Controle de Qualidade de Pelotas: Ensaios e Requisitos
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Fatores Críticos na Etapa de Pelotamento
Os fatores críticos na etapa de pelotamento são: umidade da mistura, granulometria e superfície específica, gênese dos minérios, tipo e quantidade de aglomerante, equipamento e condições operacionais.
Requisitos de Qualidade para Pelotas
- Distribuição granulométrica homogênea e com pequena fração de partículas abaixo de 5 mm.
- Resistência física que garanta a integridade nas operações de manuseio e transporte.
- Baixo conteúdo de ganga ácida (SiO2 e Al2O3).
- Baixos teores de elementos deletérios (ex.: P, S, Cu, Ti, Na2O, K2O, etc.).
- Alto grau de redutibilidade e metalização.
- Baixa tendência à desintegração sob redução (geração de finos).
- Baixa tendência à colagem (formação de “clusters”).
Ensaios Químicos no Controle de Qualidade da Pelota
Os ensaios químicos utilizados no controle de qualidade da pelota são: espectrometria de raio-X, forno LECO, espectrometria de absorção atômica e via úmida.
Ensaios Físicos no Controle de Qualidade da Pelota
Os ensaios físicos realizados nas pelotas são: granulometria das pelotas queimadas, abrasão (simula a carga e transporte das pelotas) e resistência à compressão.
Ensaios Metalúrgicos no Controle de Qualidade da Pelota
Os ensaios metalúrgicos utilizados nas pelotas são: inchamento (quando a hematita é reduzida a magnetita), degradação (que avalia a geração de finos durante a redução) e redutibilidade (taxa de remoção de oxigênio).
Exigências de Qualidade por Mercado
- Mercado de redução direta: alto teor de Fe total, baixo teor de sílica, alumina e fósforo; alto grau de metalização; baixa geração de finos de pelotas antes e durante a redução.
- Mercado norte-americano: pelotas auto-fundentes (alta sílica, cal, MgO), com baixo fósforo; granulometria muito estreita; elevada redutibilidade; baixa geração de finos antes e durante a redução.
- Mercado asiático: pelotas com baixo teor de escória; baixa geração de finos antes e durante a redução; resistência após a redução.
- Mercado europeu: baixa geração de finos antes e durante a redução; tamanho médio da pelota entre 13 e 14 mm.
Definição e Granulometria do Minério para Pelotização e Sinterização
A definição do minério para sinterização ou pelota depende da sua granulometria. Finos de minério são destinados à sinterização, e ultrafinos de minério à pelotização. Para a pelotização, utilizam-se partículas menores que 0,150 mm. Para a sinterização, utiliza-se a granulometria variando de 0,1 mm até 6,35 mm.