Contexto do Design Organizacional

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UNIDADE 8: CONTEXTO DO DESIGN ORGANIZACIONAL

1. FATORES DE CONTINGÊNCIA

Fatores imprevistos são as variáveis que derivam de uma situação específica na qual o empreendimento se encontra.

Aspectos como o tamanho, tecnologia, meio ambiente (dinamismo, hostilidade, complexidade) ou a influência da idade no desenho da estrutura organizacional da empresa.

ABORDAGEM DE CONTINGÊNCIA

A abordagem de contingência indica que o projeto eficiente de modelos estruturais depende da adequação das variáveis internas (concepção) às variáveis externas (contingência).

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4MOrTnAgA7

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Chegou à conclusão de que não existe uma estrutura ótima, mas diferentes possibilidades de mudança estrutural, dependendo das condições do ambiente e da própria organização.

IP1xzaUVXQqpoiD92IsCsYT JXE6ZX7tlifnlx0 + +

TmjPdofoHReioGo2jSksgeR + DWj6QReoChbe8RaC

Zqz6a0S2ri7JKGPtrjcHRrC9IhuMMtmIsznTBOf3

dolXe1gvFIAADs =


2. A IDADE COMO UMA VARIÁVEL DE CONTINGÊNCIA

As empresas passam por diferentes fases ao longo de suas vidas: jovens, adultas e velhas.

Há uma estrutura organizacional adequada para cada estágio do ciclo de vida da organização.

LuiBfud + Xuh7O07oeD7ohk5sLG6GElHkFizpoEPp

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CICLO DE VIDA DA ORGANIZAÇÃO

VARIÁVEIS DE PROJETO

NEGÓCIOS

COLETIVA

FORMAÇÃO

DESENVOLVIMENTO

DECLÍNIO

ESPECIALIZAÇÃO

EXECUÇÃO

CENTRALIZAÇÃO

COORDENAÇÃO

ESTRUTURA

Baixa

Nula

Alta

Supervisão direta

Estrutura simples

Baixa

Baixa

Alta

Ajustamento mútuo

Estrutura Organizacional

Alta

Alta

Baixa

Normalização do comportamento

Estrutura burocrática

Muito alta

Muito alta

Muito baixa

Normalização dos resultados

Estrutura divisional

Baixa

Baixa

Alta

Supervisão direta

Estrutura simples

  • Ji jXWhEQADs + = ESTÁGIO "NEGÓCIO"

Tem sido típica de iniciantes. Nesta fase, a estrutura organizacional é um fenômeno emergente, não apenas um desenho ou projeto. A diferenciação é quase inexistente, e as tarefas são complexas. Há uma figura do empresário, que é essencial para a empresa. O empregador faz todos os tipos de atividades (operacionais e administrativas), bem como o controle direto dos vários membros da empresa. As relações entre os diferentes membros da empresa são, em sua maioria, de contato informal e direto, o que favorece, em grande medida, a criatividade.

  • ESTÁGIO "COLETIVO"

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A empresa cresce e adiciona uma variedade de recursos na fase 2.

Nesta fase, costumam lançar as bases para o projeto organizacional. As tarefas continuam complexas e com baixo nível de especialização, embora maior do que na fase anterior. A coordenação se dá diretamente entre os diferentes membros da organização. A estrutura organizacional é concebida de tipo orgânico, isto é, que promove a cooperação entre os indivíduos e a criatividade. Além disso, é um modelo típico de estrutura para setores recém-criados e submetidos a um alto nível de turbulência. A separação das funções, embora muito baixa no início, vai se tornar um elemento-chave do desenvolvimento organizacional, embora o número de gestores ainda seja relevante, principalmente na alocação e controle dos recursos.

  • ESTÁGIO "FORMAÇÃO"

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Nesta fase, a concorrência é estabilizada e consolidada. A empresa apresenta produtos ou serviços claramente definidos, o que obriga as empresas à concepção de novas estruturas organizacionais mais estáveis.

O desenho da estrutura organizacional torna-se um dos objetivos da gestão. Generaliza-se a utilização de normas para reger a conduta e os resultados dos diferentes membros da empresa. As estruturas organizacionais passam a ser mais formalizadas, nas quais a criatividade foi substituída pela eficiência (produtiva e organizacional).

Há uma generalização da especialização de funções, e a coordenação das tarefas é realizada tendo em conta as normas existentes na organização. A autonomia dos indivíduos no desenvolvimento de seu trabalho é alta, mas é mais aparente do que real: a descentralização segue as orientações decorrentes das regras que determinam seu comportamento. No entanto, temos uma estrutura organizacional mecânica, caracterizada pela formalização e padronização de condutas, cujo objetivo é a sobrevivência.

  • ESTÁGIO "DESENVOLVIMENTO"

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Esta fase surge quando as atividades e mercados tradicionais das empresas são insuficientes para permitir-lhes crescer e fazer melhor uso dos recursos. Ela precisa de uma mudança estrutural na sociedade, causada pelo aumento da complexidade e dimensão das suas atividades. A configuração estrutural mais adequada é a burocrática, uma vez que facilita o planejamento e o controle. Neste estado estrutural, é possível a descentralização na tomada de decisão, até o funcionamento independente das várias partes da organização. As formas estruturais utilizadas, dependendo da natureza e grau de diversificação, são a divisão (no caso da diversificação relacionada) e a exploração (de diversificação não relacionada).

  • ESTÁGIO "DECLÍNIO"

"A divisão e expansão do negócio para países com regimes de estágio 4"

Nesta fase, há o desaparecimento da empresa. Esta fase é o resultado do aumento da concorrência, do desaparecimento da demanda, do aparecimento de novos concorrentes ou novos produtos. A gerência deve encontrar novas atividades e novos mercados em que a aplicação dos recursos e capacidades organizacionais.

Estas mudanças na atividade tipicamente envolvem o uso de novas tecnologias e a necessidade de novos conhecimentos e habilidades. Neste processo de transformação, é necessária uma recentralização das decisões para conseguir uma afetação ótima e utilização de recursos escassos na organização. Esta recentralização, como o desaparecimento das regras e procedimentos padrão, são as mudanças mais importantes nesta fase da vida da empresa, retornando a uma estrutura organizacional simples. O tempo e o crescimento da empresa (se ocorrer) trarão a progressiva complexidade estrutural.

3. TAMANHO DA ORGANIZAÇÃO

O tamanho é um dos fatores de contingência mais estudados. Esta é uma variável de grande importância para a configuração estrutural da empresa: seu efeito sobre as outras variáveis de projeto.

3.1. DEFINIÇÃO E MEDIÇÃO DO TAMANHO

Para a Comissão Europeia, existem três tipos de variáveis que são usados simultaneamente para medir o tamanho de uma empresa:

  • O número de trabalhadores.
  • O volume de negócios.
  • O balanço da organização.

3.2. TAMANHO DA ORGANIZAÇÃO E DESIGN ORGANIZACIONAL

% Txrplz14%; gif

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PKrD0BAADs =

N3cxJRFogxZRYiogiGyEgkxlgAADs =
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Em termos de diferenciação organizacional, com o aumento do tamanho da organização, aumenta a diferenciação organizacional.

Trabalhadores em empresas de pequeno porte executam tarefas comuns, ou seja, podem tratar de tudo, mas as grandes empresas já estão dividindo as diferentes atividades e indivíduos especializados em tarefas específicas.

Começam a criar departamentos, há diferenciação horizontal (divisão de tarefas) e diferenciação vertical (os departamentos que se colocam são geridos por pessoas que antes não exerciam essa função de controle).

Em termos de centralização e formalização organizacional, o tamanho da empresa afeta negativamente. É necessário compartilhar o poder, a fim de tomar decisões eficientes (à medida que a empresa aumenta), mas quando começamos a perder o controle direto dos gestores, enquanto buscamos uma estrutura mais formal, que impõe padrões de fiscalização e controle das tarefas pessoais.

3.3. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA EMPRESA DE PEQUENO PORTE

O que é uma PME?

As pequenas e médias empresas (PME) são empresas com características distintas, e têm dimensões com limites financeiros e profissionais pré-definidos pelos Estados ou Regiões. As PMEs são agentes com lógica, culturas, interesses e espírito empresarial específicos. Geralmente, o termo também tem sido MPME (acrônimo para micro, pequenas e médias empresas), que é uma expansão do termo original, que está incluído no micro.

Nº DE TRABALHADORES

VOLUME DE NEGÓCIOS

BALANÇO

MÉDIO

250

50 milhões

40 milhões

PEQUENAS

50

10 milhões

10 milhões

MICRO

10

2 milhões

2 milhões

Organização das PMEs

VARIÁVEIS ORGANIZACIONAIS

ESCOLHA TÍPICA

Diferenciação

Baixa

Uma pessoa normalmente desempenha muitas tarefas diferentes (diferenciação horizontal) e são hierarquias muito planas (diferenciação vertical)

Centralização

Alta

O empregador assume a maior parte, até mesmo algumas decisões operacionais.

Formalização

Baixa

Empregos são flexíveis e, muitas vezes, não há manual de procedimentos.

Coordenação

Adaptação mútua

Não são utilizados controles para o comportamento e os resultados de competências, mas sim a supervisão direta e o ajustamento mútuo.

Estrutura

Orgânica (baixa diferenciação)

Eles são muito atentos ao ambiente em mudança, na forma de oportunidades e ameaças, para agradá-los.

4. TECNOLOGIA E ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

Tecnologia são os processos que transformam insumos em produtos ou serviços técnicos ou de sistemas de informação.

O conceito não se aplica apenas aos processos de produção ou físico-material de organizações da indústria de transformação, mas também aos processos de produção.

A tecnologia é um termo controverso porque:

  • Há muitas interpretações do termo tecnologia.
  • Cada performance utiliza uma unidade de medida diferente:
    • Técnicas utilizadas em fluxos de trabalho.
    • Características das matérias-primas utilizadas.
    • Variedade e singularidade dos problemas a serem resolvidos.
    • A complexidade do sistema técnico de produção.
    • Grau de continuidade.
    • Grau de automação dos processos de produção.

4.1. TECNOLOGIA E ESTRUTURA

Z

  • Diferenciação organizacional: quanto mais intelectual for o trabalho, mais difícil será dividi-lo.
  • Centralização organizacional: quanto mais rotineiro for o sistema técnico, maior a propensão a utilizar regras e regulamentos que regem o comportamento e os resultados dos membros da organização (supervisão direta dos gerentes).
  • Formalização organizacional: se o sistema técnico é rotineiro, a estrutura se relaciona com a taxa; se não é rotineiro, é centralizado e descentralizado. Centralização e formalização são mecanismos para regular a conduta substituíveis entre si, de modo que, se você optar pela tomada de decisão formal, ela será descentralizada.

5. RESUMO E CONCLUSÕES

EFEITOS SOBRE A EXPERIÊNCIA INTERNA

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EFEITOS NA CENTRALIZAÇÃO INTERNA

Bon n6T8b534ys4saQn7CABfCSbp8GMoYWDGsNu2 +


EFEITOS SOBRE A EXECUÇÃO

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