de Mito e a Análise de Édipo

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Conceitos Fundamentais:

  • Léxico: Sistema de oposições significativas; é o subcódigo.
  • Código: Sistema de símbolos combinados. Não é possível fazer um código sem signo.
  • Denotação: Ocorre quando a relação significante X significado é dada de forma obrigatória pelo código, é imposta pelo código. É unívoca e reversível.

Personagens e o Mito:

  • Produtor de Mitos: Focaliza um significante vazio, deixa o conceito preencher a forma do mito sem ambiguidade e se encontra diante de um sistema simples, onde a significação volta a ser literal. Parte de um conceito e procura uma forma para esse conceito (Eve e Ben em “Muito Além do Jardim”).
  • Mitólogo: Focaliza um significante pleno, distingue claramente o sentido da forma e, portanto, a deformação que um provoca no outro, destrói a significação do mito e recebe-o como uma impostura (Louise e o médico em “Muito Além do Jardim”).
  • Leitor Próprio do Mito: Focaliza no significante do mito, enquanto totalidade inextricável de sentido e forma, recebe uma significação ambígua. Reage de acordo com o mecanismo constitutivo do mito, com sua dinâmica própria (a advogada em “Muito Além do Jardim”).

Perspectivas Sobre o Mito de Édipo:

  • Freud (Psicanálise): Complexo de Édipo. Conjunto de desejos amorosos e hostis que o menino, enquanto criança, experimenta com relação à sua mãe. É semelhante à história do mito, ou seja, desejo da morte do rival, que é a pessoa do mesmo sexo, e desejo sexual pela personagem do sexo oposto.
  • Foucault (Filosofia): Para ele, a verdade é constituída discursivamente e toda sociedade possui suas verdades e métodos para se chegar a ela. O mito demonstra uma correlação entre “verdade”, “saber” e “poder” e que, por não controlar estes fragmentos, Édipo acaba perdendo o poder. Todas as verdades vinham como “pedaços” - como a fala do oráculo e a confissão do servo do rei -, gerando um novo mistério.
  • Lévi-Strauss (Antropologia): O mito da origem. Para entender o mito, é necessário dividi-lo em mitemas (pequenos mitos). Afirma que o mito de Édipo traduz uma inquietação, dificuldade, impossibilidade da sociedade grega de adotar uma única teoria da origem do homem. O homem provém da terra, tem o vegetal como modelo, nasce da terra e a ela pertence... Por outro lado, uma evidente constatação é que cada um de nós vem da relação entre homem e uma mulher.
  • Ulysses: "O mito é o nada que é tudo" - O mito é irreal, porém verdadeiro. Não é nada, pois não é um objeto, conceito ou ideia, mas uma fala, que tem limites formais, mas não substanciais. Mas, apesar disso, é tudo, pois possui relevância e aceitação. O mito também pode ser tudo porque o universo é infinitamente sugestivo. E também porque esta fala assume tal importância para o homem, que pode passar a ser tudo para ele.

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