Criminalização de jovens, pobreza e psicologia jurídica
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1. Imagem: gestante com criança atrás das grades
Enunciado corrigido: A imagem mostra uma gestante e, dentro da sua barriga, uma criança atrás de grades. Fale sobre a redução da maioridade penal associando à imagem.
Análise: A imagem de uma gestante com uma criança atrás das grades pode sensibilizar para os riscos da redução da maioridade penal. Ela sugere que a criminalização de jovens pode afetar não apenas os indivíduos diretamente envolvidos, mas também futuras gerações, inclusive crianças ainda não nascidas. A imagem também levanta questões sobre a responsabilidade coletiva de proteger os direitos e a integridade de crianças e jovens, independentemente de sua condição social ou trajetória de vida.
Interpretação e implicações
Essa representação pode ser entendida como uma metáfora dos efeitos negativos que a redução da maioridade penal pode ter sobre crianças e jovens. A criança atrás das grades, no interior da barriga da gestante, simboliza a falta de perspectivas e oportunidades de desenvolvimento saudável que muitas crianças enfrentam em contextos de vulnerabilidade social.
A redução da maioridade penal consiste na proposta de diminuir a idade em que um indivíduo pode ser considerado responsável criminalmente. Essa medida é polêmica, pois pode levar à maior criminalização de jovens que já vivem em situações precárias, como pobreza, violência doméstica e abandono. Ademais, a medida pode dificultar a reintegração social desses jovens, dado que o sistema prisional muitas vezes não oferece oportunidades adequadas de educação, trabalho e ressocialização.
Portanto, a imagem funciona como um alerta para os riscos de ampliar o punitivismo. Em vez de punir mais jovens por meio do sistema penal, é preciso investir em políticas públicas que fortaleçam a educação, a assistência social e as oportunidades de trabalho para jovens em situação de vulnerabilidade, de modo a prevenir a criminalidade e promover inclusão social.
2. Trecho da música: "Tá vendo aquele edifício, moço"
Enunciado corrigido: A imagem mostra um trecho da música "Tá vendo aquele edifício, moço", com um homem narrando que ajudou a construir o prédio e que, na época, precisava pegar quatro ônibus para ir e voltar. Chega uma pessoa e pergunta se ele está admirando o prédio ou querendo roubar. Fale sobre a criminalização da pobreza.
Análise: O trecho da música ilustra uma faceta da criminalização da pobreza: a associação estereotipada e injusta entre condição socioeconômica e potencial para cometer crimes. O trabalhador narra sacrifício e esforço — deslocamentos longos e trabalho mal remunerado — e, ainda assim, é visto com suspeita por simplesmente estar diante do edifício.
Essa suspeita automática revela preconceitos que estigmatizam pessoas de baixa renda, tornando-as alvo de vigilância e discriminação. Para enfrentar a criminalização da pobreza é necessário promover igualdade de oportunidades e garantir acesso a educação, saúde e emprego decente, além de desconstruir estereótipos e estigmas dirigidos às populações mais vulneráveis. Somente políticas públicas integradas e ações antidiscriminatórias podem reduzir a associação indevida entre pobreza e criminalidade.
3. Caso de Mauro e intervenção familiar
Enunciado corrigido: Mauro fazia acompanhamento psicológico porque havia cometido um delito e participava de trabalho socioeducativo. Dona Maria, mãe dele, não queria relembrar a época difícil em que esteve com o ex‑marido, que era bandido, e associava a conduta do filho à conduta do pai. Um grupo de psicólogos e assistentes foi chamado para atendê‑la. Analise a fala com a intervenção do assistente e do psicólogo.
Análise: A situação de Mauro envolve processo de responsabilização e ressocialização por meio de acompanhamento psicológico e medidas socioeducativas. A reação de Dona Maria — associar o ato do filho à conduta do ex‑marido — é compreensível do ponto de vista emocional, mas pode atrapalhar o apoio familiar essencial ao processo de reintegração.
A intervenção conjunta de psicólogos e assistentes sociais é fundamental para:
- Escutar e validar as emoções de Dona Maria;
- Separar trajetórias individuais: mostrar que Mauro é um indivíduo com sua própria história, distinta da do ex‑marido;
- Orientar para o papel de apoio familiar no processo de ressocialização;
- Oferecer estratégias para lidar com medo, vergonha e culpa, e para reconstruir vínculos de forma saudável.
Uma intervenção empática e técnica pode facilitar a aceitação do tratamento por parte da família e fortalecer as condições de sucesso das medidas socioeducativas de Mauro.
4. Criminalização de crianças e adolescentes e riscos
Enunciado corrigido: Fale sobre a criminalização de crianças e adolescentes e os riscos disso. E sobre os crimes serem associados às pessoas pobres.
Análise: A criminalização precoce de crianças e adolescentes trata jovens como criminosos e tende a ignorar suas circunstâncias individuais e contextuais. Esse processo acarreta riscos como estigmatização, dano ao desenvolvimento psicológico e social, ruptura de escolaridade e perda de oportunidades de inserção social.
Também é comum que atos infracionais sejam desproporcionalmente associados a pessoas pobres, reforçando ciclos de exclusão. A pobreza é um fator de risco, não determinante: ela interage com desigualdade, falta de acesso a direitos e violências estruturais. A resposta social deve priorizar medidas socioeducativas, políticas públicas de redução da desigualdade, educação e apoio familiar, em vez de ampliar o aparato punitivo.
5. Evento de psicologia: "pobreza como argumento para o poder de polícia"
Enunciado corrigido: Em um evento de psicologia foi abordado que, no Brasil, muitas vezes se utiliza o argumento da pobreza para legitimar o poder de polícia, na tentativa de resolver o problema da criminalidade apenas com mais polícia. Analise o que foi discutido com a comissão de psicologia nessa abordagem de "poder de polícia".
Análise: O uso da pobreza como justificativa para intervenções policiais tende a criminalizar territórios e populações vulneráveis, criando um ciclo de exclusão e repressão que não resolve as causas estruturais da violência. A lógica de “mais polícia” pode aumentar a tensão, a violência institucional e a sensação de insegurança, sem enfrentar determinantes sociais como desigualdade, desemprego, falta de serviços públicos e desassistência social.
A psicologia pode contribuir a partir de uma abordagem crítica e integral, propondo:
- Diagnósticos que considerem fatores sociais, econômicos, culturais e psicológicos;
- Intervenções intersetoriais que combinem saúde mental, educação e assistência social;
- Pesquisa e advocacy por políticas públicas que priorizem prevenção e inclusão social em vez de repressão exclusiva.
6. Métodos quantitativos e qualitativos na psicologia jurídica
Enunciado corrigido: Quantitativo e qualitativo na psicologia jurídica.
Análise: A psicologia jurídica utiliza métodos quantitativos e qualitativos de forma complementar. O método quantitativo busca quantificar fenômenos por meio de estatísticas, testes psicológicos padronizados e sondagens, visando generalização e comparações. O método qualitativo aprofunda o significado das experiências por meio de entrevistas, narrativas, observação e estudo de caso, permitindo compreender contextos e subjetividades.
Na prática forense e em pesquisas aplicadas, a escolha metodológica deve considerar o problema investigado: perfis de infratores, efeitos da pena, avaliação de programas de prevenção ou avaliação de impacto de políticas públicas podem se beneficiar de abordagens mistas para garantir validade, confiabilidade e compreensão aprofundada.
Recomendações finais (sintéticas)
- Priorizar políticas públicas de prevenção: educação, saúde, assistência social e trabalho.
- Evitar a ampliação do aparato punitivo como resposta única à violência.
- Fortalecer práticas da psicologia jurídica que considerem contextos sociais e não apenas sintomas individuais.
- Combater estigmas e a associação automática entre pobreza e criminalidade.
Observação de edição: O texto foi revisado para corrigir ortografia, gramática e capitalização, mantendo o conteúdo e as ideias originais e organizando a leitura com títulos (h2–h4), ênfases e listas para facilitar a compreensão e otimizar para SEO com termos-chave recorrentes (por exemplo, "maioridade penal", "criminalização da pobreza", "psicologia jurídica").